Maratona 3/3
☆
—Mas, por que quis parar aqui?— Pergunta Cléo me olhando.
— Eu achei o lugar bonito — respondo, e não era mentira, eu realmente achei o lugar bonito.
— Credo, Kloe, esse lugar é assustador, tem uma energia tão estranha — completa Lily, me olhando.
— Ah, eu gostei do lugar. Podemos descer? — pergunto, olhando para a casa.
— Ah, eu não sei, pode ter cobras aí — diz Cléo, ainda me olhando.
— Tudo bem, vamos ficar aqui então — digo, simples.
— Ninguém mais morou aí depois dessa família? Quem são os donos da casa hoje em dia? — pergunto, curiosa.
— Sim, a casa foi alugada umas quatro vezes, mas todas as pessoas que alugaram saíram da casa em menos de uma semana. Dizem que a última pessoa ficou um mês aí dentro e depois foi internada em um hospício. Os donos ainda são o casal, eles tentaram vender o terreno para a prefeitura, mas recusaram a oferta — explica Lily.
— Uma lenda diz que qualquer pessoa que não seja a garotinha entrar aí e ficar por pelo menos duas noites já enlouquece por conta dos espíritos. Dizem que eles são protetores da garotinha e da casa, que só deixariam ela e quem ela convidasse entrar e não enlouquecer — explica Cléo.
— Dizem que eles esperam até hoje a volta da garotinha para a casa, mas ninguém nunca mais ouviu falar nela ou em sua família — completa Lily.
— Vocês sabem os nomes deles? — pergunto, curiosa.
— A mãe se chamava Ana, o pai se chamava Pedro, a irmã que foi embora se chamava Amanda e a que ficou se chamava Olívia. O sobrenome deles era Howard — conta Cléo.
— Mas por que tanta curiosidade, Kloe? — pergunta Lily, curiosa.
— Por nada, só gosto de histórias assim. Vocês acreditam nesse negócio da casa ser assombrada e tudo mais? — pergunto, curiosa.
Elas dizem um sim em uníssono.
Logo após isso, continuamos nosso passeio pela cidade. Voltamos para o centro às 17 horas.
Jessy pov
— Então, rolou algo entre vocês? — pergunto, brava.
— Sim, Jessy, eu sinto muito — ele responde, triste.
— Por que está fazendo isso comigo? Eu pensei que gostasse de mim — digo, brava.
— E gosto, mas eu também sinto algo por ela — ele responde, me olhando.
— Eu não acredito nisso — digo, rindo de raiva. — Como você tem coragem de me dizer isso? Você disse que estava sentindo algo por mim! Disse que eu era especial para agora, na primeira oportunidade, me deixar sozinha e ir com ela! — digo, segurando a raiva.
— Jessy, querida, não chora, por favor. Eu gosto de você e não estou mentindo sobre isso, mas eu não posso te enganar e dizer que você é a única por quem eu sinto algo — ele completa, me olhando.
— Você ama mais eu ou ela? — pergunto, olhando-o.
— Eu gosto muito das duas igualmente, Jessy. Eu não saberia dizer isso — ele diz, passando a mão em seus cabelos.
— Então tá, eu posso te provar que sou melhor do que ela — digo, indo em sua direção.
— Do que está falando? — pergunta ele, confuso.
— Você vai ver — digo, sentando em seu colo, colocando uma perna de cada lado das suas pernas, logo encostando nossas testas. Ele estava nervoso, sua respiração era ofegante.
— O que está fazendo? — ele pergunta, olhando em meus olhos.
Após ele fazer essa pergunta, eu o beijo. Era um beijo feroz, com saudade e desejo. Estar com ele era tão bom, ele me fazia sentir tão especial. Mesmo que seus sentimentos estivessem divididos, eu conseguia sentir que eram verdadeiros.
Jessy off
Estávamos todos, exceto Jessy, no Café Rainbow. Estávamos rindo e nos divertindo; por um momento, esquecemos de todos os nossos problemas. Isso era tão bom.
Voltei para o hotel às três horas da tarde. Quando cheguei ao quarto, tive a pior visão da minha vida: Jessy e Jake estavam se beijando. Isso quebrou meu coração em tantos pedaços que eu não seria capaz de explicar.
— Que merda é essa?! — digo, nervosa.
No momento em que digo isso, os dois se separam e me olham com cara de assustados.
— Kloe, eu-eu posso explicar — diz Jake.
— Explicar o quê? Que você estava se pegando com uma das minhas melhores amigas?! Isso é patético — digo, furiosa.
Vejo um pequeno sorriso nos lábios de Jessy, o que me deixa mais nervosa.
— Eu odeio vocês! — digo, indo até minha mala para ir embora.
— Kloe, por favor, me escuta — diz Jake, nervoso.
— É, Kloe, escuta ele — pede Jessy.
— ESCUTAR? EU NÃO TENHO QUE ESCUTAR NADA! VOCÊS DOIS ME TRAÍRAM E NÃO PARECEM ESTAR NEM UM POUCO ARREPENDIDOS DISSO! EU CONFIEI EM VOCÊS E VOCÊS ME TRAÍRAM! — digo, furiosa.
Pego minha mala e saio do quarto. Minha sorte era que meu voo saía hoje.
Pego um carro e vou até a casa de Cléo. Eu precisava de um ombro amigo, estava passando por tudo isso de novo.
☆
"Agora ele se foi
Como todos se vão.
Dessa vez o negócio acabou comigo.
É um longo caminho de volta
Mas de volta para onde?"
☆
Eu não tô chorando vcs que estão
Povo tive que terminar antes a maratona pq rolaram algumas coisas que me deixaram com um puta bloqueio criativo mas, prometo que amanhã posto os dois capítulos que não postei hoje
Votem e comentem💖
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I NEED YOU-duskwood
FanfictionEm uma cidade pequena demais para guardar segredos, desaparecimentos começam a se acumular, amizades se rompem e verdades são distorcidas até não restar nada além de versões convenientes. Enquanto todos procuram por um culpado, uma mente fria observ...
