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Jayla iria perder a cabeça.
Em toda a sua vida, ela nunca pensou que poderia viver um momento tão ruim e sufocante quanto aquele. Nancy tinha proposto voltar ao Mundo Invertido, um lugar que ainda lhe causava pesadelos. Depois, Max se ofereceu como isca, e para piorar, a maioria tinha concordado com a ideia.
Seu próprio irmão havia concordado em deixar a namorada de sua irmã se arriscar. Como ele fora capaz de fazer isso com ela? Ele tinha prometido que estaria sempre com ela.
Mentiras.
Mentiras.
E mentiras.
Sempre fora assim a vida de Jayla – ela era acorrentada a uma teia de mentiras.
Jayla não sabia dizer o que de errado fez para viver naquela realidade e ter aquela vida. Tudo o que ela queria era ter um momento de paz em sua vida, um momento em que pudesse respirar sem sentir medo de que, a qualquer momento, um monstro a atacasse. Ainda assim, mesmo que ela implorasse para que pensassem em outro plano, nenhum deles iria concordar. Principalmente Max. Jayla a conhecia bem o suficiente para saber que, quando Max colocava algo em sua cabeça, nada a fazia mudar de ideia.
Se ela implorasse de joelhos, Max ainda faria. Porque havia algo em que Jayla e Max compartilhavam. Elas se importavam demais com as pessoas. Por isso, no ano anterior Jayla preferia ser a que se sacrificasse do que deixar sua garota ir no seu lugar.
Quando Max entrou no quarto alguns minutos depois e se sentou ao lado dela, nenhuma das duas disse uma palavra. Jayla queria dizer muitas coisas enquanto a raiva fervia em seu sangue, mas ela não se permitiu deixar as emoções a controlarem naquele momento. Ela sabia o estrago que faria se suas emoções tomassem conta.