No espalhar de escarlate sob o sol vermelho da rua espelhante, não há mais segredo. Há pressa para planejar o descarte, sem um choro mais afogado, sem uma dor que agarre por mais tempo. Escondido então da canção misturada com ardor na alma, que trás na palma da mão direita um tremor que não mais pensa. Pensa-se pouco, vive-se muito no rio correndo junto com todos, junto com tudo, aceitando com sorriso; ninguém poderia saber. Sob as rodas como um imprevisto, sob as águas como a junção das almas de muitas mães e as lágrimas de muitos pesares de pais. Encontrar-se sob folhas inerte, mas bonito, limpo e novo, como uma presa deixada para celebrar. O que mais fácil fica de se contar? Mas, é mais difícil de se fazer. Quem poderá crer se não aquele que ver e julga a cada passo, meu coração já é aço, e estou frio.
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Contos Híbridos
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