Sou perigo constante. Por isso me escondo incontrolavelmente. Cenas feias, nem as mais longínquas feiuras imagens, tocam o ouvir, o grito, o estranho querer do gritar, o abafamento, a morte querendo um carimbo, um pássaro de canto triste, uma pose encurvada olhando para o lado. Cama de muitas lavagens, muitos cafés, vinhos ou sangue de leitos de emergência, que gritos entenderão muitos anos de tempos de vidros no coração. A morte, não quero tanto quanto a odeio, mas existem tanto nomes diferentes que significam morte. Não é de vazio que morro, é de inebriantes gritos no silêncio, você consegue ouvir? Sentir esse som palpitando no meio da multidão, ela costurou a boca dos meus pensamentos alegres da solidão. Quarto de aranhas presas e sufocadas pelas tintas corriqueiramente amassadas em paredes rabiscadas com sangue e suor. Não consigo perceber o quanto te castro a bondade, sorrindo para mim mesmo num espelho de rosto caído e olhar seco incansável. Corpo sem calor e sem cheiro, imóvel, depois do grito sem o olhar mais nos olhos. Porquê o grito? Ainda estou aqui. Por quanto tempo até o corpo estar a mercê dos vivos? Chocados, sentidos, cansados, muito cansados os vivos. Estamos a mercê de corpos cansados, nós, os que fomos pregados em paredes, enfeitados na escuridão gélidas de quartos esquecidos, servido para próximos corpos esquecidos.
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Contos Híbridos
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