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Jayla olhou para a água que caía na pia. A cor, que deveria ser transparente, estava agora tingida de vermelho e preta. Suas mãos tremiam, a respiração estava ofegante enquanto sentia cada parte do corpo latejando. Mal conseguia escutar a conversa do grupo lado de fora.
Estava muito confuso.
Estranho.
E especialmente dolorido.
Assim que ela chegou a casa dos Wheeler's, correu para o banheiro e se trancou, não deixando ninguém entrar, nem mesmo Max, que quase implorou para cuidar os machucados dela. No entanto, Jayla apenas disse à namorada que cuidaria de si. Ela não queria deixar Max preocupada, o que claro, sabia que era inútil porque durante todo o caminho Max estava pairando sobre o corpo sela com a expressão aflita.
Ofegante, desligou a torneira. Ela limpava o corte na bochecha com um pano – o sangue ainda escorria – quando sentiu suas costelas começarem o doloroso processo de cura.
"São três, com certeza," Jayla murmurou, estremecendo com o som estranho e a dor intensa que ouvia em meio àquele silêncio forçado. Se fosse humana, teria que esperar no mínimo dois a três meses para se recuperar. "Demogorgon desgraçado... pelo menos serviu de algo."
A dor era agoniante. Ela gemeu baixinho por um momento, as pontas dos dedos ficando brancas enquanto ela apertava a borda da pia.
Uma batida na porta a fez ela sair de seus pensamentos, mas não olhou na direção da porta. De olhos fechados, conseguiu sentir a fragrância do perfume de Max adentrar por suas narinas. Ela balançou a cabeça, desviando o foco de volta para a dor. Sentiu-se estranha por ter usado seus poderes para farejar Max como se fosse uma cachorra.