𝗘𝗨𝗣𝗛𝗢𝗥𝗜𝗔 Luna sempre teve uma vida complicada, principalmente em relação ao seu pai que era um alcoólatra. Em um dia após chegar em casa, cansada das agressões constantes, Luna se vê sem saída e para dar um fim em tudo, decide fugir de casa...
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Luna Brown. 🍂
— Você não acha estranho? - Murmurei uma pergunta, enquanto fuçava nas caixas velhas e empoeiradas. Então olhei para o garoto, sentado e encostado sob a parede distraindo-se com um zippo dourado.
— Essa situação, é estranha - Revirei os olhos e o encarei com o semblante entediado.
— Você sabe aonde eu quero chegar. - observei as caixas que somavam em cerca de quinze e suspirei, vendo que, até este momento, estava na terceira. — O lance da foto que estava no envelope, é por esse motivo que eu estou aqui.
O ruído insólito do isqueiro em sua mão cessou. Por favor, não diga que...
— Foto?
Droga.
Ergui minha cabeça e encarei seu rosto. Ashtray me fitava tranquilamente, que me faz duvidar se ele estava ou não, tirando uma com minha cara.
— Era de se imaginar. - bufei e então empurrei com força uma das caixas que estava entre nós dois em sua direção — Depois que o Alex saiu dos freezers, você parecia bem nervosinho, eu podia saber que você iria esquecer.
Girei meu rosto para enxergá-lo e ashtray começou a se manifestar, mas silenciou e franziu a testa, com uma cara de desapontamento. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, apertei meus lábios em uma linha fina e reta, contendo o riso que insistia em escapar.
— Não é Ave Maria, mas tá cheia de graça, né? Filha da puta. - Não contive a risada.
...
Estávamos na penúltima caixa, e ainda que a maneira em que nós dois tenhamos trabalhado junto havia sido ágil, todas minhas expectativas de encontrar algo aqui, foram por água abaixo.
— Eu não entendo. - fechei a última caixa que estava próxima a mim e então olhei para o garoto que estava absorto com algo em suas mãos. — Está de brincando, ashtray?
Ele levantou a cabeça, observando minha expressão de desaprovação, e então levantou o objeto que segurava na altura de seu rosto. Logo após, ouvi um som, como se algo estivesse sendo ligado. Só então percebi que o menino segurava uma câmera.
— Está funcionando. - Ele arqueou as sobrancelhas, surpreso, pressionando um botão ao lado e direcionando o objeto em minha direção. — Sorria para a câmera.
— Para de graça, ashtray. - pedi, mas antes que eu pudesse agir, ele clicou o botão da câmera e um flash brilhante e intenso iluminou meu rosto.