capítulo trinta e nove.

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Selma 👯

Foguinho: você tá um pouco bêbada, achei melhor vir atrás

Selma: sei - fiz careta - tá afim de ir pra praia?

Foguinho: não

Selma: então para de me seguir - falei revirando os olhos

Foguinho: seus pais sabem que tá aqui?

Selma: não é da sua conta - respondi olhando feio

Eu subi na moto e dei partida rápido o suficiente pra ele não me alcançar

Carioca: Morena, quanto tempo! - sorriu

Selma: e aí carioca - beijei sua bochecha - como tá indo as coisas?

Carioca: bem demais - sorri - e os bagulho com suas mãe?

Selma: já tá resolvido - ri sem graça

Carioca: beleza, sua amiga vem?

Selma: vem sim - sorri pegando um pirulito no pote e colocando a moeda no balcão

Carioca: e quem é seu companheiro? - olhei pra trás e abri a boca surpresa quando vi Foguinho com um sorrisinho sacana no rosto

Selma: é um colega - sorri de lado - até depois Carioca - sai puxando Foguinho que ficou me olhando sério - o que você tá fazendo aqui?

Foguinho: você tá louca se pensa que vou te deixar aqui bêbada

Selma: eu não tô bêbada! - ele rolou o olhar e eu ri - se quiser dar um rolê comigo é só falar bebê

Foguinho: eu vou ficar aqui suave, beleza? - me encarou

Eu analisei ele por alguns segundos e sorri, pior de tudo é que ele é um gato, ainda mais com a cara de marra

Selma: pode ficar me vigiando, o preço é um beijo - ele me encarou e riu - é sério, me beija

Foguinho: não - falou sério - eu disse que aquilo foi um bagulho errado e que não vai acontecer de novo - cruzou os braços

Selma: eu...- o encarei incrédula e envergonhada nas logo tomei postura - beleza então - revirei os olhos me afastando

Sentei na pedra que costumo ficar com Lari e nem demorou pra maluca aparecer com o namorado metidinho dela

Selma: oi ser humano mais lindo, é claro que isso só vale pra você, Lari - ela solta um riso e me abraça de lado

Lari: você é uma boba mesmo - fiz careta

Selma: qual é a boa de hoje?

Lari: quem é aquele te olhando? - encarei Foguinho e revirei os olhos

Ele tá ali parado de braços cruzados, a toca preta dobrada na ponta, o casaco preto com listras brancas e a calça moletom preta caem bem no seu corpo magro e alto

Ele me olha com a cara de marra, os olhos estão escuros, o bigodinho fino o deixa gostoso e a boquinha vermelha destaca sua pele morena, ver que ele é perfeito me deixa ainda mais irritada

Lari: eu vou buscar o bagulho, de boa?

Selma: eu não sei se quero usar de novo - cruzei os braços

Lari: você gostou da primeira vez - me encarou

Selma: eu estava chateada - bufei entediada - busca logo, vou pegar mais pirulitos

Eu fui na banquinha e me debrucei no balcão pra pegar mais pirulitos, Carioca de risada e eu paguei certinho
Assim que voltei pra pedra o garoto ficou me olhando

Selma: que foi? - perguntei assustando ele

Igor: nada - revirei os olhos

Franzi a testa quando vi Foguinho trocando ideia com uma mulher e ele me olhou sorrindo
Eu desviei de cara feia e vi Lari voltando

Lari: toma - me entregou uma balinha e eu fiquei olhando

Coloquei a balinha entre os dedos e fingi jogar na boca, coloquei o pirulito rapidão e sorri

Igor: pô, que onda! - falou um tempo depois olhando pro mar

Selma: pois é - concordei arrastando a voz

Lari: depois vamos lá pra casa? - perguntou sugestiva olhando pro céu

Selma: eu tenho que voltar cedo, tem babá aqui, sabe como é - ela riu morgada

Lari: vai ser só um pouco - murmurou

Selma: não - rolei o olhar - eu acho que ja vou, quero fuder - disfarcei levantando

Lari: você acabou de chegar mas tudo bem - me abraçou

Eu me afastei e pensei em avisar pro foguinho mas ele tá ocupado demais trocando idéia com outra, fui até minha moto e assim que sentei vi ele se aproximando de cara fechada

Foguinho: eu vou te levar - falou alto e eu franzi a testa - você é patéticamente infantil garota, pensou que usar balinha vai ajudar em alguma coisa? - me balançou nervoso

Selma: você é estranho - coloquei a balinha no bolso do casaco dele e ele me olhou surpreso - eu não uso drogas, ah, você não me conhece, caramba ein - fiz biquinho debochada

Foguinho: não faz deboche com minha cara - apertou meu pescoço com uma mão

Pode parecer idiota mas esse ato só serviu pra molhar minha calcinha

Selma: eu não tenho medo de você - arranhei o pescoço dele com minhas unhas e ele prendeu o sorriso de lado

Foguinho: se você não fosse...tão nova...eu te fodia aqui agora - falou rouco me olhando, eu ri provocando e me afastei

Selma: sonha mais um pouco bebê - ri negando e mandei beijo antes de dar partida

Assim que parei na porta de casa vi que tava tendo algum bagulho na casa da tia Iolanda, dá pra ouvir os gritos

Eu guardei minha bebê na garagem e entrei de fininho mas geral tava na sala assistindo filme
Minha mãe sorriu e eu sorri de volta indo pro meu quarto

Eu me troquei e voltei pra sala caladinha, deitei no meio das pernas da minha mãe e me aconcheguei enquanto ela mexe nos meus cabelos

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora