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A morte é uma coisa engraçada, as pessoas nascem, crescem, se apegam umas as outras e de uma hora para outra morrem! Por que nos apegamos tanto uns aos outros mesmo sabendo que morreremos?
Tenho pensado em Lídia, mais do que o normal, me lembro que a última coisa que ela me disse foi para cuidar do nosso bebê. Eu achei que ela estava se referindo aquele momento, para não deixar nossos pais o machucarem enquanto ela descansava. Mas quando eu recebi a noticia que havia morrido, eu finalmente entendi, ela sabia que iria morrer.
Lídia foi a melhor pessoa com quem eu tive o prazer de viver, foi a pessoa por quem eu não hesitaria um segundo para proteger. E se naquela época eu soubesse do que eu sei tudo seria diferente.
Meu pai voltou, e junto com ele trouxe respostas que eu busco a anos.
Ele e Bryan parecem estar se dando bem, o pequeno está animado por de repente ter tantas pessoas por perto.
2 horas antes
Ouço alguém abrir a porta e vejo Lena entrando com algumas sacolas nas mãos.
– Bom dia – Sorri para mim pondo as sacolas ao meu lado.
– Bom dia? É isso que vai me dizer depois de ficar dias sumida? – Pergunto.
– Eu avisei que ia ficar uns dias fora! –Exclama com se isso resolvesse tudo
– Por mensagens, depois de me dizer que ia se encontrar com o maluco lá – Me levanto e a analiso, marcas roxeadas em seu pescoço me deixam preocupada. – Ele te machucou? Fez alguma coisa com você?
– Não – Murmura, ela cobre o local com as mãos percebendo que estou olhando para lá.
– Tem certeza, Helena? – Aponto para seu pescoço coberto pela sua mão e percebo leves marcas de corda em seus pulsos. – Você tem que me contar! Se ele estiver te machucando precisamos ir à polícia.
Ela abaixa a cabeça negando, essa é uma das primeiras vezes que vejo Lena envergonhada.
– O Sam não vai fazer nada para me machucar, não se preocupe com isso – Diz, tira as mãos do pescoço e caminha até mim...mancando.
– Tá legal! Não sei o que está acontecendo, mas claramente aconteceu alguma coisa. Se ele não te machucou o que aconteceu? – Pergunto, a encaro fixamente em busca de respostas. – Marcas de corda nos pulsos, seu pescoço está cheio de marcas roxas, e droga, você está mancando!
Ela me olha contendo uma risada e franzo o cenho.
– É fofo perceber que os gêmeos não acabaram com sua inocência, Lily – Murmura sorrindo. – Eu e ele temos uma trégua, e para selarmos nosso acordo fizemos um sexo de reconciliação... acontece que o Sam não é muito... convencional quando se trata disso.
A encaro chocada.
– Então você o perdoou? É isso?
– Não tinha o que perdoar, nos resolvemos tudo antes de eu voltar para casa – Explica. – Eu só estava brava com ele por... bem, o motivo não importa.
– Se você está feliz eu estou feliz – Sussurro a abraçando.
– Lily... ele quer vir jantar aqui, conosco – Murmura, me desvencilho do abraço e suspiro.
– Tudo bem – Dou de ombros.
– É sério? Não vai ficar irritada, nem nada? – Solto uma risada negando.
– Claro que não! Lena, o apartamento é seu, você tem o direito de receber quem quiser. Além do mais eu quero conhece-lo – Dou de ombros.
– O apartamento é nosso – Corrige. – E você é minha irmã e melhor amiga, sua opinião é importante para mim. Além do mais, será que você pode cozinhar? Ele é um ótimo cozinheiro, não quero que ninguém morra envenenado caso eu resolva cozinhar hoje.
– Fica tranquila, vou fazer o jantar e preparar os meninos para que eles não tentem o matar durante o jantar.
– Preciso ir, eu só passei para te avisar e deixar essas coisas aqui – Aponta para as sacolas. – Tem algumas coisas para vocês quatro.
Ela não me deixa falar, me abraça e corre desengonçadamente para o quarto. Suspiro e mexo nas sacolas vendo o que ela comprou dessa vez.
– Oi amor – Sinto beijos serem deixados em meu pescoço e mãos apertando minha bunda.
Me viro e vejo que Oli e Ethan chegaram, olho em volta e percebo que Lua e Bryan estão sentados no sofá do outro lado comendo um pacote de salgadinhos.
– Oi bebês – Murmuro sorrindo. – Quem foi que deixou as crianças comerem essa porcaria? Não são nem onze horas!
– Amor...
– Foi o Ethan – Oli dedura o irmão antes que ele tenha a chance de se explicar. – Eu disse que você ficaria brava, mas ele disse: Minha Lily nunca ficaria brava comigo.
Gargalho com a forma que Oli imitou a voz do irmão, quando na realidade são praticamente idênticas.
– Eu não falo assim! – Ethan reclama ofendido. – Minha voz é assim? Minha Lily?
Ouço Oli resmungar algo sobre irmãos, orfanato e lixeiras e sorrio.
– Não amor, sua voz é perfeita. Assim como você – Selo seus lábios macios.
Oli entra no meio de nos me separando de seu irmão, não estou entendendo-os, parece que tem ciúmes um do outro, mas quando estamos juntos, intimamente isso não acontece.
– Estou indo, beijos – Lena avisa passando por nós e beijando as crianças.
– Oi Lena – Luana sorri acenando.
– Oi meu amor, estou um pouco atrasada agora, mas prometo te dar atenção mais tarde – Minha amiga promete – Lily, vamos estar aqui as sete e meia, tudo bem?
– Tudo bem – Digo. – Ei! O que eu devo cozinhar?
– Comida – Murmura, mas eu espero uma resposta melhor. – Aí, eu não sei! Você sabe que se eu tiver que cozinhar morro de fome. Você pode decidir, só não faça algo muito pesado, ele é sensível para comida.
– Ele? – Oli e Ethan perguntam ao mesmo tempo, é engraçado que eles se entendem bem quando estão com ciúmes de outra pessoa.
– Um amigo dela, não sei quem é – Minto, acho melhor que ela diga a eles quando estiver pronta para rotular o que ela e ele são, além de pais.
– Foi só eu que reparei que ela estava mancando? – Ethan pergunta sorrindo malicioso. – Acho que essa deve ser uma boa amizade.
– Ele vai jantar aqui? Sabe quantos garotos Helena apresentou para a família? – Oli murmura – Nenhum.
– Aquela lá é terrível, já deve ter dormido com metade da cidade – Ethan diz.
– E você com a outra metade, não é mesmo – Percebo que eles se encaram de forma intensa. Tem alguma coisa acontecendo e eles não querem me contar.
– Esquece isso, Oliver – Ele resmunga, Ethan raramente fica sério. – É passado, não é?
– Isso não muda o fato que você dorm...
A campainha toca, eles param de discutir e me levanto indo abrir a porta, Bryan começa a chorar e o pego no colo abrindo a porta.
Meu coração para por um segundo antes que eu possa processar quem está a porta.
– Pai? – Sussurro sem acreditar.
Bryan para de chorar na mesma hora, tudo fica no mais completo silêncio.
– Oi, Lily.
Meu mundo desaba.
♥♥♥
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Our Sweet Lily
RomantikLivro 1 LIVRO 2 ( LA MIA DEA HELENA) Aos 17 anos teve que assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança que não era sua. Lily se vê em uma encruzilhada, sua irmã grávida Lídia morreu na hora do parto. Não poderia deixar seu sobrinho nas mãos d...
