Capítulo 50

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Não demora muito até que Lorenzo chegue no apartamento com Peter. Os dois entram sorrindo e conversando sobre algo aparentemente divertido.

- Filho - Táli o chama, o garotinho loiro para a conversa e olha para ela com um sorriso largo. - Alguns dias longe de mim e esquece que tem mãe?

- Desculpa - Ele vem até ela e a abraça apertado, depositando um beijo carinhoso em sua bochecha. - É que Lo é tão divertido que acabei me distraindo.

- Tudo bem querido - A morena sorri fraco. - E como foi? Passar esses dias com... ele

- Foi incrível! Eu nunca tive muito com quem conversar, Lo e eu fomos a vários lugares super legais.

- Ah! Que bom filho.

- Trouxemos várias coisas gostosas, Lorenzo disse que são suas favoritas mãe - Peter volta para o lado do pai e eles retomam a conversa, em um tom baixo demais para que eu identifique o assunto, sendo possível ouvir apenas as risadinhas.

Me viro para Tália, em pouco tempo já consigo a ler como ninguém.

- Você não me engana, dá para ver em sua cara o ciúme que está sentindo - Sussurro em seu ouvido enquanto Lorenzo, Peter, Oliver e Ethan organizam nosso lanche na mesa.

- Eu sou tão óbvia assim? - Pergunta com receio.

- Talvez não para os outros, mas para mim, que viveu a mesma situação que você de criar um filho sozinha e depois ver que ele se dá tão bem com os pais... É nítido o seu ciúme.

- Vivemos só eu e Peter a tanto tempo que pensar em dividi-lo com outra pessoa me parece ruim. Eu sei que garotos não contam tudo para as mães, mas ver que poucos dias bastaram para eles se darem tão bem me deixa preocupada. Com medo dele decidir que já passou tempo suficiente comigo e pouco com seu... - pai. Não posso julga-la por não conseguir dizer a palavra.

- Pai - Completo por ela. - Tudo bem sentir medo Táli, mas não disso. Lorenzo pode não ter sido um dos melhores quando nos conhecemos, mas eu seria cega se não visse que ele gosta de vocês. E sendo bem sincera acho que o sentimento é mútuo.

- O quê eu deveria fazer, Lily? - Questiona enquanto observa a interação dos dois - Eu menti por mais de uma década, acreditavam que eu estava morta, poxa! Não sei como agir, sinto que a todo momento estão julgando a vadia mentirosa que mente sobre estar morta, mente sobre a paternidade, esconde um filho do pai. É pressão demais para mim

Ela solta um suspiro cansado e vejo uma lágrima solitária escorrer de seus olhos. Não percebo a aproximação de Enzo, mas Tália enxuga a lágrima rapidamente, mas não o suficiente para que ele não perceba.

- Vem! - Ele estende a mão para ela. - Spring Flower, por favor.

Tália toma uma respiração funda e assente, aceitando a mão estendida. Eles somem no corredor entrando em um dos quartos.

- Só eu acho que tem uma tensão muito estranha entre eles? - Oliver pergunta quebrando o silêncio.

- O que você chama de tensão, eu chamo de tesão - O outro gêmeo sugere maliciosamente

- Eca! - Peter resmunga com a boca cheia.

- Como você acha que foi feito garoto? - Ethan ri, pegando um dos macarons de pistache que Lorenzo e Peter trouxeram.

Respiro fundo e um cheiro familiar vem ao ar e enche minha boca de desejo.

- Stroopwafel, com uma xícara de chocolate bem quente - Digo baixinho imaginando o adocicado gosto em meus lábios.

- O que disse, Little Lily? - Oli se senta ao meu lado acariciando minha barriga

- Quero comer, stroopwafel.

– Stroop o que? – Peter pergunta confuso.

–  É um doce holandês. Meu pai costumava comprar sempre para minha irmã e eu... É meu preferido. Podemos conseguir, bebê?

- Claro, meu amor, o que você quiser é seu. - Ethan afirma enfiando mais um macaron na boca.

Uma coisa vem a minha cabeça. Não faço a mínima ideia de onde encontrar essa delícia, mas por sorte um dos especialistas em stroopwafel mora bem pertinho de mim. Me apresso em pegar o celular e ligo para ele que atende no segundo toque.

- Papai! - Atendo animada. - Como estás?

- Oi minha querida - responde felizmente - Está tudo bem com você? Meus netinhos?

- Estamos ótimos, pai eu te liguei porque tive um desejo... Preciso comer stroopwafel, mas não sei onde conseguir.

- Ah Lily, parece que leu meus pensamentos. - Diz rindo - Ontem a tarde visitei um moinho holandês. Tenho uma caixa fechada dos seus amados pacotinhos redondos.

Meus olhos brilham e meu coração salta de felicidade.

- Não brinca!

- Estava pensando em te ligar, tenho certeza que não come a anos e que o pequeno Bryan nunca experimentou.

- Está em casa papai? - Pergunto esperançosa.

- Sim, estou. Pode vir que vou preparar do jeito que você gosta.

- Chocolate quente bem docinho com stroopwafel por cima com caramelo levemente derretido - Falamos juntos e suspiro quase sentindo o gosto diabético em meus lábios.

- Sua bomba doce favorita, vou fazer um café e chá, caso queira comer vários. Sei que gosta dele extradoce, mas tem que pensar que agora cuida de duas saúdes.

- Tudo bem - Murmuro meio desapontada por ele ter rasão. - Podemos ir aí agora?

- Já deviam estar chegando - Diz rindo.

Encerramos a ligação e me levanto.

- Vamos no meu pai, ele tem stroopwafel! - Digo radiante. - Você vem conosco. - aponto para Peter.

♥️♥️♥️

Our Sweet LilyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora