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Já se passaram dois dias desde o meu "sequestro".
Pela barra de notificações do meu celular, presumo que eles estejam completamente desesperados — mensagens sem resposta, chamadas perdidas, áudios longos demais para ouvir. Devem estar se sentindo culpados. Culpados por terem desconfiado de mim.

E eu?

Bom... eu estou amando isso.

Cada vibração do celular é uma confirmação silenciosa de que tudo está funcionando. Cada mensagem ignorada é mais um passo rumo ao fim. Meu plano nunca esteve tão perto de dar certo.

— Quando daremos o próximo passo? — Hanna pergunta, quebrando o silêncio do esconderijo.

Levanto o olhar devagar.

— Hoje mesmo — respondo com calma. — Já se passaram dois dias. Era exatamente o tempo que precisávamos para ter certeza de que funcionaria.

Jennifer cruza os braços, visivelmente tensa.

— Ok... mas qual é o próximo passo?

Sorrio.

— Matamos o mecânico.

O silêncio cai como uma bomba.

As expressões delas mudam na mesma hora — de tranquilas para completamente chocadas.

— O quê?! — Hanna arregala os olhos. — Você não pode estar falando sério, Kloe!

— Posso, e estou — respondo sem alterar o tom. — Se soltarmos o Richy, ele vai contar tudo. Vai dizer que fomos nós, vai ligar os pontos. Não posso permitir isso.

Dou de ombros, como se estivesse falando de algo banal.

— Mas fiquem tranquilas. Pelo jeito, vocês precisam de um tempo para digerir isso... então eu o matarei amanhã.

Me viro antes que possam responder e saio do cômodo, deixando o peso da decisão pairando no ar.

Hanna POV

Assim que Kloe sai, eu e Jennifer nos entreolhamos, em choque.

Aquilo... aquilo não fazia parte do plano.

— Isso já foi longe demais — Jennifer diz, com a voz baixa, quase tremendo.

— Eu sei — respondo, sentindo um nó se formar no estômago. — Matar nunca esteve nos planos. Nunca.

— Não podemos deixar ela continuar — Jennifer afirma, mais firme. — Se não fizermos nada agora, amanhã pode ser tarde demais.

— Mas como vamos impedi-la? — pergunto, desesperada.

Jennifer respira fundo.

— Vamos ter que contar a verdade para eles.

— O quê?! — sinto o sangue gelar. — Isso é muito arriscado.

— Eu sei — ela responde, séria. — Mas é melhor do que deixar ela matar o Richy.

Fico em silêncio por alguns segundos, lutando contra o medo.

— ...Tá bom — concordo, por fim. — Vamos ligar.

Esperamos algumas horas, até Kloe dizer que precisava dormir. Assim que temos certeza de que ela está fora do cômodo principal, saímos do bunker e andamos alguns metros para longe, o suficiente para ter sinal.

Meu coração está acelerado quando inicio a chamada.

Cléo POV

Estamos todos na casa da Lily quando o celular dela começa a tocar.

Meu estômago revira.

Uma ligação do sequestrador.

Na mesma hora, a imagem da Kloe amarrada àquela cadeira volta à minha mente. O silêncio na sala fica pesado. Todos engolem em seco, com medo do que vamos ver dessa vez.

Lily atende.

E imediatamente percebemos que algo está errado.

A tela se acende... mas não é o sequestrador.

É a Hanna.

E ao lado dela, uma mulher que eu nunca vi antes.

— Hanna?! — Lily fala rápido, desesperada. — Meu Deus, você está bem? Onde você está?

— Lily, por favor — Hanna diz, olhando ao redor, claramente nervosa. — Preciso que você se acalme e que todos escutem. Não temos muito tempo.

A mulher ao lado dela se aproxima da câmera.

— Eu falo — diz, com a voz firme. — Meu nome é Jennifer. Jennifer Manson. E, como podem ver, eu claramente não estou morta... mas isso não é o mais importante agora.

O choque é geral.

— Meu Deus... — Jessy leva a mão à boca. — Ele também sequestrou você...

— Não, eu não— — Jennifer tenta falar, mas é interrompida.

— Richy e a Kloe também estão aí com vocês? — Jessy pergunta, aflita. — Digam onde estão, a gente vai ajudar!

— Vocês precisam nos ouvir — Hanna insiste, quase implorando.

— Nós não—

Ela não consegue terminar.

Um som seco e alto explode pelo telefone.

Meu coração dispara.

A câmera treme. Vemos algo passar muito perto do braço de Jennifer — rápido demais para entender direito — e ela grita de susto, cambaleando.

Então ele aparece.

A máscara.

O silêncio absoluto.

Sem dizer uma única palavra, ele encara a câmera... e desliga.

Chamada off

A ligação cai.

Ninguém fala nada.

O medo agora não é só pela Kloe.

É pela verdade que está tentando vir à tona... e pelo que — ou quem — pode ser silenciado a qualquer momento.

Sim, teve volta de milhões kkkkkkk
Prometo que essa fic vai ser finalizada, pq eu amo ela e sei que ela merece um bom final.

I NEED YOU-duskwoodHistórias para pegar e não largar. Descubra agora