𝗘𝗨𝗣𝗛𝗢𝗥𝗜𝗔 Luna sempre teve uma vida complicada, principalmente em relação ao seu pai que era um alcoólatra. Em um dia após chegar em casa, cansada das agressões constantes, Luna se vê sem saída e para dar um fim em tudo, decide fugir de casa...
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Luna Brown. ' 🍂
— Nossa... - Sua voz soou baixo, vagando os olhos por toda extensão do quarto logo após fecharmos a janela.
— Eu sei. - Passei em sua frente, reparando em cada cantinho do meu antigo conforto. Mas, honestamente, não sinto falta de nada, nada mesmo. Já passei por tantas coisas nessa louca vida que, às vezes, eu olho para trás e vejo meus pedaços pelo chão e me questiono, como conseguir resistir até aqui. — É simples. Não muitas, entretanto, alguns móveis ganhei de minha mãe, antes de falecer.
— Imaginei. - O garoto caminhou em direção a uma estante rosa, em que portava alguns quadros e produtos. — É sua mãe?
Arquivei uma sobrancelha e andei em sua direção o observando dar espaço para que eu pudesse ver a pequena moldura que levava consigo uma imagem minha ao lado de minha mãe.
— Estranho. - Passei meu dedo pela imagem da mulher dos fios loiros e longos, sem conhecer a sensação esquisita em meu peito. — Não me recordo de colocá-lo aqui.
— Talvez o seu pai tenha colocado aí. - Pós suas mãos no bolso da calça e afastou-se, caminhando em direção ao meu velho guarda roupa.
— É. Talvez. - Dei uma última olhada pelas fotografias espalhadas sobre a estante e vaguei meus olhos até o garoto. — Você acha que... Algum dia irei voltar para casa do meu pai?
— Pretende voltar? - A sua voz suave e ao mesmo tempo grave, adentra aos meus ouvidos .
— Na verdade, planejo trabalhar para me sustentar e comprar um apartamento. - Um sorriso ladino manisfestou-se em meus lábios. — Além do mais, quero fazer faculdade de letras para me tornar uma grande escritora de sucesso.
— Acha que o fezco deixaria você voltar? - Ele carregava um olhar despreocupado e por um momento me fazia esquecer todas as reviravoltas que minha vida estava nos últimos dias.
— Ele? Certamente, não. - Sorri. — Mas, e você?
O garoto pensativo a alguns metros de mim, Arqueou a sobrancelha e logo Virou-se de Costas em silêncio. Pude ouvir suas respirações e o movimento de suas mãos sobre o bolso da calça.
— Se acha importante? - Questionou em tom de ironia. Ao ouvir, um pequeno sorriso perverso surgiu em meus lábios.
Caminhei saltitante em sua direção e pulei em suas costas, onde ele me segurou quase que instantaneamente. — Confessa, eu sou o entretenimento daquela casa. - Entrelacei minhas mãos em torno do seu pescoço ao sentir suas mãos passearem em minhas pernas em volta de sua cintura.
— Loira insuportável do caralho. - Resmungou. — Você contém uma habilidade incrível de tirar qualquer um do sério.
Sua cabeça virou-se lentamente por cima de seu ombro. Inevitavelmente, nossos olhares se encontraram, causando uma onda de arrepios em meu corpo.