No dia seguinte, Giyuu se encontrava acordando cedo para ir à abertura do novo orfanato de uma das cidades do reino.
Pediu para se arrumar sozinho, enquanto observava que o dia estava meio nublado, o vento considerável meio frio. Mas não parecia chover. Incrívelmente, Giyuu sabia dos dias em que chovia.
Terminava de pentear seus cabelos e o arruma-lo. Olhou para a coroa ao seu lado de relance.
Ele não havia usado a coroa até agora, mas usaria pelo simples fato de estar fora do castelo. Era sempre assim.
Pensou em toca-lá antes de alguém bateu a porta de seu quarto.
O rei se levantou, arrumou a roupa e foi em direção a porta de madeira, a abrindo.
Do lado de fora, Aoi estava vestida com um vestido azul de tom mais escuro. Ele cobria seus braços e era longo.
O irmão deu espaço para ela passar, e ela fez.
Era evidente em sua cara que ela estava louca para chorar.
Em um gesto simultâneo, Giyuu a abraçou e ficaram ali por um tempo. Aoi não chorou, surpreendendo um pouco Giyuu. Mas ele não queria pensar nisso.
- Irmão, Tokito-sama disse que quer que o casamento aconteça o mais rápido o possível.
- Eu sei, conversei com ele sobre isso. Assim que ele completar 18 anos, vocês vão se casar.
- Quando ele faz 18?
- Se eu não me engano, daqui à sete meses.
- Sete meses...
- Tu tens sete meses para se despedir de seus amigos e aproveitar o reino da Água.
Ele estava sendo insensível até com a irmã? Sim. Mas pelo menos Aoi sabia que a intenção dele não era lá essa.
- Eu queria que você tivesse me contado antes de saber somente no final. Eu fui a última a saber do meu próprio casamento.
- Eu ia te contar, mas não tive tempo, estava tão corrido com eles que sequer vi o tempo correndo. Aoi, realmente pensei em ir ao seu quarto de madrugada para contar, mas ouve imprevistos.
- Que imprevistos?
Giyuu não queria contar a ela que estava bêbado, e o que fazia na enfermaria naquelas horas da noite.
Imprevistos que não faziam parte do plano.
- Irmã, só entenda que...
- Giyuu, vai lamentar? Me pedir desculpas? Não quero ouvir isso. Toda vez que escuto isso me sinto culpada, culpada por você pensar que acho que é culpa sua.
- De certa forma... Acaba sendo... Sou o rei. Poderia mandar em tudo. Mas não sou influência o suficiente para tomar novas alianças sem um casamento. Isso pode não te irritar, mas me irrita, me deixa frustrado me sentir impotente.
- Não se culpe por algo que não está ao seu controle.
- Mas eu sou o rei, deveria estar no controle.
- Há sete reis em Ainyamara e mais um tanto de burocracia. Vocês só precisam entrar em um acordo. Um dia talvez as pessoas não usem mais um casamento como um tratado.
- Um dia, no futuro, isso vai acontecer, irmã. Tentarei fazer o máximo para isso - Ele disse a ela.
- Acredito em suas palavras e determinação. Mas acho melhor irmos logo - A garota disse, olhando pela enorme janela do último andar do castelo o concelheiro e o general lá embaixo.
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Sangue Azul
Romance"Com a forte tempestade se esvaindo do céu em uma noite sombria e fria, a alma de Urokudaki, o rei de um dos sete reinos de Ainyamara, se esvaziava do seu corpo, na enorme cama com seus filhos ao seu lado, Tomioka Giyuu e Tomioka Aoi." O mundo onde...
