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2 semanas depois

Cléo POV

Eu e o resto do pessoal estávamos todos reunidos na minha casa, exceto a Kloe. Ela vinha se distanciando cada vez mais de nós, e ninguém fazia ideia do motivo dessa mudança repentina.

— Ok, eu chamei vocês aqui porque precisamos conversar sobre a Kloe — digo, olhando para todos.

— Eu imaginei que fosse sobre ela o assunto — comenta Thomas.

— Que bom saber que não fui a única a perceber que ela está estranha — diz Jessy.

— Ela anda distante de todo mundo — completa Lily.

— Foi só eu ou vocês também perceberam que isso começou depois da noite em que ela entrou naquela casa assombrada? — pergunta Dan.

— É verdade... eu não tinha ligado uma coisa à outra — concordo.

— Acho que deveríamos ir até lá — sugere Jake. — Ver o que tem naquela casa. O que aconteceu lá dentro para ela mudar desse jeito.

— Eu não sei se gosto da ideia de entrar naquele lugar — diz Lily, apreensiva.

— Se for necessário para entender o que aconteceu com a nossa amiga, eu vou — afirmo.

— Espera... onde ela está agora? — pergunta Thomas, olhando para Lily.

— Ela disse que ia ao Aurora... encontrar o Phil — responde Lily, meio hesitante, provavelmente por causa do Jake.

— Ah, entendi — Thomas murmura.

— Então... vamos ou não? — Jake pergunta, mudando de assunto.

Todos respondemos um "sim" quase ao mesmo tempo.

Pouco depois, já estávamos a caminho da casa. Fomos em dois carros: no de Thomas foram ele, Dan e Jake; no meu, eu, Lily e Jessy.

Após cerca de vinte minutos de estrada, chegamos. Pegamos algumas coisas que levamos por precaução — casacos, água, seis lanternas, nossos celulares e duas facas. Aquele lugar parecia o tipo de cenário onde nada de bom acontecia.

Fomos até a porta, com um certo receio, e entramos.

A casa estava empoeirada, silenciosa e assustadoramente fria. Um arrepio percorreu minha espinha.

— Ei, pessoal... venham aqui — Thomas chamou, de um cômodo que parecia ter sido a sala.

Ele apontava para um quadro pendurado na parede. Era o retrato da suposta família que morou ali, mas os rostos das garotinhas estavam rasgados. Os cortes pareciam recentes, como se alguém tivesse feito aquilo pouco antes de chegarmos.

— Não acho que isso vá nos ajudar — diz Jake.

— Calma, não é sobre o quadro — responde Thomas. — Lily, ilumina aqui, por favor.

Ela aponta a lanterna, e Thomas retira o quadro da parede, revelando algo escondido atrás dele.

— Um cofre... — murmuro.

— Era disso que eu estava falando — diz Thomas, tentando abri-lo.

— Tem senha, Tommy — observa Dan.

— E como vamos descobrir a senha? — pergunta Thomas, frustrado.

Sem dizer nada, todos olhamos para Jake.

— O que foi? — ele pergunta. — Ah... já entendi.

Jake se aproxima do cofre e começa a tentar combinações. Enquanto isso, exploramos o restante da casa, até que, cerca de quinze minutos depois, ele nos chama novamente.

— Conseguiu? — pergunta Lily.

— Consegui... e tem algo estranho — diz Jake, sério. — A senha do cofre era a data de aniversário da Kloe.

— O quê? — Jessy pergunta, confusa.

— Pode ser coincidência — continua ele. — Mas, considerando que estamos aqui para entender o que aconteceu com ela, achei importante comentar.

Jake se abaixa para abrir o cofre, mas antes que consiga...

BAM.

Um estrondo ecoa no andar de cima.

— Que porra foi essa?! — Dan exclama.

— Não faço ideia, mas não deve ser coisa boa — digo rapidamente. — Jake, pega o que tiver aí. A gente analisa em casa.

Ele obedece, retirando duas caixas do cofre: uma maior e uma menor. Guardamos tudo nas mochilas.

— Ótimo, agora vamos embora — diz Jessy, nervosa.

— O quê? Não — retruca Thomas. — A gente ainda não subiu lá em cima.

— Você ouviu aquele barulho, Thomas! — Jessy rebate. — E se isso foi causado pelos fantasmas da casa? Talvez eles não queiram que a gente suba!

— Jessy, se existem fantasmas aqui, eles não querem ninguém em lugar nenhum — responde Jake.

— Tudo bem... mas vamos rápido, por favor — ela pede.

Subimos as escadas. A maioria das portas estava trancada, exceto uma.

Entramos.

Era um quarto de criança.

Três cadeiras estavam posicionadas de costas para a porta, o que nos causou um estranho desconforto. Havia também um quadro na parede: a pintura de uma criança que, segundo a legenda, via espíritos.

— Ela... me parece tão familiar — digo, encarando o rosto da menina no quadro.

— Eu também achei — Dan concorda.

— Eu também — completa Thomas.

Ficamos ali por alguns minutos e encontramos mais três caixas, que levamos conosco. Assim que todos saímos da casa...

A porta se fechou com força atrás de nós.

Como se alguém tivesse batido.

Ninguém disse nada. Apenas fomos embora.

Minutos depois, já estávamos em casa. Tomamos banho para tirar a sujeira e, finalmente, nos reunimos para analisar as caixas.

Eu estava inquieta.

Ansiosa.

Com a estranha sensação de que aquilo tudo não tinha sido feito para nós encontrarmos.

E que, ao abrir aquelas caixas, não haveria mais volta.

"Uma vez me disseram
Que sentimentos são loucos
Eu discordo
Oque enlouquece os sentimentos
Somos nós mesmos

                               -autora

Oii povo voltei amaram? Bom queria pedir desculpas por ter sumido ando meio ocupada com a escola e outros compromissos mas prometo tentar postar pelo menos um dia sim eu dia não.

Cai da escada da casa da minha tia ontem, minha coxa tá roxa e doendo🤡

I NEED YOU-duskwoodHistórias para pegar e não largar. Descubra agora