Hora do baile
De uma visão privilegiada, Aoi e Giyuu viam cada uma das pessoas que chegavam no grande salão já cheio dos convidados. A cada pessoa, o nome era dito em voz alta, e é claro, se fosse um dos reis, era muito mais que isso, como agora, que mesmo chegando mais cedo, os Shinazugawa haviam chegado um pouco mais tarde no baile, por conta da irmã que antes estava na área hospitalar.
Para manter o respeito e a organização, sempre que um rei chegava na grande entrada, tambores faziam seu barulho de forma alta e logo após isso, eles poderiam subir em alguns dos lugares de camarote caso eles quisessem ficar sem se misturarem com o resto das pessoas.
Tomioka observava como Genya tinha uma postura defensiva, como se estivesse lá em uma missão de infiltração, seus olhos variam todos os cantos, ele parecia ser alguém de rápido pensamento, capaz de criar algumas estratégicas. Sanemi não era diferente, mas o seu rosto fechado exibia muito mais experiência e personalidade. Makomo no entanto, sorria para todo mundo um pouco a frente dos irmãos. Mas Tomioka reconhecia o olhar cansado, triste. Ele reconhecia esse olhar em si próprio e na irmã.
Falando na irmã, Giyuu olhou para ela, ao seu lado. Vestindo um vestido longo e azul. A típica cor do Reino. Cada reino parecia ter uma cor. Aos olhos de Giyuu, aquilo fazia sentido.
O reino do Vento usavam um tom de branco acinzentado, o reino do Fogo, é claro, tinha suas vestimentas de tons quentes, o Reino da Pedra usava os tons de terra, era óbvio. Já o reino da Névoa usava um verde água, reino da Serpente, que usava os tons pretos, de destacando na multidão e o reino do Som, que eles sim se destacavam entre todos ali, usando vários tons diversificados.
- Você está nervoso, irmão? - Aoi perguntava.
- Para ser sincero, não. Não muito. Estou normal.
Ele se lembrava de que até agora, ele não havia conseguido falar com Aoi.
- Aoi, o que nosso pai disse no leito de morte não foi o certo. Sei que você sabe disso. Se eu fosse ele, teria repensado antes. E sobre os casamentos... Não há muito o que falar. Nós, da família real somos amaldiçoados ou presenteados com um casamento. O que eu quero dizer é que eu sinto muito por você ter nascido em berço de ouro.
Aoi não disse nada, mas segurou a mão do irmão, o passando confiança, pensando em alguma coisa para falar.
- Não é culpa sua, irmão. Estou contigo até o final.
Giyuu agradeceu apertando um pouco mais a mão da irmã. Ele imaginou que essa conversa levaria horas, xingos e gritos. Mas Aoi infelizmente já havia aceitado que a vida era assim. Pelo menos a vida deles.
- Amo você, Aoi.
- Também amo você, Giyuu.
Após mais alguns convidados chegarem, Giyuu se virou para trás, vendo Sabito que já estava de guarda, próximo ao rei.
- Você viu Douma? - o quase rei perguntava.
- Não, senhor. Mas me disseram que ele está terminado de arrumar mais alguns preparativos.
- Aoi, vamos descendo para conversarmos com nossos convidados. - Tomioka orientou. - Até lá, ele deve chegar.
Ambos desceram, os três, pelo corredor, onde Inosuke, Zenitsu e Tanjiro serviam. Nesta noite, o dever deles era proteger a família real.
Descendo pelo resto da escadaria, era possível ver três mulheres com os vestidos tingidos de roxo e um rosa bebê, vestidos simples
- Kochos e Kamado. O que estão fazendo aqui? - Sabito perguntou.
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Sangue Azul
Romance"Com a forte tempestade se esvaindo do céu em uma noite sombria e fria, a alma de Urokudaki, o rei de um dos sete reinos de Ainyamara, se esvaziava do seu corpo, na enorme cama com seus filhos ao seu lado, Tomioka Giyuu e Tomioka Aoi." O mundo onde...
