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Helena.
Minha amiga me encara atentamente, os olhos de Lily inspecionam meu rosto a procura de algo.
Solto um longo suspiro antes de contá-la o que aconteceu a quatro meses atrás.
– Quando eu fiz aquela viagem quatro meses atrás, eu conheci um homem, Samuel Vacchiano. Ele estava em Toronto a negócios, hospedado no meu hotel. Uma noite eu estava bêbada e bati no carro dele – Digo me lembrando perfeitamente daquela noite. – Eu estava chateada, tinha brigado com alguns amigos e resolvi dirigir até o hotel, meu celular tocou, Lily, eu desviei o olho da estrada por um segundo para atender e quando eu percebi já tinha batido no carro da frente.
– Eu saí do carro com minha bolsa, pronta para me desculpar e fazer um cheque para pagar pelo estrago. Mas quando eu o vi Lily, minha nossa! Ele era o homem mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Ele foi tão gentil e compreensivo comigo, nós conversamos por algum tempo e descobrimos que estávamos no mesmo hotel. Ele deixou o carro dele estacionado lá e me levou para casa.
Acordei no outro dia com ele deitado ao meu lado em um quarto que eu não era o meu, não me lembrei naquele momento como eu tinha chegado lá. Eu estava com uma blusa dele, confusa e com medo de ter feito alguma coisa que eu pudesse me arrepender. Tinha uma parte de mim que dizia que eu não devia confiar, mas essa parte era tão pequena que eu ignorei. Não tinha motivo para desconfiar dele, Sam me ajudou e não se aproveitou do meu estado alcoólico. Passamos a semana juntos, saímos, nos beijamos e foi bom. Eu estava precisando me divertir.
– O que aconteceu? Ele tinha namorada ou algo do tipo? – Pergunta confusa.
Nego rindo sem ânimo.
– Eu estaria muito mais aliviada se fosse isso, Lily.
– Quando ele veio com um papo de eu ser dele me afastei, mas ele não aceitou. Um dia ele foi no meu quarto e passamos a noite juntos, quando eu acordei no outro dia eu estava na porra de outro continente.
– O filho da... mãe me levou para Toscana. Foi por isso que eu fiquei incomunicável naquelas semanas. Acontece que apesar da raiva que eu sentia por ele, a tensão sexual entre nós superou o fato dele ter me sequestrado, Sam nunca tentou me obrigar a nada, ele apenas... me incentivava.
– Helena, você dizendo que se apaixonou por um maluco que te sequestrou e vocês ficaram juntos por algumas noites? – Lily questiona me encarando atentamente.
– O quê!? Claro que não – Nego assustada com essa possibilidade. Eu posso ter pensado estar apaixonada, mas isso passou. – Lily, eu acho que estou grávida – Sussurro, lágrimas rolam em meu rosto. – E eu acho que ele está na cidade. Por mim.
***
Lily.
Não sei o que dizer a minha amiga. Nunca imaginei que algo desse tipo pudesse acontecer.
– Você já fez algum teste? Ou exame? – Pergunto tentando manter a calma.
– Não tenho coragem, não posso acreditar que isso está mesmo acontecendo. Lily, eu não sei nada sobre ser mãe.
– Vou ligar para os meninos e pedir para eles trazerem alguns, não se preocupe, não vou contar sobre nada disso – Digo, minha amiga parece estar em choque. Acho que ela não tinha parado para analisar a situação até agora. – Vou preparar um chá de camomila para você também. Fica calma Lena, não importa o que acontecer eu vou estar aqui para te ajudar. Eu te amo.
Beijo sua testa e pego Bryan no colo saindo do quarto, vou deixa-la sozinha para pensar. Pego meu celular e ligo para Oliver.
–Oi, vocês podem passar na farmácia e comprar alguns testes de gravidez? Um de cada que tiver, por favor – Peço.
– Já temos um presentinho amor? Bryan vai adorar um irmãozinho – Pergunta e ouço seu riso do outro lado da linha. Sinto meu rosto esquentar.
– Traz também uma pílula por favor, tenho certeza de que Bryan prefere ser filho único – Respondo rindo.
Ouço ele resmungando do outro lado da linha e seguro o riso.
Amo você. A frase quase sai da minha boca.
– Não esquece tá? Preciso desligar.
Levo o chá para o quarto de Helena. Bryan dormiu enquanto eu preparava o chá e o pus deitado na minha cama escorado com alguns travesseiros em volta e a babá eletrônica.
– Ei, aqui bebe um pouco de chá. Vai te fazer bem – Lhe entrego a xicara.
Ela encara o celular sem piscar.
– Você está bem? – Pergunto.
– Sim, sim. Obrigada – Ela agradece bebendo um pouco. – Lily, ele... acabou de me ligar.
–Ele?
– Sam, ele me ligou e pediu para nós encontrarmos – Explica.
– Lena por favor me diz que você não...
– Aceitei, vou jantar com ele hoje à noite – Diz ela. – Não posso fugir para sempre, achei que ele fosse se cansar de mim, mas ele não desiste. Está obcecado por mim – Sussurra.
– Lily! – Ouço me chamarem.
– Os gêmeos chegaram, vou pegar os testes para você fazer. Acaba de beber o chá – Aviso e saio do quarto correndo até a cozinha.
– Vocês trouxeram? – Pergunto apressada.
– Para que você quer isso? – Ethan me olha desconfiado.
– Mais tarde eu te conto – Selo seus lábios com os meus e pego a sacola da mão de Oli.
Ele levanta a sacola me impedindo de pegar.
Sorri e toco seu peito deslizando a mão até seu abdômen e beijo seus lábios pegando a sacola. Oli fecha os olhos e suspira prendendo minha cintura. Me solto dele e corro até Lena.
– Sua manipuladora! – O ouço ralhar e sorri entrando no quarto e jogando a sacola na cama.
– Vai lá, faça os testes Lena – Digo.
– Certo – Ela suspira e apoia a testa na minha antes de pegar a sacola e entrar no banheiro
–E então? – Pergunto quando ela sai do banheiro depois de um tempo.
– Não sei – Murmura. – Não tive coragem de olhar. Olha você Lily – Pede.
Passo por ela e entro no banheiro vendo oito testes em cima da pia, viro um por um.
Positivo.
Grávida.
Grávida.
Positivo.
Positivo.
Positivo.
Grávida.
Positivo.
Meu Deus!
♥♥♥
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Our Sweet Lily
RomantikaLivro 1 LIVRO 2 ( LA MIA DEA HELENA) Aos 17 anos teve que assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança que não era sua. Lily se vê em uma encruzilhada, sua irmã grávida Lídia morreu na hora do parto. Não poderia deixar seu sobrinho nas mãos d...
