Capítulo setenta e três.

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Selma ❤️‍🔥

Foguinho: vai amor, faz logo - bateu na porta do banheiro

Selma: amor, calma - falei nervosa

Eu coloquei o teste no potinho de xixi e abri a porta, Foguinho me encarou e segurou minha mão que tá tremendo

Selma: não pode ser positivo - sussurrei

Foguinho: você não quer? - segurou meu rosto

Selma: amor, não é questão de querer, óbvio que vamos cuidar mas nós somos novos...eu nem trabalho ainda - gaguejei

Foguinho: nós damos um jeito, fica calma - me abraçou

Selma: você quer?

Foguinho: claro que eu quero vida, é uma nova chance...um bagulho que vai acrescentar no nosso amor - falou calmo beijando meu rosto

Selma: meu Deus - peguei o teste e comecei a chorar

Foguinho: isso é o que? - pegou o teste

Selma: caralho - bati no peito dele sem forças, como uma comemoração - positivo amor, positivo - sentei no chão chorando

Foguinho: eu vou ser pai - sentou me abraçando e começou a chorar

Eu sentei no colo dele e ele ficou chorando no meu pescoço, nunca tinha visto ele tão frágil assim

Eu fiquei fazendo carinho na nunca dele enquanto choro também e nós ficamos ali consolando um ao outro numa mistura de choro e risada

Quando já estávamos mais calmos, ele me encarou e ficou acariciando meu rosto

Foguinho: ele ou ela vai ser lindo - falou baixo e eu comecei a rir sentindo as lágrimas descendo

Selma: eu tô com medo, sei que vamos ser ótimos pais mas eu tô com medo - falei baixo

Foguinho: eu entendo, é uma coisa muito grande pra digerir assim - apoiou a testa na minha - mas nós conseguimos amor

Selma: eu sei que sim - suspirei

Eu beijei ele com calma e ele levantou sorrindo, foi pra cozinha cantando super animado e voltou com um copo de água

Selma: você quer contar pra geral hoje?

Foguinho: melhor não, vamos na clínica ver tudo direitinho e confirma se tá tudo bem com você, quando estivermos mais seguros contamos, pode ser?

Selma: sim - bebi a água - vamos tomar banho? - ele sorriu e me pegou no colo

Nós tomamos o banho mais gostoso da minha vida, ele ficou todo bobinho passando sabão em mim, me beijando e fazendo carinho, eu mal conseguia olhar pra ele sem chorar de felicidade

Nunca planejei um bebê, ainda mais agora, mas quando eu penso no Foguinho não existe nada que não seja bom do lado dele, ele cuida tão bem de mim que é impossível ele não tratar esse bebê como a pessoa mais importante do mundo pra ele

O que me assusta é a nossa vida, o tráfico, o dinheiro sujo, inimigos, missões, tudo!

Cada vez que Foguinho sai pela porta ele tem grandes chances de não voltar e isso me assusta pra caralho, não queria criar uma criança tendo que privar ela de uma vida normal porque nós, os pais, escolhemos levar um estilo de vida assim.

Mas nós podemos pensar nisso outra hora, hoje é um dia importante pra Carol, ela merece que o dia dela seja perfeito

Foguinho vestiu o terno dele e voltou todo cheiro me abraçando, eu vesti um vestidinho vermelho soltinho e fiquei na frente do espelho analisando

Foguinho: linda! - beijou meu pescoço - vamos? - balancei a cabeça

Nós fomos pro morro e subimos pro topo, passei a cerimônia todinha abraçada com foguinho acariciando minha barriga, chorei a cerimônia toda por tantos motivos que nem sei explicar

Caio: oi - me abraçou e eu sorri - que cara inchada é essa pô? Parece a mamãe quando tava grávida - falou me zoando e eu ri sentindo as lágrimas descerem - ih pô, tá grávida? - olhou pro Foguinho que riu

Foguinho: não temos certeza mas tudo indica que sim, selma não sabe nem mentir pô - ri abraçando ele

Caio: parabéns - beijou minha testa animado - caralho, o dia tá perfeito - sorriu olhando em volta

Bia: toma - entregou um copo pro Caio e eu sorri surpresa

Selma: Bia, quanto tempo! - abracei ela que sorriu - você voltou?

Bia: sim

Selma: e voltou pro traste do meu irmão? Se valoriza gata! - brinquei e Caio bateu na minha cabeça

Caio: só não te bato porque eu amo meu sobrinho - piscou

Eu dei uma risada e abracei foguinho que ficou me encarando todo contente, Carol se aproximou depois de um tempo e nós entramos em um papo gostoso de viagem em família

Carol: que estranho, mamãe e papai não chegaram ainda - olhou em volta preocupada

Selma: vou ligar - peguei o celular

Eu ouvi barulho de fogos de artifício e olhei pra cima curiosa

Caio: esse aí tá atrasado - brincou

Eu ouvi barulhos de tiros de longe e olhei pro Foguinho assustada

Branquinho: INVASÃO CARALHO, O MORRO TÁ SENDO INVADIDO - chegou gritando de fuzil

FELIZ AGORA!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora