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Mew carregou o menino nos ombros até onde seu carro estava estacionado, o soltando e recebendo um olhar mortal de volta.
-O que pensa que está fazendo?
-Vou levá-lo para casa. Olha seu estado, está custando parar em pé.
-Não estou bêbado e não vou com você.
-Não seja teimoso Gulf. Vou te levar e ponto. Por bem ou por mal.
-Você é um idiota.
-Era você que estava bancando o idiota lá dentro.
-E o que isso te importa?
-Não seja infantil e entre no carro.
-Vai se fuder.
-Entra logo na poha do carro e não me obrigue a ter que colocá-lo à força.
-O que te faz pensar que pode mandar em mim?
O rapaz respira fundo.
-Ok. Você pode, por favor, entrar no carro. Fala em tom sarcástico.
-Eu te odeio.
-Compartilho desse sentimento, agora entra.
Gulf queria ignorá-lo e voltar para a boate, não lhe dando o gostinho de vitória, mas sabia que seu estado não era dos melhores, mesmo não estando exageradamente bêbado, já estava fazendo coisas idiotas e só tendia a piorar.
Ele então entra no carro bufando de raiva. E o caminho até sua casa foi em total silêncio, em um clima desagradável, tenso e constrangedor.
Eles chegam, Gulf vai tentar sair do carro mas suas pernas falham e ele quase cai. Mew que já tinha descido e estava de frente a ele, o segura.
-E ainda diz que não está bêbado.
-Tira suas mãos de mim. Fala ao tentar se soltar.
-E acha que consegue ficar de pé? Fala irônico.
Mew o solta, ele dá um passo, mas falha e se firma no carro não conseguindo seguir em frente sozinho. Mew o olha com um sorriso de vitória.
-Está esperando o que?
-Tão infantil.
-Não enche.
Mew passa o braço por sua cintura, o puxando para mais próximo de si e seu corpo inteiro estremece com o puxão repentino, reação essa que ele prefere ignorar. Sendo apoiado, ele passa o braço sobre o pescoço e ombro do maior, seguindo para o apartamento.
Param de frente a porta e Gulf tenta abri-la, mas sem sucesso.
-Ah, deprimente. Me dê essa chave.
-Você é irritante, eu estava quase conseguindo.
-Percebi. Fala sarcástico.
O mais velho a abre e quando tenta entrar, Gulf o para.
-Espera, o que acha que está fazendo?
-Entrando.
-Não, já me trouxe aqui, não precisa entrar. Pode ir. Vou ficar bem, só estou um pouco tonto, não é nada que eu já não esteja acostumado.
Ele ignora o que foi dito e entra, fechando a porta e puxando o menino ainda um pouco tonto pela sala. Sabia bem onde era o banheiro e o leva até lá. O coloca debaixo do chuveiro e o liga, também ignorando suas reclamações.
-Idiota.
Gulf finalmente se cala, olhando para baixo, enquanto a água fria caía sobre si, ainda de roupa. Um silêncio toma conta do lugar e só o som da água caindo podia ser ouvido. Até Gulf o quebrar, ainda olhando para baixo e com o tom um pouco baixo e sentido, fala.
-Porque está fazendo isso?
-Fazendo o que? Te dando um banho?
-Se preocupando, cuidando de mim ou seja lá o que for isso.
Mew é pego de surpresa com a pergunta e realmente não sabia o que responder, paralisando no lugar, em silêncio, apenas o observando com um olhar enigmático.
-Você diz que me odeia, que detesta meu jeito, que não me suporta, que sou o tipo de pessoa que mais despreza, mas até outro dia estava aqui na minha porta, me agarrando, me beijando e poha, a gente transou. O que tudo isso significa? O que diabos está fazendo aqui agora? O que quer de mim? Será que tem resposta pra isso? Ou como sempre, não?
-Eu... Realmente não sei o que lhe dizer. Estou tão confuso quanto você.
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Eu Me Rendo
FanfictionMew e Gulf se encontrando em meio ao caos, a traumas, brigas internas, passado sombrio, rancor, inseguranças e aceitação. Juntos tentando aceitar o amor e o desejo que sentem um pelo o outro, tentando lidar e superar os problemas que vem acompanhad...
