— Com licença, diretor Caruso, posso entrar? – Fred perguntou após dar uma leve batida na porta antes de abri-la.
— Sim, claro que pode. – Luigi colocou sua caneta em cima da papelada que assinava e se levantou, ajeitando seu blazer.
— Aqui estão as mocinhas que estavam brigando na lanchonete. – fez um sinal para que Sabrina e Heloisa entrassem. — E as que estavam brigando no corredor. – puxou Fiona pelo braço para que ela entrasse, já que ela se negava a entrar ao lado de Mia.
— Pode sair, Fred. Eu cuido daqui. – saiu detrás de sua mesa e o inspetor apenas assentiu com a cabeça antes de fechar a porta. — Não que você já tenha feito algo, que eu saiba pelo menos, mas, de você eu já esperava Sabrina. Agora, de você Mia? Estou surpreso.
— Olha só, senhor diretor, em minha defesa, ela que estava em cima de mim. – Mia apontou para si mesma. — E outra, essa garota me tira do sério! Eu tenho certeza que o senhor não conseguiria passar cinco minutos com ela. – cruzou os braços e Sabrina riu.
— Eu tenho que concordar com a princesinha aqui. Essa cópia barata da Barbie consegue tirar qualquer um do sério. – Sabrina falou em defesa de Mia.
— Ah, garota, cala essa boca. – Fiona revirou os olhos. — Você adora falar demais.
— Sim, eu amo. – a garota de cabelo colorido decidiu não rebater de forma agressiva. Ela já havia parado na sala de Caruso por causa de Heloisa; não queria se complicar mais por causa de Fiona.
— Meninas, vamos com calma. – Luigi fez um sinal para que as quatro se sentassem no sofá que havia atrás delas. — Agora, Sabrina e Heloisa, me contem o porquê vocês brigaram.
— Eu falo! – Sabrina levantou a mão ao se levantar do sofá, antes que Heloisa pudesse falar algo, o que fez a loira revirar os olhos e bufar irritada. — A Pietra teve que vir resolver uns assuntos com o senhor e me pediu pra tomar conta da lanchonete enquanto isso. Eu estava lá, quando a Tiffany aqui chegou e disse que eu tinha começado aquela guerra de comida do início do ano. O senhor acredita nisso? Logo eu? – indagou indignada e Mia tampou a boca para esconder que segurava a risada.
— Engraçado... – Heloisa a encarou de cima em baixo. — O que eu escutei por aí foi outra coisa.
— Continuando... – Osuna decidiu ignorar Heloisa. — Ela disse que queria fazer o mesmo e eu não deixei. Ela me sujou de chantilly e eu só me defendi. Agora eu estou aqui com massa de bolo no cabelo, toda suja, parecendo um cupcake ambulante. – mexeu em seu cabelo e, em suas unhas, vieram um pouco do glacê que também estava em seu cabelo.
— Nossa, diretor, isso é horrível. – Mia colocou sua mão esquerda em seu peito e chegou para frente. — Eu faço hidratação toda semana no meu cabelo e sei como vai ser difícil tirar toda essa sujeira do cabelo dela. Se tirar pudim não é fácil, imagina massa de bolo e glacê. – Sabrina concordou com a cabeça. — Se você precisar, eu te ajudo, Sabi. Eu tenho uns produtinhos de cabelo importados que são uma maravilha.
— Ai, sério? – Osuna olhou para a loira que assentiu. — Eu vou adorar! – sorriu.
— Meninas, foco, por favor! – Luigi exclamou e as duas voltaram a olhar para ele, ambas mordendo o lado interno de suas bochechas para não rirem.
Elas não se odiavam mais, isso era fato. Porém também não se consideravam amigas. Mia e Sabrina não sabiam ao certo porque estavam defendendo uma a outra ali, fazendo piadas e brincando com a situação. Elas só sabiam que estava fluindo de forma natural e que estavam gostando de se entender daquela forma — já que aqueles momentos ainda eram raros.
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Elite
Ficção AdolescenteElite. O internato mais requisitado na grande Verona, onde apenas os filhos de pessoas famosas ou de grande influência estudavam, além de alguns bolsistas. No ultimo ano de alguns alunos, novos entram no colégio para mudar completamente o conceito q...
