Capitulo 82

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Enquanto isso, no apartamento de Lily, o silêncio era cortante.

— Mãe... eu não posso fazer isso — sussurrou Lily, a voz carregada de medo e culpa, segurando o celular como se fosse um fio de vida.

Malevola respondeu rapidamente, impaciente:

— Pelo amor de Deus, por que agora, Lily?

— Porque elas... elas estão tentando ter um filho, mãe... estão felizes — as palavras saíram trêmulas, quase um pedido de socorro.

— Eu não ligo — Malevola respondeu, fria como gelo. — Ou você faz, ou eu espero essa criança nascer e mato ela. Como quer que fique pra você?

Lily sentiu um nó na garganta, jogando o telefone na cama e apertando os olhos.

— Não... não... não posso — murmurou, os dedos tremendo. — Eu faço.

Malevola sorriu, percebendo a hesitação.

— Mas não é pelo bebê que você não quer fazer, não é?

— Claro que é — respondeu Lily, tentando se convencer de si mesma.

— Não... você se apaixonou pela Amelia, não foi?

O silêncio foi a única resposta.

— Eu conheço a filha que tenho — disse Malevola, com uma frieza devastadora. — Esqueça essa paixão e faça o que tem que ser feito. Faltam menos de um ano para o aniversário de 28 anos dessa vagabunda. Faça o que precisa ser feito.

Lily jogou o telefone na cama, os ombros caídos, respirando pesadamente.

— O que eu vou fazer? — murmurou para si mesma, sentando na beira da cama.

Ela fechou os olhos, lembrando-se do que tinha visto no apartamento de Nat e Amelia. Cada gesto, cada riso compartilhado, cada olhar.

— Não posso me apaixonar por ela... — sussurrou, tentando afastar os pensamentos. Mas a lembrança invadiu sua mente: Amelia nua na cama, tão vulnerável e tão linda...

— Ela é tão... perfeita — murmurou, a voz quase quebrando. — Talvez, se ela se apaixonar por mim, e deixar a Natasha... minha mãe entenda, e deixe ela viver...

Enquanto isso, depois daquela madrugada, Nat e Amelia haviam finalmente pegado no sono no sofá, o corpo de Nat ainda tenso contra o de Amelia. Mas o descanso foi breve; um pesadelo arrancou Nat do sono, fazendo-a acordar assustada, os olhos arregalados, respirando rápido.

— Amor? Está acordada? — Amelia chamou, a preocupação estampada no rosto.

Nat apertou o braço dela e resmungou, ainda meio perdida entre o sonho e a realidade. Amelia suspirou e se levantou, indo para a cozinha preparar café, o cheiro quente e reconfortante se espalhando pelo ambiente.

Pouco tempo depois, Nat levantou e caminhou silenciosa até a cozinha.

— Volta a dormir, Nat, ainda é cedo — disse Amelia, arrumando a xícara com cuidado, mas sorrindo de forma encorajadora.

Nat aproximou-se por trás, abraçando Amelia e apoiando o queixo no ombro dela.

— Conseguiu descansar um pouco? — perguntou, a voz quente e preocupada.

— Aham... e você? Conseguiu dormir? — respondeu Amelia, tomando um gole do café, tentando disfarçar o cansaço.

— Consegui, mas acho que vou tomar um daqueles seus remédios pra dormir — disse Amelia, a voz carregada de cansaço e vulnerabilidade.

— Amy... não é bom depender de remédios — Nat murmurou, a mão acariciando o braço dela.

— Eu sei... já pensei em fazer terapia — disse Amelia, olhando para a xícara entre as mãos.

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