capítulo cinquenta e nove.

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Selma 👯

Branquinho: quer conversar? - puxou assunto me olhando de canto

Selma: não, valeu - suspirei - quer sair mais tarde? - mudei de assunto e apoiei a cabeça no ombro dele

Branquinho: pode ser pô - sorri fraco

Selma: até mais tarde então - ele balançou a cabeça perdido

Eu desci do carro e entrei, me joguei na minha cama e apaguei

Acordei bem de tardinha e fiz careta quando vi minha mãe mexendo no guarda roupa

Sara: noite foi boa? - me olhou sorrindo - tá cansada ein, Foguinho deve ter arrasado

Selma: foi horrível - ela colocou a mão na cintura - não acredito que dormir abraçada com um cara que tá noivo e vai ser pai - ela sentou e largou as roupas me dando atenção

Sara: o que aconteceu? - acariciou minha perna

Selma: depois que fomos pra casa dele nós conversavamos, brigamos, comemos, brigamos, eu fui atrás e me desculpei, dormimos abraçados e pela manhã aparece uma grávida dizendo que os dois são noivos mas estavam brigados

Sara: espera, eles estavam brigados? - franziu a testa

Selma: sim, tipo a uns meses, foi o que ela disse pelo menos - suspirei

Sara: então tá tudo bem filha, você não fez nada de errado

Selma: mas você tinha que ver mãe, a barriga dela enorme e ela falando coisas tipo, vamos construir uma família e que sente saudades do sexo - minha mãe riu - que foi?

Sara: você tá com ciúmes Selma - zuou

Selma: ciúmes? Eu tô com vontade que quebrar a cara do Fábio por me fazer passar por isso - cruzei os braços nervosa

Sara: caraca, todos os meus filhos estão perdidamente apaixonados por alguém, daqui uns tempos vocês vão me deixar, como pode isso? - ri

Selma: tu não tá cansada não mãe? Nós só fica enchendo o saco, arranjando problemas pra você e o pai - ela me encarou

Sara: óbvio que não, vocês podem crescer o tanto que for que ainda vão ser meus bebezinhos e eu vou pular na bala por vocês - sorriu - todo mundo erra filha, até sem querer, é inevitável errar mas nós podemos escolher perdoar

Selma: mas tem erros que talvez venham pra avisar "não se meta nesse carai" - minha mãe riu

Sara: talvez você esteja com medo e queira pular fora sem nem tentar - mordi o lábio nervosa - tem erros que vem pro bem filha, como quando Charles nos meteu em furada e tivemos que abandonar a Alemanha, foi difícil deixar aquela vida boa mas foi necessário, se eu não tivesse vindo com ele e com vocês imagina o que teria sido da gente?

Selma: você ia ser uma rabugenta, só meu pai pra te manter feliz todos os dias - ela bateu na minha cabeça e eu ri - imagina Caio e Carol, dois branquelos esquisitos

Sara: e você nunca teria conhecido Foguinho, nunca teria conhecido branquinho, se envolvido com Th, nada - segurou meu rosto - tá entendendo o que eu estou querendo dizer?

Selma: sim - ela sorriu

Sara: alguns erros são necessários para desenrolar o futuro - beijou minha testa - tenta conversar com Foguinho, se a explicação dele for meia tigela tu mete um socão na cara dele e tá resolvido - ri

Selma: super saudável né dona Sara? - ela sorriu

Sara: faz parte - pegou o sexto de roupa - come alguma coisa tá? Daqui a pouco já vou voltar

Selma: tá

Assim que minha mãe saiu eu bufei e me joguei na cama, desci pra comer alguma coisa mas só comi um pedaço de bolo e fui dormir de novo

Acordei bem de tardinha, me arrumei toda pra sair com Branquinho e ele veio me buscar

Decidimos ir na praia já que ele ta de ficha limpa, chegamos lá e ficamos na areia

Branquinho: cê tá toda xoxa, qual foi? - me olhou

Selma: tô não cara - ele sorriu de lado

Branquinho: é um cara? Deixa eu ver, mano Th? - fiz careta

Selma: eca, não - ri

Branquinho: pode falar nega, somos amigos além de tudo - acariciou minha coxa

Selma: eu não gosto dele...- ouvi uma risada extravagante e olhei pra trás, nem fiquei surpresa ao ver ele e a grávida, uma vez ele me contou que essa praia também é a favorita dele

Branquinho: deixa eu advinhar, meu mano Foguinho? - encarei ele surpresa

Selma: não, né não - ele sorriu

Branquinho: então você não se importa se eu for lá perguntar se ele te conhece né?

Selma: lógico que não - manti a pose achando que era graça mas o garoto levantou mesmo e eu me desesperei - Branquinho! - puxei ele e ele riu

Branquinho: mudou de idéia? - sorriu cheio de deboche, atentado!

Selma: sim, não quero falar disso agora - abracei ele desajeitada - vamos pra sua casa vai? - ele riu

Branquinho: minha sobrinha tá lá com minha irmã

Selma: sem problemas - ele balançou a cabeça e me abraçou de lado me guiando

Branquinho: eaí meu mano! - gritou e Foguinho acenou

Selma: filho da mãe! - dei um tapa na coxa dele e ele devolveu na minha bunda rindo

Caio

Levantei de madrugada ouvindo umas batidas e fui pra porta

Como de costume vendo meus pais, peguei a pistola e fui andando na calma até a porta

Foi tudo rápido pra caralho, quando percebi ouvi o barulho de três tiros e dei uns passos pra trás perdido

Bianca: Caio! - gritou atrás de mim

Bia: Caio? Meu Deus! - correu pro meu lado

Minha mão tava tremendo com a força do tranco da pistola, Ph agora tava no chão com dois tiros no peito gemendo

Eu tossi e coloquei a mão livre na barriga, tava sangrando pra caralho e eu só fiz cair no chão

Bia tava gritando e eu só puxei o radinho, chamei ajuda e desmaiei de dor

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora