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As aulas da faculdade começaram, Mark não estava estudando nada muito específico de alguma profissão, história principalmente mas estava estudando um pouco de tudo, Donghyuck também estava estudando na mesma faculdade, o que resultava nos dois se esbarrando e ficando em um clima estranho por não terem coragem pra conversar, o pensamento de que uma conversa poderia resolver tudo já havia sumido à muito tempo então nem tentavam.

- Você está encarando de novo. - Jaemin comentou com o amigo, estava mexendo no celular mas até ele sentia o olhar que queimava o pescoço do Mark.

- É automático. - desviou o olhar.

- Já devia ter superado, um ano é muito tempo pra sofrer por alguém, ele é tão interessante assim? - okay, aparentemente o Jaemin não era a melhor pessoa pra aconselhar por não ter paciência de falar as coisas com cuidado mas era quem Donghyuck mais confiava.

- Você sabe que não é isso, não estou sofrendo, só não suporto ver ele andando com o Yuta, beijando ele, abraçando... Me traz lembranças e sentimentos que estou tentando esquecer.

- Eu gostaria de dizer que te entendo mas só me apaixonei uma vez e estou morando com os dois.

- Não quero te fazer sentir mal por estar feliz, você merece depois de tudo que teve que passar pra ser uma pessoa decente hoje.

- Eu não era decente antes? - fingiu estar indignado.

- Quer mesmo que eu responda?

- Deixa quieto, não quero ficar bravo com você hoje. - seu sorriso evidenciou a brincadeira. - Agora tenho aula, até mais tarde.

- Também tenho que ir, até depois. - ambos se levantaram e foram para caminhos opostos.

Donghyuck sempre amou dançar mas quem diria que Jaemin escolheria o curso de gastronomia? Mesmo vindo de uma família rica onde nunca teve que cozinhar, lavar ou fazer qualquer trabalho doméstico mas assim que terminou a escola, renegou sua família e seu dinheiro por não aguentar a forma como era tratado, teve apoio de seus amigos e namorados, aprendeu muitas coisas e acabou se apaixonando pela gastronomia no processo. E foi no momento que decidiu sair de casa que também decidiu contar a seus amigos sobre o relacionamento a três em que estava, foi incrível como não descobriram antes apesar das suspeitas.

Chenle e Jisung ainda estavam terminando o ensino médio, sua relação estava cada vez mais forte, todos dizem que um relacionamento entre adolescentes não dura mas estavam dispostos a mostrar o contrário, deixaram de ser tímidos e desajeitados para serem o casal mais sincronizado e unido, como se fossem um só e causava inveja em quem olhasse.

Mark estava com aquele sentimento de que algo faltava, sabia o que era porém seu orgulho não lhe deixava admitir. Estava lá tentando conseguir que Yuta lhe perdoasse o escorregão de cedo mas estava difícil e já estava pensando se valia a pena passar a humilhação de ficar implorando assim, algum dia deixaria de ser orgulhoso por alguém especial?

Naquela noite, o trio estava junto assistindo televisão e conversando sobre o dia.

- Como foi o dia de aula do futuro pediatra? - Jaemin perguntou, estava com aquele sorriso que destruía as estruturas de quem olhasse.

- A parte teórica é muito chata, quero cuidar logo das crianças! - ele reclamou.

- Jeno, é o seu primeiro ano ainda! - Renjun deu risada.

- Não importa!

- Parece até um pervertido desse jeito.

- Jaemin só tem esse ano pra estudar, sortudo. - ele reclamou mais uma vez.

- Como está reclamão hoje, deve ter sido um tédio.

- Órgãos, batimentos, respiração, já cansei disso! - estava reclamando mas não estava estressado, somente não conseguia esperar para fazer o que ama.

- Seis anos irão passar rápido, só precisa ter paciência. - o chinês comentou.

- Diz o mais impaciente de nós. - eles riram.

- Mas é pra ter paciência!

- Como foi o dia de vocês?

- Estou aprendendo sobre os temperos, quais são os certos para cada alimento e como preparar.

- Eu estou aprendendo técnicas diferentes de pintura.

Eles sorriam, havia paixão nas profissões que decidiram seguir e não conseguiam esconder isso ao falar.

- As crianças são tão fofas, meu sonho é ter uma e vê-la crescer seguindo meus ensinamentos. - Jeno começou a imaginar os momentos que passaria com uma criança.

- Você sabe que não podemos. - o chinês comentou com a voz baixa. - Os jovens estão cada vez mais violentos e preconceituosos com o que não entendem, só iríamos fazer com que sofresse bullying por ser adotado por três gays.

- O Renjun tem razão, infelizmente. - Jaemin estava desanimado.

Era um assunto difícil para os três, tanto que evitavam falar apesar de serem lembrados dessa realidade a todo momento, principalmente Jeno que sempre sonhou em ser pai e estava estudando para ser pediatra.

Quem poderia dizer que esse trio entraria em uma rotina calma? As vezes lembravam dos momentos em que se escondiam e faziam várias proezas sexuais pela escola, as artes que o chinês criava de seus momentos mais íntimos e como amavam cada momento apesar de tudo.

- O que está pensando? - Jeno perguntou ao notar o olhar distante de Jaemin.

- Estava lembrando do nosso último ano escolar. - ele respondeu e sorriu.

- Lembra aquela vez que te pegaram com aqueles dois na sala de ciências? - Renjun perguntou.

- Quem?

- Uma vez tiraram foto de você em um momento bem íntimo com duas pessoas, não lembro os nomes mas lembro de ter ficado bem preocupado de ter sido alguma foto de nós três. - ele sorriu mas não gostava de lembrar de quando seu namorado estava ficando com outras pessoas.

- Não me lembro disso, lembro de quando fui pego na escada pela professora e tive que ir pra sala da diretoria só de cueca. - ele deu risada. - Donghyuck fica me zoando até hoje por isso.

- Eu faria o mesmo.

- Eu lembro quando o Jaemin foi me seduzir pela primeira vez para participar disso. - Jeno sorriu.

- Você agarrou a minha bunda!

- Vai dizer que não gostou? - eles estavam rindo.

- Fiquei louco de tesão.

- Como sempre. - o chinês o provocou.

- O que quis dizer com isso? - ele fingiu estar indignado mas logo começou a rir.

- Isso me lembra, Jaemin ficou tão calmo depois de passar por todo o processo de reabilitação. - Jeno comentou. - Tivemos que esperar bastante tempo pra poder te tocar de novo.

- Realmente, seis meses não são pra qualquer um. - eles se olhavam mostrando o carinho e amor que sentiam. - Agradeço tanto por ter vocês ao meu lado, obrigado por terem esperado por mim e ter lutado ao meu lado.

- Já conversamos sobre isso, não tem que ficar nos agradecendo a todo momento que lembrar disso. - Renjun puxou os dois para mais perto no sofá. - Amamos você, não iríamos te deixar sozinho em um momento tão difícil.

Se juntaram em um abraço, assistindo tv e conversando, estava tudo tão calmo e agradeciam por isso.

time to mature | markhyuckHistórias para pegar e não largar. Descubra agora