Em uma cidade pequena demais para guardar segredos, desaparecimentos começam a se acumular, amizades se rompem e verdades são distorcidas até não restar nada além de versões convenientes.
Enquanto todos procuram por um culpado, uma mente fria observ...
Eu estou em um lugar totalmente branco, não há nada aqui além de mim. Começo à andar à procura de uma saída mas algo chama minha atenção, era uma porta e quando me dou conta já estou caminhando em direção a ela, em seguida a abrindo e dando de cara com uma...Floresta, uma a porta para uma floresta...muito assustadora por sinal. Mesmo com receio a curiosidade de descobrir o motivo para eu estar nesse lugar fala muito mais alto do que o medo então eu logo adentro a porta.
Entro na floresta e só então percebo que eu estava descalça e usando um vestido branco, olho para trás para talvez olhar se eu não havia deixado meu sapato dentro daquela sala branca, mas assim que olho para trás vejo que a porta havia sumido. Nada ali estava fazendo sentido, que lugar é esse?Como eu vim parar aqui? Começo a andar à procura de uma saída.
De repente um som estrondoso ecoa por todo aquele lugar e assim que me viro para ver de onde tal som poderia ter saído. Posso jurar que estou vendo uma espécie de ser medonho me encarando e que me causando um arrepio na espinha, ele parecia uma espécie de lobo estranho com um sorriso mais bizarro ainda enquanto o que parecia uma babá escorrer de sua boca.
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—Mas que porra é essa? Eu só posso ter enlouquecido de vez.— Digo indo para a direção contrária daquele animal.
Enquanto eu caminhava na direção contrária eu conseguia sentir aquele ser me olhando, sentia como se o olhar dele penetrasse a minha alma me causando o maior desconforto que eu já senti na vida, durante todo o tempo ele só ficou lá, parado e me olhando.
—Acorda Kloe, essa merda só pode ser um pesadelo, nada tão idiota quanto isso poderia realmente acontecer.—Repito sozinha enquanto caminhava.
Corri por cerca de dez minutos sem parar até enxergar mais alguma coisa em minha frente, mas dessa vez, não era um animal e sim uma mulher.
—Olá? Quem é você? Que droga de lugar é esse?—Questiono enquanto me aproximo mais da tal pessoa.
E então ela me olha. Ela tinha o corpo de uma mulher, usava um vestido azul sem alças e algo como uma tiara de folhas, eu não conseguia enxergar seu rosto muito menos a expressão que ela poderia estar fazendo, a única coisa de seu rosto que eu conseguia ver eram seus olhos, eles eram azuis, um azul brilhante que me causava arrepios.
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