Capítulo 4

147 10 0
                                        

Cheguei em casa com o corpo ainda vibrando, como se as mãos dele tivessem deixado impressões permanentes na pele. Tirei as roupas pelo caminho — blusa, saia, sutiã, calcinha —, deixando um rastro até o banheiro. Entrei no chuveiro e deixei a água quente cair, mas não adiantou: os dedos dele percorrendo meu corpo voltaram com força total. Fechei os olhos e sorri sozinha. Saí, me sequei devagar, vesti um pijama leve e fui para a cozinha.

— Mirella!

— Porra, Luísa, assim você me mata do coração.

— Desculpa. Fiz sua comida favorita. — Meus olhos brilharam ao ver o prato fumegante. — E hoje eu saio. Não volto.

— Amanhã você trabalha.

— Amanhã eu vou estar “gripada”. — Piscou com malícia.

— Boa sorte. Se protege.


Ela saiu arrumada, saltos ecoando pelo apartamento. Dei uma arrumada rápida — a gente mal parava em casa mesmo — e me joguei no sofá. Coloquei uma série, fiz maratona até de madrugada. Corri na cozinha, peguei três pedaços de pizza fria, comi sozinha no escuro e subi para dormir. Apaguei pensando nele.

O despertador me arrancou do sono. Rotina: banho, vestido carmim justo que marcava cada curva, salto branco, maquiagem caprichada — batom vermelho escuro, delineado perfeito. Hoje eu queria confundir. Queria que ele se lembrasse de cada segundo do dia anterior e perdesse o controle de novo.
Entrei no elevador sentindo o coração acelerar. Ajeitei o cabelo no reflexo, respirei fundo e entrei na sala. Fui direto para minha mesa.

— Não!

— Me desculpe?

— Não vá se sentar.

Ele se levantou da cadeira como um predador. Veio até mim em passos lentos, deliberados. Sem aviso, puxou meu vestido para cima, me virou de costas e me encostou na mesa. As mãos desceram do peito até a cintura, apertando com força suficiente para me fazer arfar.

— Senhor?

— Mirella — disse ele, voz calma demais para o que estava acontecendo.

— O que está acontecendo aqui?

Ele abriu o zíper da sua calça devagar, deixando o tecido deslizar pelas coxas até o chão. E eu fiquei só de calcinha, sutiã e salto.

— Vou te dar o que você implorou ontem. Um orgasmo. E mais.

— Aqui? Agora?

— Exatamente.

Arrancou meu sutiã com um puxão. Apertou meus seios com força bruta, os polegares roçando os mamilos endurecidos. Gemi alto, tentando me aproximar, colar meu corpo no dele.

— É isso que você quer?

— Sim… por favor!

Onde eu estava com a cabeça? Ele se ajoelhou, mordeu a parte interna da minha coxa com força suficiente para deixar marca, puxou a calcinha para o lado e se perdeu entre minhas pernas. Assoprou devagar na minha intimidade,  o ar quente me fez estremecer inteiro. Beijos molhados subindo pelas coxas, lambidas lentas, provocadoras. Então sugou meu clitóris com força. Meu corpo bateu contra a mesa, um gemido rouco escapou.
Puxei os cabelos dele com desespero. Ele acelerou, língua implacável, dedos entrando fundo. Eu estava no limite.

— Aron! Aron! Aron!

— Ainda não — murmurou contra mim, lambendo os lábios devagar. — Maravilhosa.

Senhor Aron Onde histórias criam vida. Descubra agora