Capítulo 9

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Oiiii genteee, capítulo novo e bem curtinho, então aproveitem a leitura HEHEHE (Vou responder os comentários do cap anterior agora, não desistam de mim KKKKKKK). FAVORITEM E COMENTEM MUITO POR FAVOOORRRR

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P.O.V Annabeth Chase

Era madrugada quando deixamos o local do show. Will dormiu com a cabeça apoiada em meu ombro durante o caminho de volta. Apesar do meu corpo estar cansado, minha mente trabalhava a todo vapor. O suficiente para o sono passar longe de mim.

Entrei no meu quarto do hotel, tomei um banho, vesti meu pijama e sentei na cadeira em frente a mesa com meu notebook. Liguei e fiquei encarando a tela, pensando no que eu escreveria sobre o show, para uma possível crítica.

Muitas coisas passaram pelos meus pensamentos e duas delas me atraíram mais: a conversa com Piper e a troca de olhares com Percy, seguida pelo seu sorriso. Na verdade, o assunto principal entre as duas questões era o mesmo: a história de Percy com a Calypso.

Abri um navegador no Google e parei meus dedos poucos centímetros do teclado. Mordi meu lábio, franzindo as sobrancelhas. Eu poderia pesquisar sobre e entrar em alguma biografia do vocalista do CTP ou da própria banda... Tentar descobrir por conta própria. Mas hesitei.

Respirei fundo e fechei a guia por três motivos totalmente interligados.

Primeiro: Não posso misturar o pessoal do profissional. Percy pode ter um passado, que me deixou muito tocada quando Piper o resumiu para mim rapidamente, mas eu também tenho. E bem, minha vida até algum tempo atrás não foi um mar de rosas. Foi o contrário. Se eu quiser aliviar minha opinião profissional do artista que o Jackson é, ele que comprove seu verdadeiro ser profissionalmente também.

Segundo: Ter pena dele é um erro. Ele não teve de mim, certo? Tenho certeza que Percy Jackson não se interessou ou ficou parado olhando a tela de um computador, se perguntando se deveria saber mais sobre mim. Ele não encontraria nada, é claro. A mídia foi totalmente persuadida por aquele traste do L... Não, não preciso me lembrar dele. Nunca mais. Enfim, o que importa agora é que eu lute contra a necessidade de ser condescendente com Percy. Apesar do seu sorriso... Nada mudou entre nós, eu acho.

Terceiro: Eu queria que ele mesmo me contasse sua história. É ridículo e uma superficialidade, mas não posso resistir em imaginar nós dois, compartilhando nossas dores. Uma trégua. Comecei a rir, colocando as mãos em meu rosto e me recostando na cadeira. Toda essa vontade de estar perto dele, de olhá-lo e apreciá-lo cresce a cada segundo. Admito que uma parte bem forte de mim gosta de confrontá-lo. Talvez eu esteja em um colégio de uma comédia romântica, fazendo birra com aquele garoto popular e bonito, capitão de um time... E que garoto popular e bonito...

Fechei meu notebook e joguei-me na cama. Eu não conseguiria escrever nada agora. Não estou focada o bastante e nem quero tentar reprimir minhas lembranças dessa noite.

Nossa breve conversa no camarim, sua performance fria no palco, com aqueles dedos tocando o violão, os braços se contraindo e relaxando em manusear o instrumento. Sua boca perto daquele microfone, produzindo aquela voz sedutora como uma isca pronta para fisgar qualquer um. Aqueles olhos severos e intensos... Céus, estou sentindo muito calor para a temperatura baixa dessa noite.

Will me aconselhou a ter cuidado com o travesseiro em uma das nossas conversas. Resolvi não seguir seu conselho.

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Decidi descer às 8 horas para o café da manhã com o grupo. Fui até a área onde era servida as comidas e encontrei o grupo e Will, sentados em uma mesa perto da varanda, conversando e rindo. É claro que estavam comemorando, o show de ontem foi ótimo – por mais que eu tenha algumas críticas ainda voltadas ao vocalista. Decidi não falar nada sobre e assim que me sentei ao lado de meu amigo, notei que Percy não estava aqui.

AU PERCABETH | The Devil Between the LinesOnde histórias criam vida. Descubra agora