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O peso do braço de Aszel sobre minha cintura era a única coisa que me mantinha presa à realidade quando abri os olhos

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O peso do braço de Aszel sobre minha cintura era a única coisa que me mantinha presa à realidade quando abri os olhos. O quarto estava mergulhado em uma penumbra azulada, cortada apenas pelo brilho pálido da Lua Crescente que espiava pelas cortinas. Eu permaneci imóvel por longos minutos, sentindo o latejar rítmico no meu pescoço, onde a marca de vinculação pulsava em uma harmonia perfeita com o coração dele. Meu corpo estava diferente; cada músculo parecia carregado de uma eletricidade estática, uma pressão interna que pedia para ser libertada. A soberania não era mais um conceito distante; era um bicho vivo que arranhava minhas entranhas, crescendo conforme a lua subia no céu.

Aszel despertou no instante em que minha respiração mudou. Ele não se afastou; pelo contrário, puxou-me para mais perto, enterrando o rosto na curva do meu pescoço e inspirando profundamente, como se estivesse tentando absorver a última gota da minha humanidade antes que a Rainha assumisse o controle total.

— Você está pensando demais, Yully — ele sussurrou, a voz rouca de sono, vibrando contra minha pele. — Consigo ouvir as engrenagens da sua mente girando.

— É difícil não pensar quando a Lua Crescente está lá fora, me lembrando do que estivemos preparando todo esse tempo, se eu te dissesse que tudo ainda parece uma loucura? Há dois anos eu era só uma menina que sonhava ser policial e hoje eu sou a rainha do inferno e noiva do maior general dele. — respondi, virando-me nos braços dele. Os olhos vermelhos dele brilhavam na penumbra. — O que vai acontecer quando o selo romper, Aszel? Você continuará sendo o meu General ou tentará governar através de mim?

Aszel sorriu, um sorriso lento e predatório. Ele levou a mão ao meu rosto, o polegar traçando meu lábio inferior. — Eu sou seu desde o primeiro pecado cometido no Abismo, Yully. Eu não quero governar através de você; eu quero ser o trono onde você se senta. Se o preço do seu despertar for a minha própria condenação, eu a aceitarei de joelhos.

Ele se levantou, a musculatura das costas desenhada pela luz lunar, e me estendeu a mão. — Venha. Vamos preparar você para o ritual, mas antes precisamos de um banho. 

O banheiro da suíte foi tomado pelo vapor em segundos. Aszel me guiou para debaixo do chuveiro, a água quente castigando nossos ombros. Mas antes que o sabonete tocasse minha pele, o desejo acumulado de dois anos de espera explodiu. Eu o empurrei contra a parede de mármore úmida, meus olhos fixos nos dele, desafiando a autoridade que ele ostentava lá fora.

Eu me ajoelhei lentamente sobre o piso molhado, a água batendo no topo da minha cabeça e escorrendo pelo meu rosto, enquanto eu desabotoava a calça que ele havia vestido às pressas. Aszel soltou um rosnado baixo, suas mãos espalmando contra a parede enquanto ele arqueava os quadris para frente. Quando o libertei, vi seu pau duro do quanto ele me desejava. Eu o tomei na boca com uma voracidade que o fez travar os dentes, meus dedos cravando em suas coxas grossas e rúnicas. Eu queria que ele sentisse cada centímetro do meu domínio ali, de joelhos, antes que as hierarquias mudassem para sempre. Saboreei o gosto dele, o calor pulsante sob a água fria que agora começava a se misturar ao vapor, ouvindo o som de sua respiração se tornar um lamento desesperado.

Meu Destino AmaldiçoadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora