American coffee

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A semana no departamento de Louis foi tensa. Ele não negou ajuda de nenhum lado e até mesmo permitiu que Norman e Harry praticamente comandassem a operação. A primeira vez que liberou para que ambos usassem os computadores do prédio, ambos pareciam num parque de diversões — especialmente Harry. Tudo estava muito movimentado, aparentemente a tal namorada virtual de Niall havia se tornado oficialmente uma suspeita. O loiro ainda queria acreditar que tudo aquilo era um engano, mas realmente achou mesmo que aquilo poderia ser bom demais para ser verdade.

Louis, depois de muito contestar moralmente e ter discussões internas, pediu a Niall que o autorizasse a grampear seu celular e até mesmo que contasse a ele como sua história com a tal Rigby havia começado. Tomlinson era um excelente profiler e queria colocar aquilo em prática, Liam o ajudava quase que diretamente com tudo aquilo, era seu braço direito no quesito traçar o perfil psicológico da suspeita.

Zayn já mostrava olheiras e um sinal de cansaço naquela sexta-feira, mas nada o faria ir embora. Não saía do telefone, conversando com os donos do jogo americano de RPG, World of Warcraft, que não estavam colaborando muito com a investigação. Mesmo que não houvessem motivos e nem provas o suficiente para que os donos liberassem os dados de seus usuários, ele ainda assim tentou muitas vezes — sem sucesso — convencer eles ou até mesmo o FBI a ajudá-los. Nada, tudo que recebeu em troca foram diversas vezes o telefone praticamente desligado na sua cara.

Tomlinson estava começando a perder a paciência com aquilo tudo e, no dia anterior, pediu a Niall que entrasse em contato com Rigby para marcar um encontro com ela. Se ela aparecesse realmente, teriam uma boa pista.Harry e Norman continuavam ativos no site procurando pela moça no meio do jogo, mas não estava sendo muito fácil encontrá-la devido à própria jogabilidade e Harry não era o cara mais chegado em jogos online.

O Banco Central de Londres estava constantemente vigiado devido aos e-mails encriptados e às ameaças de roubo. Louis passou instruções aos gerentes e funcionários alertando-os a não acreditarem em nenhum tipo de autoridade perguntando sobre suas senhas. A Scotland Yard não fazia aquele tipo de serviço pelo telefone. O trabalho foi árduo, mas Tomlinson conseguiu cumprir sua missão pelo menos naquela parte.

Sentado em sua sala com o telefone em um ouvido e o celular no outro, ele mal percebeu Harry entrar, parecia estar sofrendo de um cansaço mental severo.

— Não, eu não vou fazer isso, eu já cansei de repetir. — Louis dizia respondendo ao seu celular. O outro telefone ele bateu de volta no gancho. — Isso não é produtivo, só vai atrapalhar.

— Pare de barrar a imprensa, Tomlinson, eles vão começar a achar que estamos escondendo alguma coisa. — Dou outro lado da linha, o Comissário Assistente da Scotland Yard, John Yates, praticamente obrigava Louis a aceitar uma entrevista para o The Guardian e, como se não bastasse, ainda teria que levar Harry Styles com ele. — Eu não quero mais falar com você sobre as mesmas coisas, Comandante.

— Senhor, eu entendo, mas não acho prudente e, digo mais, acho até mesmo desnecessário que isso seja feito. — Louis novamente tentou contra-argumentar, mas não adiantou. Suspirou e encostou-se na poltrona, apenas observando os olhos curiosos de Styles, que não entendia o que estava acontecendo.

— Você vai dar essa entrevista, Tomlinson, e é uma ordem. O mesmo vale para Styles. — O Comissário era o chefe maior da Polícia Metropolitana, não haveria a menor chance de Louis conseguir desobedecer aquele homem. — E é melhor que leve Styles com você, senão mando ele de volta para Belmarsh e quem sabe você vai junto dessa vez, por desacato. — Não que Yates fosse realmente cumprir a segunda ameaça, mas só pelo fato de saber que ele poderia sem esforço afastá-lo de Harry, o fez titubear antes de continuar discutindo.

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