arte na mídia feita pela @/thrinp no tumblr.
+
"And I don't know what I'd
do without you now."
- Kill My Mind by Louis Tomlinson.
Louis dirigiu pela costa leste por aproximadamente trinta minutos até decidir mudar sua rota no GPS e seguir em direção ao litoral, acabando por estacionar de qualquer jeito em uma vaga demarcada no chão por tinta amarela e não levando muito tempo para descer do carro e correr para a rampa de acesso, os pés ainda calçados por seu tênis mais confortável. A praia se encontrava deserta e uma neblina cobria boa parte do horizonte, mas ele se sentia seguro, seus passos levantando os grãozinhos salgados e deixando pegadas por onde passava. Cansado, e com um turbilhão de pensamentos o perseguindo como se fossem vários dardos, ele deixou suas pernas cederem fracas pelas emoções que experimentou viver em um curto período de tempo— sentando-se na areia fofa e dobrando suas coxas contra o peito, tratando de abraça-las porque se sentia tão pequeno quanto as conchinhas ao seu redor.
O mar estava calmo e com a maré baixa, fazendo jus a lua cheia presente no céu e entrando em contradição com o caos que se formou nas lagoas azuis- as quais ajudaram Louis e seu barco a naufragarem na água salgada de seu choro sufocante. Nem mesmo o sereno tornando seus fios de cabelo úmidos conseguia ser tão frio quanto seu interior, a falta de banhistas naquela parte da praia combinava melancolicamente com o vazio que se instalou no seu coração. Ele tremia pelo vento gelado, mas sentia que era apenas uma desculpa para disfarçar o medo que se apossou de sua alma. A espuma tocando a areia parecia querer tocar seus pés, talvez lavar seu corpo e dissipar o peso que carregava nos ombros, mas Louis não se achava no direito de tal luxo, merecia morrer com a culpa e sofrer com as consequências de se viver ao lado dela– Como, por exemplo, não ter o amor de seu pai e sempre afastar pessoas, seres, que se importavam verdadeiramente com ele a ponto de mudar a própria vida, estadia na terra, para lhe proteger.
Cabisbaixo e sentindo-se a droga de um merda tolo, Louis fechou os olhos com força, desejando apagar de sua mente a última visão que teve antes de bater a porta, porém toda ação tem uma reação e toda palavra tem um peso, pense antes de falar, escolha bem o que dizer ou então apenas cale a boca porque ninguém merece o gosto agridoce da mágoa e decepção desmanchando na língua como uma fatal dose de naftalina. Os lábios de cupido formavam um bico triste quando ele ousou olhar pra trás e seus olhos... ah, seus lindos olhos verdes, estavam tão opacos e marejados que Louis não poderia responder se eram por tristeza ou raiva, entretanto ele sabe dizer que odiou vê-los assim; sentiu falta da audácia e confiança que eles costumam carregar. Era estranho porque ele não compreende como aquele mundo, até então, desconhecido por si funcionava e Louis confessa para sua própria consciência pesada que ele ao menos tem se esforçado para conseguir tal feito. Todas as vezes que Harry tenta explicar, seu passado bate a sua porta acompanhado do medo e da ansiedade, acarretando em atitudes impulsivas e troca de farpas desnecessárias. Ele se pergunta de repente se as emoções de Styles são reais ou se ele só as espelha por estar passando muito tempo entre humanos– ambas as opções o castigam. Louis, para sua própria frustração, não sabe de nada, só tem como esporte se enganar fingindo que tem qualquer noção sobre o mundo e a própria existência.
Ao que suas lágrimas deixam de soar tão desesperadoras e os soluços se calam, Louis se atreve a observar as estrelas procurando cegamente pela mais bela e brilhante, a encontrando próxima das três Marias. Ele sorri bobo por mais que acredite fielmente que ela deseja descer somente para puxar com força sua orelha e lhe dar uma boa bronca.
— Sinto sua falta, querida.- sua voz sai embargada em um quase sussurro, mas tudo bem, ele sabe que ela o escuta de qualquer forma.— Todos as horas, todos os dias.- completou mordendo o interior das bochechas com força numa tentativa de controlar a vontade de chorar mais.— Eu não queria ter dito aquilo a Harry, não queria agir como um completo idiota...- um suspiro deixou seus lábios, o ar quente de sua boca se fundindo com o externo e formando uma pequena e espessa fumaça.— Há dias que não tenho pesadelos, o cheiro e a presença de Harry os impedem de chegar até mim, o que é bom em partes. Queria que estivesse aqui pessoalmente para brigar comigo e me obrigar a dirigir de volta para o hotel. As coisas eram mais fáceis com você aqui, Anna. Espero que um dia você me perdoe, eu te amo pra sempre.
VOCÊ ESTÁ LENDO
a little death {lwt+hes}
FanfictionQuando Louis sofre um acidente e morre por alguns segundos, antes de ser ressuscitado, ele acaba parando em uma orgia no inferno, onde tem um encontro quente com Harry, um dos sete pecados capitais, o demônio da luxúria. Mas ao voltar a vida, pensan...
