trinta e três: Interlude 2: Jeon Jungkook.

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ATENÇÃO: esse capítulo contém alusão a uso de drogas. Nenhum evento narrado condiz com a realidade e isso inclui informações sobre vícios e formas de tratamento. Tudo é fictício, então peço para que não levem completamente a sério.

Digam não as drogas!!!

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Bom, esse capítulo é grandinho, mas é de extrema importancia porque mostra o lado obscuro de Jeon Jungkook. Não sei se se lembram, mas no capítulo oito (rebobinando), o Jk narra os eventos que o levaram a ser perseguido. Pois bem, nesse capítulo vocês verão de forma mais mórbida o pq ele não quer que o Taehy saiba completamente sobre seu passado.

Fiquem atentos as entrelinhas e me desculpem qualquer erro. Por favor, amem meu xuxuzinho e o acolham, porque também é todo ferrado o coitado.

No demais, espero que gostem e que aguardem com fervor o próximo capítulo. Obrigada pela preferência e boa leitura!!

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• 1984 - Algum lugar da Inglaterra

A gritaria da juventude extasiada do noroeste inglês era a única coisa a qual a atenção de Jungkook se prendia no momento.

Se sentia livre, em casa.

Estava acostumado com tal sensação, um tanto insaciável por todas as corridas já ganhas. De esguelha, conseguia ver como seus adversários mal ficavam putos, já esperando a derrota que viria ao competir com o poderoso Jk.

Ouvia seu nome ser ovacionado, como um ídolo do crime. Sua fama percorria as ruas do país mais rápido do que seu Mustang a 200km/h e gostava disso. Gostava da sensação de ser temido por muitos e adorado por outros.

Inflou o peito, de braços abertos, em gesto de comemoração. De um lado, conseguia ouvir garotas falando abobrinhas a qual não estava interessado. Do outro, caras que fariam de tudo um pouco para se juntar a ele ou derrubá-lo.

Se sentia entorpecido demais pelo momento. Era o único em que podia ser apenas ele mesmo, veloz, livre. O único momento que não exigia que fosse um líder nato, inteligente, que poderia indentificar uma mentira apenas com base em sua respiração.

Desviou de toda muvuca, seguindo em direção aos seus caras, onde via Oh Sehun receber a grana pela corrida ganha encostado num Del Rey. O mesmo sorriu para si, mostrando-lhe o bolo de notas.

A verdade era que Jeon não se importava. Ganhava montantes de dinheiro com venda de cocaína, metanfetamina e heroína por todo o país, alimentando os vícios dos pobres coitados do subúrbio inglês.

Havia parado de pensar no quão errado era há um ou dois anos, quando apenas o dinheiro tomava conta da sua cabeça. Era um chefe do tráfico, afinal, e deixar que sua consciência o condusisse era um gesto de fraqueza nesse mundo.

Os negócios iam de vento em poupa e quem se atrevesse a entrar na badalada boate Dark Paradise mal conseguia imaginar como era um antro do crime organizado.

Isso fazia Jungkook pensar que havia ganho na vida, tendo tudo o que quisesse ao alcance das suas mãos. Mas, faltava algo. Algo esse que poderia ser usado contra si caso alguém — além de seu braço direito, Sehun — tivesse conhecimento.

JK. {kth + jjk}Onde histórias criam vida. Descubra agora