Sentada no banco largo do extenso jardim do colégio, protegida pela copa cheia daquela árvore majestosa em uma manhã ensolarada, ele a observou de longe, folhear com calma o livro que lia.
Adrien até pensou em se aproximar, perguntar como ela estava e até, se possível, sentar ao seu lado para conversar assim como eles faziam antes.
Seus pensamentos eram apenas aquilo, algo que ele poderia imaginar, sem se transformar em ações, pois ele sabia que ela fugiria mais uma vez.
Há tempos Marinette Dupain-Cheng evitava sempre que Adrien se aproximava para cumprimentá-la, perguntar como estava ou apenas jogar conversa fora como amigos faziam. E mesmo quando não conseguia se distanciar, na presença de Alya e Nino, a Dupain-Cheng apenas ignorava sua existência, abaixando a cabeça ou dando atenção para os amigos, mas jamais olhando diretamente para o loiro de olhos verdes taciturnos.
Ele sabia de alguma maneira, pelo olhar perdido e lamentoso que aquilo a incomodava tanto quanto a ele. Mas se a magoava, por que raios ela permanecia distante? Por que ela o evitava?
Teria ele feito algo de errado? Teria ele dito algo inconveniente? Reconhecia sua falta de jeito para com terceiros, sendo de certa forma ingênuo. No entanto, teria feito algo de tão ruim para provocar aquela situação? Adrien se culpava e aquilo era nítido. Nino até tentou lhe ajudar, quando o loiro o questionou sobre o que havia acontecido, mas seu melhor amigo não tinha tal resposta. Ao questionar Alya, a namorada foi certeira em lhe afirmar que não poderia dizer já que o assunto era estritamente pessoal, mas que a culpa não era de Adrien e jamais seria.
O loiro bem que tentou convencer a Césaire a lhe dizer o que estava acontecendo. Sem sucesso, ele apenas se contentou com as palavras finais que encerram aquela conversa;
"Por mais que isso acabe atingindo você, acredite, Adrien, você não tem culpa pela maneira como a Marinette se sente."
Por tempo demais o jovem Agreste refletiu sobre aquelas palavras que lhe pareciam tão vulneráveis. Se ele não tinha culpa, então porque a chateação de Marinette recaia sobre seus ombros?! Por mais que não entendesse aquela situação, poderia ajudá-la, como ela sempre o ajudou, confortá-la ou o que fosse necessário para fazer com que Marinette Dupain-Cheng voltasse a sorrir.
Para que ela sorrisse novamente para ele. Porque Adrien amava vê-la sorrindo e aquilo era algo que ele se recusava a abrir mão.
Se evitá-lo fosse o que ela desejava, a deixaria em paz sem qualquer condição. Mas a tristeza estampada em seu rosto gracioso lhe dizendo o oposto, o determinou a fazer o que fosse preciso para que ela fosse feliz novamente. Se ela o ignorasse ou machucasse, o rapaz tentaria a todo custo reconquistar sua confiança.
Porque Adrien Agreste poderia desistir de qualquer coisa, menos de Marinette Dupain-Cheng.
E pensando sobre isso, ele suspirou e se afastou tomando um rumo diferente, que não era na direção de Marinette. Pelo menos naquele momento a deixaria em paz.
A garota levantou o olhar, observando Adrien se afastar com os ombros caídos. Ela fechou o livro, largando-o sobre o colo. Soltando o corpo no banco com pesar. Marinette sabia que ele a observava e aquilo partia seu coração em pedaços, os quais ela não sabia se poderia consertar.
— Você deveria voltar a falar com ele.
A Dupain-Cheng encarou Alya sentando-se ao seu lado despojadamente.
— Não dá, Aly. - a franco-chinesa fitou a melhor amiga. As palavras saiam dolorosas, como algo que Marinette não queria dizer.
A Césaire maneou a cabeça e balbuciou algo com irritação que Marinette não conseguiu entender antes de voltar a falar;
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Close to You
Fanfic{TWO-SHOT} Adrien sabia que ela estava distante, por algum motivo que ele não entendia, por mais que tentasse desesperadamente descobrir. Mas aquela razão a Dupain-Cheng jamais o revelaria. Ele, em hipótese alguma, saberia que o real motivo para aq...