capítulo três.

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Carol Miller

Carol: você vai na minha casa? Vai ter churrasco - comentei sorrindo

Leandra: eu não sei - me encarou - me sinto desconfortável de estar no mesmo lugar que seus pais e mentir

Carol: só por enquanto Lê, por favor, vamos?

Leandra: tenho que pedir meu pai, é complicado

Carol: tá, não precisa ir, esquece - peguei o celular

Leandra: qual é cara, tu sabe como sou e que isso não é escolha minha - me puxou para perto - quando você vai contar pra eles? Você já está ficando grandinha

Carol: quando eu estiver pronta, eu estou com medo deles se fecharem

Leandra: e as mães do Th lá? Tá de brincadeira comigo?

Carol: não não, olha - segurei o rosto dela - eu vou contar, juro que vou contar - encostei nossos lábios rapidamente

Ela sorriu depois de alguns segundos me encarando e se deitou por cima de mim me beijando

Leandra: depois que você assumir, vamos andar por aí de mãos dadas, vai ser foda - eu ri

Carol: você acha que meu público vai reagir bem?

Leandra: sua orientação sexual não te muda Carolina - beijou minha bochecha

Carol: obrigado - sorrimos

Leandra: vamos tomar banho? - eu sorri largo e me levantei

Carol: quem chegar por último leva um beijo - ela riu

Nós corremos juntas e entramos na água, ficamos rindo um bom tempo até acabar

É complicado o sentimento de você ser alguma coisa que ninguém sabe, e chegar contando isso pode mudar o tratamento delas, algumas amigas vão se afastar por me achar estranha

Meus pais é o mais complicado, eu amo muito eles, tudo que eles passaram juntos é surreal, eu não quero passar de: a filha super amada, para a filha lésbica decepção da família

É claro que eu sei que tenho tias lésbicas mas será que meus pais gostariam de ter uma na família? Eu tenho medo demais da reação deles

•••

Depois de um bom tempo com a Leandra, Rei nos levou para a minha casa
Quando chegamos já estava rolando uma super festa, eu fiquei surpresa com tanta gente conhecida

Eu corri logo para os braços da tia Iolanda, ela é uma mulher muito foda, sem contar que é linda

Iolanda: oi gatinha, o que tá pegando? - eu sorri

Carol: vim ver se você tá bem - ela sorriu e eu abracei tia Isabella também - cadê Thiago?

Isabella: foi buscar um bagulho pra beber

Carol: hmm, tia, podemos falar a sós? - tia Iolanda me encarou e sorriu largo se levantando, como se soubesse o que eu vou falar

Isa: espero você aqui - acenou e tia Iolanda balançou a cabeça

Sara: onde as duas vão? - minha mãe sorria mas sei que está encabulada

Iolanda: eu quero conversar com a Carol, algum problema? - minha mãe me olhou

Minha mãe se aproximou da tia Iolanda e rapidamente sussurrou algo em seu ouvido, tia Iolanda rapidamente abriu um sorriso desmontando a pose de marra, minha mãe sorriu e saiu andando

Se minha mãe não amasse tanto meu pai eu poderia jurar que já rolou algo aí

Iolanda: qual o problema garotinha? - me encarou e encarou Leandra que sorria

Carol: olha, você é uma pessoa muito forte, é uma das melhores pessoas que conheço e já passou por isso - suspirei - suponhamos que eu seja algo e queira contar pra minha mãe e pro meu pai mas estou com muito medo - tia Iolanda coçou a cabeça - como eu conto?

Iolanda: primeiramente, sobre o que é a coisa?

Carol: é... Hm...

Leandra: ela é lésbica e não sabe como contar para a mãe - encarei ela fuzilando-a

Iolanda: oh, meu Deus! - caiu na risada - você quer que eu conte?

Carol: não, pelo amor de Deus - sussurrei - eu e Leandra, estamos juntas como você pôde ver - suspirei - o que eu faço? Como você contou para sua mãe?

Iolanda: é complicado meu anjo - ela acariciou meu rosto - eu passei por uma coisa muito ruim, nesse pior momento meu, Isabella veio com tudo e me ajudou, me conquistou demonstrando que se importava - sorriu mais - meu pai quase a matou mas eu contei, ele riu e ficou do meu lado, contamos todos juntos para minha mãe e a reação dela foi horrível mas nos acostumamos

Carol: tá... Eu devo contar tranquilamente então?

Iolanda: sim, sua mãe não vai ficar brava - ela riu

Carol: por acaso você já pegou minha mãe? - ela riu

Iolanda: pergunte para sua mãe, será um bom início de conversa para contar

Carol: e meu pai? Eu tenho medo do que ele possa fazer

Iolanda: a melhor amiga dele é lésbica, Coringa nunca tirou Isabella como peso por ser lésbica - acariciou meu rosto - seus pais, depois de mim e Isabella, são os melhores pais que alguém poderia ter

Carol: porque diz isso?

Iolanda: quantas vezes já chegaram super tarde em casa e ela não brigou?

Carol: muitas!

Iolanda: quantas vezes ela já brigou por fumarem ou beberem?

Carol: nunca

Iolanda: Sara não foi criada com muito amor e talvez as vezes possa não demonstrar tanto, mas ela te ama, ama o Caio e ama a Selma com todas as forças - sorriu - você não deveria esconder isso dela

Carol: obrigado tia - segurei a mão de Leandra

Iolanda: sempre que precisar, estarei aqui - sorri

•••

Carolina Miller (16 anos)

Leandra Rodrigues (17 anos)

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Leandra Rodrigues (17 anos)

Leandra Rodrigues (17 anos)

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