Áh como é bonita aquela moça que procura constante o meu olhar, como é cheiroso seus cabelos e suave suas bochechas. Por que essa beleza não consegue alcançar meu coração? Há, o amor não é de filme, talvez seja de livros. Digo palavras bonitas para criar reações, mas em mim nada é criado. O amor é o que não se diz por pena. O amor talvez não seja bonito quanto é você em meus olhos moça bonita. Tua boca de mel pertence a uma boca qualquer que não me interessa e por isso nem a você me interessa, não me siga, não vê que atrapalha à ambos, até mesmo a uma boca qualquer, um coração qualquer que saiba lhe dar pouso. O amor é saber dar pouso e não saber como deixar voar. O que lhe prometi, quando por trás ao teu ouvido direito, disse-lhe algo sussurrando? O que sai na escuridão é mais perigoso que a luz produzida desse suor. O amor sempre procurará atingir o último teto do céu, o infinito inteiro lhe pertence. O amor é criar, mas me foi permitido apenas usar. Moça, dei-me sua mão, dei-me sua boca e apenas olhe, apenas olhe nos meus olhos e sorria, com seu sorriso mágico, ninguém o têm, nem mesmo o infinito o têm, aqui, agora, me dê apenas seu sorriso e vá; para um coração qualquer que não me interessa.
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Contos Híbridos
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