Capítulo setenta e quatro.

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Sara 🫶🏻

Sara: Vamos comprar o que amor? - falei assim que entrei no carro

Coringa: os fogos de artifício pro casamento da Carol, ela vai se amarrar - falou sorrindo

Sara: caraca, ela cresceu demais, nem acredito que meus bebês estão saindo da minha casa - fiz bico

Coringa: por isso temos que fazer mais - soltei um riso

Sara: falando nisso temos que passar na clínica, fiz exame esses dias e esqueci de buscar, quem sabe não recebemos alguma notícia boa? - ele sorriu largo e apoiou a mão na minha coxa

Coringa: você não tinha me contado isso amor - falou animado - vamos logo pra lá - acelerou

Sara: não amor, vamos nos fogos primeiro antes que seja tarde demais - bati no braço dele rindo

Coringa: eu consigo - me encarou animado

Sara: amor, vamos ter paciência - acariciei a perna dele - você sabe, por causa da idade, as coisas são mais difíceis...- ele suspirou - não vamos colocar muita expectativa, as chances são poucas - ele balançou a cabeça

Charles: vamos nos fogos então - passei a mão no peito vendo que já passamos da barreira - qual foi?

Sara: sei lá, um pressentimento ruim - suspirei - credo!

Charles: vai dar tudo certo, relaxa - beijou minha mão

Sara: espero que sim - abri a janela

Nós passamos pelo cara que solta fogos de artifício e combinamos tudo com o Rei que vai ligar na hora certa, assim que saímos a sensação ruim no peito só aumentou

Sara: ai amor, isso tá muito esquisito, vou ligar para as crianças - peguei o celular preocupada

Charles: relaxa cara! Eles devem estar no começo da cerimônia já - olhou pra rua - vamos só passar na clínica e ir, já estamos atrasados - falou me tranquilizando

Sara: tá - suspirei

Charles parou na frente da clínica e eu fui buscar os resultados do exame, demorou um pouco mas assim que peguei fui pro carro com as folhas nas mãos

Charles: e aí? - balancei o papel nervosa - senta aqui - me puxou pro colo dele

Eu fechei os olhos e apoiei a testa na dele, suspirei fundo e olhei pro papel de novo

Charles: tá tudo certo amor, mesmo se estiver negativo aí, nós podemos tentar de novo pô - acariciou meu rosto

Eu abri o papel e procurei o resultado com os olhos, li bem rapidinho e encontrei a palavra Negativo

Eu suspirei fundo e coloquei a mão no rosto, Charles beijou minha testa e ficou sussurrando que tá tudo bem enquanto eu comecei a chorar baixinho

Charles: temos que ir pro casamento - falou um tempo depois

Sara: tá - sentei no meu banco

Charles começou a dirigir devagar e eu fiquei apoiada na janela olhando pro espelho, tava bem quietinha quando percebi que Charles ficou desinquieto

Charles: coloca o cinto - falou nervoso e eu olhei

Sara: hm? - encarei Charles sem entender

Ao mesmo tempo que eu encarei Charles, um carro bateu na traseira do nosso com muita força, eu só vi o pára-brisa se aproximar do meu rosto e um gosto de sangue espalhar pela minha boca

Eu passei a mão na cabeça vendo tudo lento e olhei minha mão cheia de sangue, olhei pro charles passando a mão no rosto dele que tá cheio de sangue e ele pisou no acelerador fazendo o carro andar de novo

Sara: o que tá acontecendo? - perguntei desesperada olhando pra trás e colocando o cinto

Coringa: eu não sei, pega a arma - abriu o porta luvas

Eu peguei as duas pistolas e chutei a janela tirando todos os cacos do vidro quebrado, coloquei o tronco pra fora e comecei a atirar no carro que tá atrás da gente

Tava parecendo cena de filme no bagulho, tiro pra todo lado e barulho do pneu do carro deslizando nas curvas

Eu tava muito assustada, cada vez que olhava pro charles parecia que tinha mais sangue escorrendo pelo rosto dele, fora a dor na minha cabeça que tava me matando

Sara: eu tô com medo - falei alto chorando

Charles: fica calma - apoiou a mão na minha cintura  e fez uma curva que me fez bater as costas de mal jeito na janela que tá toda quebrada

Sara: você tá sentindo dor? - perguntei atirando e sentando de novo no banco

Charles: um pouco na cabeça mas dá pra segurar - me encarou - e você?

Sara: eu acho que quebrei uma costela com o impacto - soltei um riso nervoso apontando pra parte de trás da costela onde bati na janela

Charles virou o rosto e suspirou fundo acelerando mais, eu voltei a atirar e vi ele pegando o celular tentando ligar pra alguém

Charles: você consegue ver quem é?

Sara: é vidro fumê, quem tá atirando pela janela é mulher mas não dá pra ver a cara - sentei

Charles: puta que pariu, que merda! - socou o volante - devia ter pego o carro blindado

Sara: calma, vamos sair dessa, como sempre - falei tentando amenizar a situação

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora