Capítulo 40

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OIOI PESSOAL! Como estão?? Como eu disse, esse foi um dos capítulos mais difíceis que eu já escrevi, espero que gostem! Boa leitura! Por favor, não deixem de comentar muito e favoritar!! Não sejam fantasmas e ajude a engajar a fic <3

(cuidado com algum gatilho, ok pessoal? se começar alguma parte que comece a despertar algo em vocês, não leiam. pode ficar à vontade para me chamar no insta que eu faço um resumão pra você!)

* * *

P.O.V Percy Jackson

Eu ainda não queria estar perto de Annabeth. Muito menos admitir o quanto eu precisava disso. Nunca me senti tão confuso como nos últimos dias. Eu a odiei tanto, a cada minuto que pensava em seu rosto e o via em minha mente, eu a odiei com todo meu ser. Porque eu havia confiado nela, acreditado que era verdadeira a relação que estávamos construindo.

Ler aquela crítica foi como levar um tiro pelas costas da pessoa que meu coração começou a escolher. Eu já havia experimentado o inferno que Annabeth Chase pode ser. Eu já havia provado o gosto da raiva, da tristeza e do prazer com ela. Mas o que senti após sua última coluna? Isso foi novo. A sensação de ter cada parte minha, ainda remendada e frágil, se quebrando novamente, foi desesperadora. Cheguei a ponto de quase me destruir mais uma vez. E justamente Annabeth me salvou aquele dia.

Céus, eu a odeio.

Eu odeio desejar que ela desapareça, só para no instante seguinte começar a rezar para que isso não se concretize. Eu odeio querer estar longe e, ao mesmo tempo, perto.

Eu odeio o que Annabeth Chase me faz sentir.

Odeio o que ela me faz ver.

Odeio cada letra daquela crítica e não quero aceitar que concordei com cada palavra. Eu não sou aquilo, eu sei que não. Eu preciso acreditar nisso, que sou melhor do que a descrição que ela fez.

E a raiva que senti ao escutá-la cantando para mim aquela música depois de tudo que passamos, só me fez caminhar até seu quarto, após ficar rodando em círculos no meu, completamente perdido. Ver seu rosto assustado e incrédulo, sua boca se entreabrir em surpresa, seu corpo se tensionar ao me fitar, geraram em mim um sentimento sufocante de necessidade.

A abstinência física que eu sentia por Annabeth me cegou completamente dos meus pensamentos quando ela ofereceu uma alternativa para que eu mostrasse os meus sentimentos. Era vingança o que eu queria. E era ela o que eu mais precisava. Deixá-la curvada para mim, como fiz nessa cama, enquanto eu a faria sentir a dor que meu peito teve que suportar. Ver suas mãos se contraindo ao apertar o lençol enquanto eu me afundava em seu corpo, sentir sua pele quente debaixo da minha mão em seu quadril, seus gemidos abafados e energéticos, foi mudando o que eu queria mostrar. Porém, eu precisava de alguma confirmação que seja lá o que Annabeth sentia por mim era verdadeiro. E quando escutei que eu era tudo que ela odiava querer... Quando vi que Annabeth também era isso para mim, algo mudou em meu peito.

Percebi que a proporção que eu a odeio, também equivale a um sentimento mais... terno, para não dizer outra palavra.

Annabeth estava certa em um ponto. Não somos tão bons em usar palavras um com o outro. Mas ela havia pedido isso agora. Eu havia concordado, mas...

Seus cabelos ainda se espalhavam em meu peito, enquanto seus olhos curiosos estavam direcionados para o meu rosto.

— Quem é a Calypso?

O primeiro pensamento que me rondou foi: Sério?

Remexi-me, para que Annabeth se levantasse o suficiente para que eu cessasse o nosso contato e me sentasse na cama. Não permiti que ela enxergasse minhas sobrancelhas franzidas e a careta que fiz.

AU PERCABETH | The Devil Between the LinesOnde histórias criam vida. Descubra agora