Capítulo 5

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Mirella

Afinal, o que eu estava fazendo com a minha carreira? Não havia como fugir: algum sentimento por ele já tinha criado raiz. Aron era o tipo que conquistava, usava e descartava. Tudo por ego. Sentada à mesa dele, com dor de cabeça latejante, eu só contava os minutos para o dia terminar.
Ele saiu da reunião e me lançou um olhar que não admitia recusa. Levantei e o segui até o elevador.

— Posso te levar em casa?

— Eu vim de carro.

— Por favor, Mirella.

— Meu carro não vai sair sozinho.

— Amanhã eu te busco. Não é um pedido. Boa noite.

Aron

Ela ainda acha que tem escolha. Engraçado. Eu decido quem vai embora e quando. Mas essa garota… está começando a me irritar. Porque eu não consigo parar de pensar nela. E isso não me agrada.

Mirella

Cheguei em casa, tomei banho e me joguei na cama. Fui acordada pelos gritos de Luísa.

— Mirella! Tem um cara te esperando na sala. A porra do ARON está aqui!

Ouvi a risada baixa e controlada dele do outro lado da parede. Meu estômago revirou.
Tomei banho rápido, saí enrolada na toalha e fui até a sala.

— Dez horas?

— Eu queria te levar pra um café. Cedo demais? — Ele estava sério, sem o charme falso de antes.

— Tudo bem. Vou me arrumar.

Vesti um tubinho branco simples e puxei ele para fora antes que Luísa começasse a fazer perguntas.

— Esse café é importante pra mim, Senhorita.

Aron

Ela está quieta. Boa. Prefiro assim. Menos conversa, mais controle. Mas o jeito que ela me olhou quando saímos… porra, eu quase mudei de ideia e a levei direto pro meu apartamento.

Mirella

No carro, com o ar-condicionado no máximo, ele parou num estacionamento vazio.

— Mirella.

— Oi.

— Posso fazer uma coisa?

— Faça.

Ele segurou meu queixo com firmeza e me beijou. O beijo começou controlado, mas em segundos virou fogo. Minha mão subiu para o pescoço dele. Abri as pernas discretamente. Ele soltou meus lábios e olhou para baixo, maxilar travado.

— Não faça isso aqui.

Não respondi. Meus olhos diziam o contrário.

— Vamos embora.

Mirella
Voltei para casa, troquei de roupa e corri para o trabalho sem esperar que ele me buscasse. O clima na sala estava pesado. Cumprimentei seco e me sentei. Atendi ligações, marquei reuniões, encaminhei documentos. Depois fui para a minha própria reunião.
Na volta, ouvi na recepção:

— Olha lá quem já está subindo na janela. Mal entrou e já virou o brinquedinho do diretor.

A raiva subiu quente. Fui até a loira.

— Fala na minha cara. Seja mulher pra falar de mim pra mim. Eu estou crescendo porque foco no meu futuro, não na vida dos outros. E ninguém vai passar por cima de mim.

Aron estava logo atrás, braços cruzados, observando tudo com expressão indecifrável.

— Mirella, vem comigo. Natália, sala de reunião em vinte minutos.

Ele me puxou pela cintura. No elevador, sozinho:

— Não estresse por bobagem.

— Bobagem? Você não ouviu o que ela disse.

— Eu ouvi. E sei que não é verdade. — Um meio-sorriso frio. — O mais engraçado foi você na ponta dos pés pra encarar ela.

— Para.

— Só com um beijo.

Não esperei. Beijei ele ferozmente, puxando o cabelo. Ele me pegou no colo, mas eu o empurrei.

— Aqui não. Quero uma cama.

— Como quiser.

Descemos separados e entramos no carro dele. Ele dirigiu direto para um motel discreto e luxuoso. Suíte presidencial. Cama enorme, luz baixa, espelho no teto.
Ele trancou a porta, tirou o paletó com calma e me olhou de cima a baixo.

— Tira a roupa.

Obedeci. Ele se aproximou, me jogou na cama de bruços e abriu minhas pernas com o joelho. Abaixou-se atrás de mim, segurou meus quadris com força e enterrou o rosto entre minhas coxas. Língua quente, precisa, sem piedade. Chupou meu clitóris enquanto dois dedos entravam fundo, curvando exatamente onde eu precisava. Gemi contra o lençol, corpo tremendo.

— Aron…

Ele não respondeu. Só acelerou. Quando eu estava quase lá, ele parou, levantou, abriu a calça e entrou em mim de uma vez, fundo e duro. Uma mão no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. A outra apertando minha cintura enquanto estocava sem ritmo, sem controle — só necessidade bruta.

— Goza — ordenou, voz rouca contra minha orelha.

Não precisei de mais nada. Gozei forte, gemendo o nome dele. Ele me seguiu segundos depois, segurando meus quadris com tanta força que deixou marcas.
Ficamos em silêncio por um minuto. Ele saiu de dentro de mim, abotoou a calça como se nada tivesse acontecido e me jogou meu vestido.

— Te deixo em casa.

No caminho, não disse uma palavra. Só dirigiu, maxilar travado, como se estivesse bravo consigo mesmo por ter precisado tanto disso.

Aron
Ela me faz perder a cabeça. E eu odeio isso. Mas amanhã eu vou buscá-la de novo. Porque, no fim, ela é minha agora. Mesmo que eu ainda não tenha admitido em voz alta e nem para mim mesmo!

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