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Estou na aula de biologia, que é um saco, principalmente porque estou sem dupla, já que a minha desistiu antes mesmo das aulas começarem. A professora, que tenta ser simpática, mas a matéria não ajuda, está falando por uns bons minutos, parando apenas para fazer perguntas que ninguém ousa responder.

Até que ela é interrompida, para alegria do meu cérebro prestes a explodir. Um garoto bate a porta, eles conversam por alguns segundos e ela sinaliza para que ele entre, e sente-se na única cadeira vazia, ao lado da minha.

Este garoto é Daniel LaRusso.

– Oi. – Digo para ele.

– Oi. Essa aula é tão ruim quanto dizem? – Ele pergunta, expressando exaustão.

– Se você gosta de fazer um trabalho diferente por semana, valendo nota, então esse é seu paraíso.

– Uma pena, eu com certeza não gosto.

Nossa conversa dura pouco, logo o olhar da professora cai sobre nós e então nos calamos antes de precisar ouvir sermão.

Ao fim da aula, a nada misericordiosa mulher, anuncia um trabalho que deverá ser feito com as duplas já formadas.

– Eu disse que ela enche de trabalho. – Falei para Daniel.

– Bom, vamos ter que fazer isso.

Assinto. – Senão se importar podemos fazer na minha casa. Tenho algumas enciclopédias, aí não vamos precisar ir a biblioteca.

– Claro.

Passo meu endereço a ele e combinamos o horário. Espero que ele não seja do tipo que fica confiante demais ao ser convidado para a casa de uma garota.

No almoço, Daphne e eu sentamos com os garotos, aliás, eles se sentaram conosco.

Estou sentada ao lado de Tommy e estamos tendo uma conversa sobre trivialidades.

– Já arrumou sua roupa pro baile? – Ele pergunta.

– Que baile?

Tommy arregala os olhos para mim. – O de halloween. Daqui a duas semanas.

– Meu Deus, eu nem sabia! Vou ter que caçar uma roupa de última hora.

– Do que vocês estão falando? – Johnny, sentado do outro lado da mesa, pergunta.

– A s/n não tem fantasia pro baile. – Tommy responde.

– Pode ir de caveira com a gente. – Bobby oferece.

– Duvido que ela vai querer. – Contradiz Dutch, fazendo Bobby dar de ombros.

– Eu te ajudo a achar uma. – Fala Daphne. – Achei que já tinha escolhido.

– Eu nem sabia que ia ter!

– Nossa, não pensou atenção em metade do que conversamos esse mês?

– Bom, acho que não. Desculpa.

Ela me dá um tapa de brincadeira e ri. – Eu falei demais mesmo, e no fim você que se deu mal, tudo bem, vamos resolver isso hoje a tarde!

Sorri assentindo, mas recordo que não posso. – Ah, não, não vai dar. Marquei de fazer trabalho com o... – Me interrompo, lembrando que os garotos não gostam de Daniel, e estão ouvindo nossa conversa como se nunca tivessem visto duas garotas conversarem, então é melhor eu não mencionar. – um colega de biologia.

– Ah! Tá, amanhã, então?

– Pode ser!

Daphne sorri. – Vamos achar algo legal.

...

Durante a tarde organizo a casa esperando Daniel chegar.

A campanhia toca e lá está ele. – Oi. – Ele diz.

– Entra, por favor. Quer um copo de água? Parece cansado.

– Vou aceitar, vim de bicicleta e está um sol horrível, achei que era mais perto.

Levo ele até a cozinha e sirvo a água em um copo, que ele bebe com gosto.

Vamos para o meu quarto e passamos algumas horas pesquisando e escrevendo o trabalho. Daniel desenha as células que a professora pediu.

– Seus desenhos são ótimos. – Digo.

– Obrigado. Essas enciclopédias são super caras, né? Poucas pessoas tem.

– É verdade, minha mãe gosta muito de estudar e tal, meu pai comprou para ela.

– Legal.

Ao finalmente terminarmos o trabalho pedi para que Daniel esperasse no quarto enquanto eu ia pegar um lanche para nós. Quando voltei, ele estava parado em frente a janela.

– Hã, por acaso, aquele ali é Johnny Lawrence? – Pergunta, parecendo um pouco nervoso, apontando para a janela da casa ao lado.

Olho para onde ele apontava, encontrando Johnny, que também nos encarava. – Bom, sim.

– Ele parece meio... irritado.

– Ah, normal, não acha?

Daniel se virou de costas para a janela. – Eu que o diga. Melhor eu ir indo embora.

Continuei encarando pela janela, esperando que ele desviasse o olhar primeiro. – Não, por favor, coma antes.

Johnny se vira, desaparecendo do campo de vista. Olho para Daniel e sorrio, ele assente com a cabeça e nos sentamos para comer.

– Obrigada pelo trabalho, tenho certeza que vamos ir bem! – Digo a LaRusso, enquanto ele vai embora.

– É seu amigo agora? – Ouço Johnny perguntar. Ele está saindo de sua casa, caminhando até a minha.

Reviro os olhos. – Ele é minha dupla na aula, não escolhi.

– Vocês pareciam próximos no seu quarto. – Ele para a minha frente.

– Você não deveria estar olhando. Não é da sua conta.

Johnny solta uma risada pelo nariz, irônico. – E você não deveria olhar enquanto eu me troco.

– Não cansa de ser tão convencido?

– Deveria tentar um pouco, s/n, aí saberia que eu não estava mentindo.

Respiro fundo. – Não importa, Johnny. Ações valem mais que palavras, todo mundo sabe.

– O que eu posso fazer então?

– Não precisa fazer nada, já resolvemos, tá tudo bem.

Dessa vez ele solta um suspiro fundo. – Você é teimosa, s/n.

Rio com ironia. – Eu? Você é mil vezes mais.

Johnny se aproxima e passa seus dedos pelo meu cabelo, colocando uma mecha para trás da minha orelha. – Sou mesmo. – Diz, encarando o fundo dos meus olhos.

Tão rápido quanto se aproximou, ele vai embora.

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Oioi, desculpa a demora na atualização!! Mas logo sai o próximo, prometo! bjss

Tava faltando um pouquinho de Daniel LaRusso na fanfic de >>karatê kid<< né? kkkkkkkkkk

𝐎𝐋𝐃 𝐅𝐑𝐈𝐄𝐍𝐃𝐒  ϟ  𝐉𝐨𝐡𝐧𝐧𝐲 𝐋𝐚𝐰𝐫𝐞𝐧𝐜𝐞Onde histórias criam vida. Descubra agora