Valentina não conseguia se mexer, falar, piscar ou se quer respirar.
—Valentina! - gritou Louis se aproximando.
Ela por impulso recuou e derrubou algumas coisas da sua penteadeira.
—Cacete! - ela xingou e se abaixou pra recolher o que derrubou.
Louis viu que ela estava extremamente nervosa e se abaixou perto dela, tiro os perfumes das mãos dela, os colocou na cama e se abaixou de novo para olha-la.
—Ei! - chamou com aquela voz que ele usava pra falar com Lux ou com seus irmãozinhos - Eu só quero te ajudar. - disse segurando o rosto dela.
Por alguns minutos a garota ficou olhando pra ele.
—Não preciso de ajuda. - falou ela se levantando de uma só vez - Tenho tudo sobre controle. Não preciso de ajuda.
—Não é o que parece. - respondeu Louis no mesmo instante, fazendo ela ficar ainda mais pra baixo - Valentina, por que? - perguntou depois de um longo silêncio.
—Porque não sou forte. - respondeu se virando pra ele em prantos - Eu... E-eu não... a-aguento. - gaguejou caindo na poltrona atrás de si.
Louis sentiu seu coração se partir ao vê-la naquele estado. Caminhou em sua direção e a aninhou seu abraço.
—Eu sempre fui a feia, a estranha, a nerd da escola... - começou ela com o olhar fixo no espelho na sua frente - Meu pai, não o verdadeiro, meu pai de criação largou minha mãe quando eu tinha 11 anos, e mesmo ele fazendo-a sofrer ele era meu pai então sempre tentei me aproximar dele, não deixá-lo esquecer de mim. Mas ele nunca gostou de mim, arrumou outra mulher e outros filhos, a última vez que fiz contato com ele foi horrível. Ele me disse que nunca fui desejada, que ele queria largar minha mãe e eu era a pedra no caminho dele, que tudo de ruim que aconteceu na vida deles era por minha culpa e coisas desse tipo.
Ela tomou fôlego e enxugou as lágrimas e continuou.
—O que meu pai disse e o que as crianças da escola diziam eram demais pra mim, eu sabia que era tudo culpa minha, que eu tinha que me castigar de alguma forma. Então comecei a me automutilar, isso alivia minhas dores, minhas angustias e tudo mais. Quando me mudei com minha mãe jurei ser alguém “aceitável” que as pessoas gostassem e admirassem.
Ela parou de falar e soltou um grunhido que era quase um riso dolorido, respirou e continuou.
—Virei essa pessoa aceitável, vivia em festas, cheia de amigos, comecei a me envolver com drogas, não só maconha, tinha aquela vida de garota de filme, ficava bem com todos perto de mim, mas a noite quando estava sozinha tudo vinha á tona, meu verdadeiro eu, as palavras do meu pai, aquelas crianças. Então isso era e é meu escape.
—Mas...
—Eu luto todo santo dia pra me livrar disso. - falou interrompendo Louis e se levantando - Tem dias que nem me lembro disso e tem os dias que só paro quando não sinto mais meu pulso.
Louis estava mal por ela, ela sentindo seu olhar de pena virou de costas pra ele.
—Para, não me olha assim, isso é o pior. Eu vou parar, sei que vou, mas sozinha. - falou olhando pra ele - Louis William Tomlinson, não ouse contar isso pra ninguém! – gritou em meio ao seu choro
—Não vou. - falou ele - Mas saiba que vou sempre estar aqui pra você, sempre irei te ajudar quando precisar, quando sentir vontade de fazer isso me grita que venho correndo e a gente passa a noite conversando, posso fazer suas unhas, qualquer coisa, mas me chama.
A garota ficou feliz em ouvir isso, sorriu entre as lágrimas e abraçou o amigo. Se sentiu tão confortável dentro daquele abraço que poderia ficar por muito mais tempo o abraçando. Mas Niall cortou o momento.
—Valentina, tem açúcar?
Notas da beta:
Caso tenha algum erro nessa fanfic, não use a caixinha de comentários, entre em contato comigo no twitter (@slaytargaryen). Obrigada. :)
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O Contrato
FanfictionEle chegou no sala e a secretaria foi logo dizendo: - Marco, que bom que chegou. Ele está muito nervoso. - Cheguei atrasado Abbey?- perguntou conferindo o relógio. - Não, você vai entender quando entrar. - Problemas com os meninos? - Não pergu...