capítulo quarenta e cinco.

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Sara 🌻

Sara: filho da puta! - gritei e ele ficou se movendo enquanto dava alguns socos na minha boca mas nem tava fazendo muito efeito

Eu consegui me desvencilhar dele e fiquei por cima na força do ódio, consegui dar socos com a mão esquerda já que a direita tá destruída e só parei quando vi que ele já tava inconsciente

Corri pro carro e o Branquinho deu partida na hora, eu fiquei tentando estancar o sangue que tava saindo do ombro mas nem tava sentindo tanta dor assim, tava sentindo o alívio de que ia ver meus filhos de novo

Branquinho: quer ajuda? - abri os olhos e vi que já tá estacionado na frente da minha casa

Sara: tô de boa - suspirei - a bala atravessou?

Branquinho: atravessou, fica suave - balancei a cabeça agradecendo e saí do carro

Fui me arrastando pra dentro de casa e assim que cheguei na porta tomei postura e entrei sem fazer cara feia, meus filhos merecem sempre a melhor versão de mim

Selma: mãe? - arregalou os olhos e me abraçou, eu segurei a cara de dor e abracei de volta

Carol e Caio vieram também e me abraçaram forte

Sara: chama a Iolanda - murmurei sentando no sofá

Eu abri meus olhos e me assustei ao ver Charles sentado ali, do lado a loira, eu dei risada e cobri meu rosto

Sara: eu só posso estar delirando - fechei os olhos

Coringa: deixa de ser maluca - senti a mão dele no meu ombro e me afastei

Sara: sai de perto - murmurei

Coringa: você tá sangrando muito Sara...

Sara: SAI - gritei e ele se afastou bufando

Coringa: não perde seu tempo Aline - me levantei

Tentei sair andando mas senti uma coisa dentro de mim me sufocar, o meu peito pareceu estar sendo esmagado, tudo começou a ficar embaçado e eu só vi o chão se aproximar lentamente

Coringa 🍮

Segurei a Sara antes dela cair no chão e peguei ela no colo, coloquei ela deitada na nossa cama e busquei o remédio que ela precisa tomar nas crises

Iolanda chegou rápido e começou a fazer os bagulho, Sara ficou acordada o tempo todo mas ficou me olhando sem falar nada

Caio: tá se sentindo bem mãe? - sentou do lado dela

Sara: sim - sorriu pra ele

Caio: quer algum bagulho pra comer depois?

Sara: pode deixar que eu faço filho, vai cuidar da Bia - Caio me olhou e balançou a cabeça

Saí atrás dele e assim que paramos no corredor ele me encarou

Coringa: porque tua mãe tá assim?

Caio: porque caralhos tu trouxe essa vagabunda aqui?

Coringa: me respeita moleque, ela é uma amiga

Caio: qual é pai! Vou perguntar um bagulho e espero que tu seja sincero - cruzou os braços - tu traiu a minha mãe com essa mulher aí?

Coringa: sai fora caraí, única que eu me relaciono é sua mãe, não conseguiria nem se quisesse ficar com outra, ela sabe bem - olhei pra porta do nosso quarto - ela tá pensando isso?

Caio: claro né carai - balançou a cabeça - e aquelas fotos então? Minha mãe viu tudo!

Coringa: quais fotos? - olhei sem entender

Caio: as fotos que essa mulher enviou porra, você tá de cueca na cama dela lá, cheio de batom

Coringa: tá doido? Eu dormi no quarto separado do dela - Caio revirou os olhos - sua mãe deve tá muito puta, deve ser um cara parecido comigo e ela não investigou por ciúmes

Caio: era sua cara lá, tenho certeza - suspirou - toma cuidado pai, sua amiga mandou umas fotos sua de cueca e cheio de batom dormindo - passei a mão no cabelo

Coringa: tá, valeu - abracei ele

Caio: sei que parece chatão a minha mãe estar protegendo você das suas "amigas" mas tu sabe como é, mulher sente de longe quando é uma pessoa que não presta, não adianta bater o pé - balancei a cabeça

Coringa: vou investigar isso aí e conversar com Aline, prometo que vou resolver

Caio: qualquer coisa me aciona, chefe - balancei a cabeça

Saí puxando Aline e enfiei ela no meu carro, descemos pra casa dela já que é madrugada

Aline: você tá bem? - perguntou baixo

Coringa: não muito, tô preocupado com a Sara - suspirei e ela me abraçou, de imediato me afastei e vi ela ficando sem graça

Aline: talvez já esteja na hora de vocês se separar Charles - encarei ela - vi o jeito que ela te tratou e acho que você merece coisa melhor

Coringa: não fala merda porra, amo a Sara e sei que tudo vai se ajeitar quando nós conversar direito - falei sentindo raiva

Aline: tá, só queria dizer que as vezes a coisa que procuramos está de baixo do nosso nariz e não vemos - neguei saindo do carro

Nós entramos na casa e eu sentei no sofá, assisti um filme qualquer com a Aline e fui tomar meu banho
Eu vesti uma bermuda e deitei na cama do quarto de hóspedes

Fiquei olhando o teto por muito tempo, só voltei a realidade quando a porta abriu do nada

Coringa: qual é? - ela me olhou e suspirou fundo

Aline: eu tô com um pressentimento ruim, posso dormir aqui com você?

Coringa: acho que cabe mais um - falei pensativo e ela riu deitando na ponta, sem querer encostar nela eu me afastei e coloquei meu celular do lado do dela na cômoda

Ela se remexeu um pouco pra perto de mim e eu só fiquei parado, esperei até ela dormir e peguei os dois celulares, enfiei no bolso e fui pro banheiro

Procurei por um tempo e achei o número da Sara, vi que ela realmente mandou umas foto minha pra Sara e suspirei fundo
Voltei pro quarto, coloquei o celular no mesmo lugar e me vesti

Assim que cheguei em casa subi na calada, entrei no quarto e a Sara tava acordada, como sempre

Sara: tá fazendo o que aqui? - falou rouca e eu sentei perto dela

Coringa: me desculpa - ela me encarou - eu tô ligado nos bagulho que Aline enviou mas sei que tu confia na minha palavra e eu juro que nunca encostei nela - Sara apenas balançou a cabeça e voltou a olhar a tv - você tá bem?

Sara: tava antes de você chegar, quero ouvir - ela apontou pra tv e eu sentei perto dela

Coringa: me perdoa - sussurrei no ouvido dela - você é a mulher da minha vida e nada vai mudar isso - vi que ela tentou segurar mas acabou sorrindo

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora