capítulo cinquenta e seis.

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Nós sentamos no sofá e fomos comer na maior zoeira, eu não parava de rir assim como ele mas tava me sentindo super bem

Foguinho: daí eu perguntei se ela tava querendo um pedaço, ela me olhou e falou 'não' - caímos na risada

Selma: você é comédia demais - ri

Ficamos igual drogados rindo da cara um do outro um tempo, Foguinho me faz rir demais e eu adoro

Selma: o que significa isso? - apontei pra uma tatuagem na costela dele e ele me encarou calado

Foguinho: uma pessoa importante pediu pra eu fazer e eu fiz - rolou o olhar - escolhe um filme

Selma: uma pessoa? - ele continuou encarando a tv

Foguinho: coloca aí caralho - bateu na minha coxa

Selma: para de fugir das coisas Fábio, isso me estressa, se não quiser responder manda eu embora logo - cruzei os braços indignada

Foguinho: não começa Selma, não gosto dessas putaria

Selma: putaria nada, você fica tanto falando que não pode me dar uma chance porque sou criança mas você que é a criança aqui - ele me encarou feio

Foguinho: você que tá dando show porra! Criança do caralho! - encarei ele

Selma: então fala quem pediu pra fazer essa tatuagem? Porque tem uma porta trancada na sua casa e por que diabos você fica me tratando como uma criança pela minha idade?

Foguinho: eu não quero falar disso agora - respondeu inquieto

Selma: nós somos amigos Fábio - segurei a mão dele - pode me contar o que for que vou estar aqui

Foguinho: é indiferente você estar aqui - ok, essas palavras machucaram

Selma: ah - soltei ele e me levantei indo na lavanderia

Foguinho: o que você tá fazendo? - apareceu na porta

Selma: já que é indiferente eu vou embora

Foguinho: para de criancisse - suspirei e peguei meu vestido - você não pode me obrigar a falar

Selma: e você não pode me obrigar a ficar - ele me encarou

Foguinho: você é muito idiota!

Selma: você que é, diz que confia em mim mas não conta nada enquanto eu escancaro minha vida pra você

Foguinho: escancara porque quer

Selma: você é um babaca, nossa! Por isso é sozinho - murmurei

Foguinho: como é? - falou alto - você não me conhece! - Gritou

Selma: não conheço porque você não deixa, desse jeito ninguém nunca vai gostar de você!

Foguinho: é sério que você tá falando isso por uma porra de tatuagem? - gritou

Selma: não, tô falando porque já é a vigésima vez que você fala merda sem se preocupar com meus sentimentos e isso cansa, pessoas egoístas não tem nada a oferecer

Foguinho: egoísta? - me empurrou e eu gemi quando bati as costas na quina da máquina - você não me conhece Selma, você não sabe o que passei, não sabe de porra nenhuma, você é uma criança mesmo - rosnou

Selma: então me conta, me conta Fábio - tentei segurar o rosto dele mas ele empurrou minhas mãos

Foguinho: eu não me relaciono com meninas mais novas porque eu tive uma pra cuidar, minha filha, ela tinha doze quando foi abusada e esquartejada por cinco caras enquanto o egoísta aqui era esfaqueado tentando salvar a vida dela, era isso que você queria ouvir? Tá feliz agora? - gritou.

Tudo foi um baque pra mim, Foguinho saiu da lavanderia e eu ouvi uma porta bater, meus olhos se encheram de lágrimas e eu me apoiei na máquina de lavar roupas

Depois de alguns minutos fui na sala e fechei a porta, tranquei, peguei um copo de água na cozinha e fui no sapatinho até a porta do quarto dele torcendo pra não estar trancada

Deus parece ter ouvido minhas preces porque eu rodei a maçaneta e ela abriu, tava tudo escuro mas eu ainda consigui ver o corpo grande dele na cama

Eu fechei a porta, coloquei o copo na mesinha do lado e deitei na cama, aproveitei que ele tá deitado de costas pra mim e abracei o tronco dele, ele relaxou o corpo e eu espalhei alguns beijinhos nas costas dele enquanto sussurro 'desculpa'

Depois de um tempo naquela posição eu presumi que ele dormiu e me levantei sem fazer barulho

Foguinho: fica. - falou firme e eu até me arrepiei

Selma: você não tá bravo? - sentei passando a mão no rosto dele

Foguinho: não - abraçou minha cintura - vem cá - me puxou devagar

Ele deitou de barriga pra cima e eu sentei no colo dele, depois dele beber a água que eu trouxe eu me deitei e escondi o rosto no pescoço dele, ficamos assim até dormir.

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora