Meredith e Lexie vêem-se sozinhas e abandonadas à vida, quando o seu pai Thatcher, se casa com uma mulher mais nova, expulsando-as de casa e levando toda a sua boa vida embora.
Meredith sempre foi habituada a um estilo de vida elevado e agora que se...
POV. Derek Quando cheguei ao local, as coisas estavam loucas. As ambulâncias saiam e chagavam de 5 em 5 segundos e consegui ver Cristina, George, Alex e Izzie, mas não Meredith. Tentei perceber onde era preciso e vi uma menina perto da beira do cais. Não vi nenhum adulto ali perto e estava com medo que ela caísse, por isso aproximei-me dela. -Olá pequena, precisas de ajuda?- ela não falou nada e quando olhei ao redor, reparei que no chão, estava um casaco do hospital e assim que o peguei vi que era de Meredith. Comecei a olhar ao redor em pânico, na esperança de a ver em algum lugar, mas não a encontrei. A menina continuava calada ao meu lado, encarando o mar. Demorei um pouco para processar toda a situação, mas algo no meu peito me incomodava. Um aperto no coração que crescia cada vez mais. -Onde está a Meredith?- peguei no crachá do casaco dela e mostrei à menina.- Onde está a Meredith? Onde está ela?- eu podia estar a ser um pouco bruto, mas se eu estivesse certo do paradeiro de Mer, todos os segundos eram preciosos. O meu coração gelou assim que ela apontou para a frente. Para aquele vago oceano gelado. Não pensei duas vezes e atirei-me ao mar, na esperança de a encontrar. Demorei um pouco, mas finalmente encontrei-a.
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Ela estava gelada e fiz de tudo para rapidamente a tirar da água. A pele dela estava mais pálida que o normal e ela não respirava e tinha um pulso muito fraco. -AJUDEM! PRECISO DE UMA AMBULÂNCIA!- assim que a pousei na maca, comecei a fazer compressões e não parei até chegar ao hospital. A ambulância abre e encontro Bailey. -Desconhecida, por volta dos 20 anos...- tive de interromper o rapaz que estava connosco na ambulância. -Ela não é uma desconhecida, é a Meredith Grey. Bailey, é a Meredith!- assim que percebeu aquilo que lhe disse, a sua cara mudou e rapidamente me ajudou. -Temos de levá-la para dentro.- ela chamou imediatamente Owen, Richard, e Teddy. -Ela mal tem pulso...- Teddy, a cardiologista não estava com muita vontade de tentar e salvar Meredith. -Ela só está morta, quando estiver quente e morta. Até lá, fazemos de tudo para salvá-la. Ela é uma de nós!- Richard tinha um carinho especial por Meredith. -Tu, sai.- Bailey começou a expulsar-me da sala, mas eu resisti.- Olha, eu não sei o que se passa entre vocês dois, e na verdade não me interessa, mas independentemente disso, eu sei que te preocupas com ela e não vais fazer bem nenhum estando aqui dentro. Só vais estar a atrapalhar-nos.- ela tinha razão, por isso sai. Vi Lexie agarrada a Mark na sala de espera, mas sentei-me no chão, em frente à porta. Senti que eles se juntaram a mim e apenas ficámos ali a chorar.
POV. Meredith Devo dizer que achei que fosse pior. Morrer digo. Abri os olhos e fechei-os logo a seguir quando vi uma luz branca forte. Eu não podia estar no céu. Por favor, eu, Meredith Grey nunca iria para o céu. Eu estou a dar o golpe ao meu professor quase 20 anos mais velho que eu, se existe pessoa que vai para o inferno, sou eu. Depois dos meus olhos se habituarem à luz, consegui olhar em redor. Era uma sala muito parecida ao hospital, eu estava deitada numa maca e ao meu lado estava o meu cachorrinho de infância, o doc. -Meu Deus, doc, eu tive tantas saudades!- ele faleceu quando eu tinha 6 anos. Ele era o meu melhor amigo e eu sofri muito quando ele se foi. Não iria descobrir nada sentada ali, por isso, levantei-me e fui explorar o local. -Pequena Mer!- eu conhecia aquela voz.- O que a minha pequena está aqui a fazer?- virei-me de encontro à voz. -Sr. John?- o John era um velhinho, nosso vizinho. Eu e Lexie fugíamos, sempre que as coisas não estavam bem, para casa do Sr. John. Era um senhor de idade, viúvo e sem filhos. Ele era como um avó para nós e quando a nossa mãe morreu, era ele quem nos consolava muitas das vezes. Quando descobri que ele tinha falecido, mais uma parte de mim morreu.- Meu Deus, que saudades!- abracei-o com força. -O que estás aqui a fazer Meredith? Não devias estar aqui... -As coisas acontecem e acho que é melhor assim. Agora posso estar consigo e com o doc. -Filha?- paralisei assim que ouvi aquela voz. Não tinha muitas memórias, mas nunca me iria esquecer da voz que me embalava todas as noites. -Mãe?
Olá olá! Estou de volta! Espero que gostem e comentem muito. Um beijo, Bru