Houston, Texas
Kara Danvers é uma psiquiatra especialista em transtornos de personalidade. Em seu novo caso, ela foi designada para analisar a famosa serial killer Lena Luthor, mais conhecida como "Ceifadora". Estudando o comportamento da Luthor e c...
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Kara Danvers
Dois dias após meu primeiro encontro com Lena, eu iria voltar até o presídio para outra sessão. Entretanto, ao acordar pela manhã e checar meus e-mails, notei que o diretor do presídio havia me avisado de que as sessões seriam adiadas porque Lena havia sido mandada para a solitária por ter agredido dois guardas.
Irritada com a situação, eu comecei a digitar uma resposta.
Caro diretor Ramón,
O senhor está ciente de que as sessões de terapia são uma exigência judicial e que elas não são um tipo de tratamento especial para a detenta. Minhaanálise é de interesse popular, visando dar a melhor resolução possível para o caso de Lena Luthor, referente ao que for melhor para a segurança da sociedade. Tendo noção disso, o senhor deve imaginar que independente do mal comportamento da detenta, as sessões de terapia continuam sendo uma obrigação.
Espero não precisar contatar o juiz do caso para que a libere hoje. Estarei aí em uma hora e meia e pelo bem do senhor e de seus funcionários, é melhor que Lena Luthor esteja na mesma sala de visitas em que eu entrar.
Atenciosamente, Dra. Kara Danvers.
Alguns diretores se achavam donos das detentas e ignoravam algumas coisas básicas. Fiquei ainda mais aborrecida porque os dois dias na solitária possivelmente haviam afetado coisas em Lena que antes eu poderia trabalhar com mais facilidade. Irritar alguém que já tinha o ódio como sentimento natural era como colocar fogo em pólvora.
Ao chegar ao presídio, ainda tive um pouco de dificuldade em convencê-los de liberar Lena para a sessão. Depois de ameaça-los pela terceira vez, finalmente me foi explicado o motivo de estarem tão relutantes.
- Tememos por sua segurança, doutora Danvers. - o diretor Ramón disse enquanto andava de um lado para o outro. - A detenta parece ter algum tipo de obsessão pela senhorita e dado o histórico dela isso pode ser perigoso.
- Olhe, eu sou a psiquiatra aqui. Não interessa o que Lena vê em mim, eu posso contornar. - sorri sarcasticamente.
- Pode contornar isso? - me entregou um caderno aberto em uma das folhas. Pegando o objeto de suas mãos, avaliei o desenho. Era eu, claramente.
- Se não fosse pela rasura de riscos no meu rosto eu mandaria emoldurar. - disse despreocupada. - Obrigada, eu queria mesmo descobrir no que Lena é talentosa. Isso diz muitas coisas sobre ela. O senhor adiantou uma parte do meu trabalho. - continuei usando o tom de deboche.
- Folheie as páginas, doutora. - pediu de maneira séria.
Olhei os outros desenhos, todos homens, todos carcereiros do presídio.
- Artistas desenham o que podem ver, certo? O que tem de especial nisso? - suspirei de tédio.