Capítulo 7 - Theo

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Na porta da sala VIP, eu me senti tão perdida que fiquei sem ação. Estava entusiasmada e amedrontada ao mesmo tempo porque me parecia que tinha feito um acordo com o diabo. Que tipo de homem pagava para levar garotas para o exterior só para uns beijos? Ele ia querer bem mais que isso...

Além do mais, o que será que Angel estava pensando de mim? A mesma coisa que tia Márcia me acusava de ser: oferecida, safada.

― Vamos? ― Angel perguntou me tirando do desespero excitado que prendia minha mente.

― Podemos ver os aviões? ― pedi timidamente. ― É que nunca vim aqui, só vi pela televisão.

Ele sorriu. ― Vamos lá, gata. Eu adoro namorar os pilotos que passam. Cada homão babado!

Eu ri, não esperava que ele desse pinta daquele jeito!

― O que? ― ele fez cara de deboche. ― Acha que sou cego?

― Não... É que você é sempre tão sério.

― Ah, trabalhando, né? Mas agora que Milorde já foi, posso soltar a franga!

Rimos juntos e ele me levou para a vidraça enorme de observação. Ficamos lá por um tempão rindo e comentando sobre todo mundo que passava: as pessoas bem vestidas, os pilotos, até os funcionários da pista que faziam aqueles gestos com bandeirinhas.

Quando o telefone de Angel tocou, ele atendeu e apontou para o saguão. ― Vamos indo, gata? Preciso passar no escritório hoje ainda.

― É ruim esse trabalho de assistente?

― Pelo amor da merendinha! Eu sou assessor!

― Não é a mesma coisa?

― Não!

― Desculpe, não entendo. Para mim parece ser tudo igual.

― Ah, mas você está muito enganada. Um assessor cuida de tudo que uma secretária não sabe fazer e que uma assistente não consegue.

Levantei os ombros. ― Ainda não me explica nada.

― Você, por exemplo. ― ele apontou a porta automática e eu segui de cabeça baixa esperando que ele não visse o tom de tomate que meu rosto ficou. ― Um assistente nunca cuidaria de te trazer aqui e nem planejar como te mandar para Inglaterra depois de amanhã.

― Por falar nisso, ehhh.

― Ai, estava com medo disso: você não tem passaporte.

― Tenho, isso tenho.

Ele assoprou alto. ― Que alívio.

― Mas é que eu não sei o que você está pensando de mim...

― Nem vai saber, gata.

Eu engoli em seco. ― Olha, posso explicar.

Angel levantou a mão. ― Não precisa, nem quero saber. ― ele olhou de um lado para o outro sem dar atenção aos agentes que ofereciam taxi. ― Vem, o motorista deve estar lá no final da fila de carros. ― e saiu andando com seus passos largos.

― Mas Angel, eu quero falar!

― Um assistente estaria morrendo de curiosidade para saber tudinho que enche seu coraçãozinho, gata, mas um assessor não. Eu adoro meu trabalho, faço de tudo para mantê-lo e discrição é uma coisa imprescindível para Milorde.

Eu suspirei culpada, Angel fazia uma boa ideia do que eu estava fazendo com Will- ou faria se tudo desse certo.

― Lá esta o carro da empresa. ― ele apontou e andamos mais rápido. ― Você sabe como são os ingleses, né?

Meu Duque CEOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora