capítulo sessenta e dois.

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Selma👯

Fiquei encarando geral dançando bêbado e bufei, senti uma mão no meu ombro e virei o rosto sorrindo

Branquinho: tá bem pô? - fiz careta

Selma: umas coisas na cabeça aí mas tô bem - ele sorriu

Branquinho: chamei uns amigos se tu não se importar

Selma: depende dos amigos - encarei ele que riu - eu não acredito que você fez isso comigo - murmurei me levantando

Branquinho: eaí meu mano Foguinho - fez toque atrás de mim e eu sentei puxando a garrafa de vodka da mesa

Xxx: amor, olha aquela sua amiga - sorriu me abraçando e eu suspirei fazendo careta

Foguinho: é pô - estendeu a mão e eu apertei sem encarar ele

Branquinho: então meu mano, como tá essa cria aí? - cruzou os braços

Foguinho: doida pra sair né - franzi a testa e encarei ele

Selma: puta que me pariu - levantei e saí andando

Só pela voz deu pra perceber que Fábio tá usando drogas, e isso me dá uma sensação que nem sei explicar, só sei que encostei em um banheiro químico sentindo meu estômago embrulhando

Foguinho: qual foi? Tá bem? - segurou meu ombro e eu me afastei com a mão na barriga - tá grávida? - perguntou assustado

Selma: eu não - franzi a testa

Foguinho: que foi dessa cara então pô?

Selma: eu tô com nojo de você Fábio - ele deu uns passos para trás - olha como você tá, drogado - falei sentindo meus olhos marejar

Foguinho: eu não tô...- interrompi

Selma: nem tenta - cruzei os braços - só fica longe de mim tá? - saí andando

Peguei uma água de coco na barraquinha e misturei com umas paradas, tava bem altinha quando parei pra conversar com um grupo de meninos que parecem bem engraçados

Foguinho: vamos embora - me soltei dele de cara feia

Selma: não encosta - balbuciei bêbada - é ele, só me comeu e disse que eu era um erro na vida dele galera - ri

Eu não sei porque mas aquilo fazia todo sentido pra mim na hora mas eu só consegui ver mágoa e desprezo na cara do Foguinho

Selma: eu gosto dele e ele disse que eu sou uma criança, e tá com uma grávida que nem gosta dele - balancei os braços - enquanto eu fico igual uma idiota correndo atrás dele - os meninos me olharam com medo, talvez porque o olhar do Foguinho tava tão intenso que parecia capaz de matar alguém

Foguinho: chega Selma - me puxou

Selma: eu tô mentindo Foguinho? Você foi falso comigo - bati no peito dele

Foguinho: para de ser infantil - falou baixo

Selma: você sempre diz isso - ele agarrou meu braço e me puxou pra perto

Foguinho: toma postura porra! Tem uns botas na área porque vazou informação que nós tá aqui, anda - encarei ele séria e fui pro carro mesmo tropeçando nos meus próprios pés

Fiquei encarando a Janela o trajeto todo, Branquinho nem fez questão de perguntar enquanto a grávida só abria a boca pra falar que ama o "Felipe"

Quando me deixaram em casa eu não disse nada, só desci do carro e subi pra boca

Abri a porta da sala do meu pai devagar e ele me olhou

Coringa: qual foi Selma? - desviou o olhar dos papéis pra mim e franziu a testa

Selma: pai...- abracei ele e comecei a chorar

Coringa: alguém fez algum bagulho com tu? - pegou a arma e eu neguei

Selma: tá doendo aqui ó - coloquei a mão no peito e ele me encarou segurando o riso

Coringa: você tava com o Foguinho?

Selma: sim - comecei a chorar mais

Coringa: você tá bêbada filha - acariciou minhas costas

Selma: ele ama outra mulher - escondi o rosto na camisa dele

Coringa: você já falou que gosta dele?

Selma: nem tive oportunidade porque aquela chata grávida apareceu do nada

Coringa: mermo assim pô, tu tem que falar - mexeu no meu cabelo

Selma: eu não consigo, tá doendo tanto - sussurrei

Coringa: melhor tu saber a real pô, depois que ele casar é sem volta

Selma: eu não quero pagar de talarica pai, e ele nem gosta de mim, não gosta de pegar meninas da minha idade, ele deve me odiar em segredo - meu pai riu - eu sou um desastre

Coringa: deixa de ser idiota Selma, papo de mina sem peito pra bater de frente com os obstáculos - puxou meu cabelo de leve - tu só tem que parar de agir assim perto dele, não é assim que se resolve as coisas, senta e conversa

Selma: não dá mais pai, ele já vai casar - meu pai riu - não tem graça - ele me encarou e olhou pra porta

Eu olhei também e vi Foguinho, arregalei os olhos e enfiei o rosto na camisa do meu pai sentindo minhas bochechas queimando

Coringa: leva ela por favor Foguinho - belisquei a costela dele - para de graça Selma - falou rindo alto

Eu levantei calada e lavei o rosto na pia do banheiro, depois fui descendo na frente com um bico no rosto

Fiquei calada o caminho todo mas quando Foguinho passou reto da minha casa e acelerou eu encarei ele

Selma: tá me levando pra onde? - ele afundou o pé no acelerador e não me respondeu

Eu não estava tão assustada porque eu estou com o Foguinho e sei usar a arma que ele esconde por baixo do banco.

Ele parou o carro no que parecia ser um topo de morro, eu já estava mais sã então fiquei encarando aquilo com vergonha

Foguinho: vamos conversar - encarei ele e um arrepio me percorreu

Selma: tá - me afundei no banco

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora