"And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow."
- Iris by Goo Goo Dolls.
25 Anos Depois.
O escritor.
The Hills está tocando nos altos falantes quando o homem de olhos azuis abriu um sorriso caloroso ao receber os aplausos de alma aberta e braços cruzados contra o peito para proteger sua mais nova obra literária, como se aquele livro fosse seu bem mais precioso– E talvez fosse, pois somente ele pode dizer o quão doloroso foi o processo de pôr o que sentia em palavras e deixar o sentimento egoísta de lado para poder permitir que todo mundo lesse sua versão mais vulnerável.
"La Petite Mort", é o terceiro livro escrito por Louis Poulston Deakin, filho de pais franceses e autor dos romances mais famosos desde a década passada. A capa, com as asas brancas em contraste com o vermelho escuro, foi motivo de brigas entre Louis e a editora por vários dias a fio, todos repletos de xingamentos em inglês, francês e até mesmo latim. E tudo isso se dava ao ciúmes inexplicável e enlouquecedor que ele sentia pelo personagem principal, o demônio de cachos castanhos e olhos verdes que todas as noites aparecia em seus sonhos desde o seu aniversário de dez anos.
Louis se lembra da primeira aparição de Asmodeus durante seu sono e se recorda ainda mais de como acordou com o coração palpitando e borboletas no estômago atrapalhando seu café da manhã. Não houve um dia sequer que o demônio, como bem percebera após pesquisar no google o nome incomum, não lhe visitasse, mas ele não tinha medo, nunca teve, nem mesmo quando seus pais souberam da história e o levou ao padre para ser benzido.
Aos quinze anos, quando deixou que um garoto o beijasse dentro do banheiro da escola e gostou tanto que beijou até seus lábios ficarem dormentes e serem flagrados pelo faxineiro cujo decidiu entrega-los pra diretoria, Louis soube que o que estava sentindo por Asmodeus era muito mais do que alguns sentimentos bobos e infantis– E isso complicou as coisas ainda mais porque o demônio não passava de uma imagem criada pelo seu subconsciente, não era real.
E foi assim que ele implorou para que seus pais encontrassem uma ótima terapeuta como presente de dezesseis anos, sem explicar seus motivos e mostrando total desespero e desordem mental.
Alice, sua antiga psicanalista, explicou sua paixão por uma pessoa inexistente de uma forma simples e compreensível. Segundo ela, Asmodeus era a idealização da pessoa que Louis almeja um dia conhecer e se relacionar. Não necessariamente precisava ser parecido, mas é o que seu subconsciente fez para mostrar a ele qual o seu "tipo" de cara, como gostaria de ser tratado e tudo o que ele gostaria de viver.
O que ela nunca soube para poder justificar, foi que com o passar do tempo, os sonhos começaram a contar uma história e a cada vez que ele dormia, mais coisas eram possíveis de serem desvendadas. Como, por exemplo, no sonho ele é o arcanjo justiceiro que se apaixona perdidamente por um pecado capital e, o relacionamento que eles constroem, é invejado pela avareza, irmão de seu amante.
Os dias foram seguindo e, com eles, Louis se viu ainda mais intrigado para saber como tudo iria terminar, então, pela manhã ele gravava um áudio contando tudo o que aconteceu no sonho e o resto do dia passava ansiando para que a noite chegasse e ele pudesse encontrar o garoto de asas brancas e um estúpido sorriso com covinhas; Mal conseguia raciocinar em sala de aula ou prestar atenção em suas atividades e afazeres diários.
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a little death {lwt+hes}
FanfictionQuando Louis sofre um acidente e morre por alguns segundos, antes de ser ressuscitado, ele acaba parando em uma orgia no inferno, onde tem um encontro quente com Harry, um dos sete pecados capitais, o demônio da luxúria. Mas ao voltar a vida, pensan...
