Special Dinner

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Era óbvio e já esperando que Louis e Harry mal conversaram no carro durante o caminho de casa, e o pouco que o fizeram, ainda foi discutindo.

Assim que chegaram, Harry atravessou a porta do apartamento primeiro, seguido de Louis. Ele não queria conversar, já se encaminhava para o quarto de hóspedes. Estava cansado daquele controle todo de Louis, disse várias vezes que nem quando estava preso, sentia-se tão sufocado. Ele ouvia Louis pedindo que ele esperasse, que não andasse tão depressa, mas Styles o ignorava completamente.

Antes que pudesse sair da sala, Louis o agarrou com força pelo braço, o fazendo virar de frente para o agente. Styles imediatamente se desvencilhou do toque, e era uma das primeiras vezes que Tomlinson o via mesmo enfurecido.

— Me deixa em paz, Louis! Eu não aguento mais discutir com você. — Styles disse quase gritando, afastando-se de Louis, que permanecia insistindo em segurá-lo, insistindo no contato.

— Hazza, me desculpe, ok? Por favor, me perdoe. — Louis o segurava pelos ombros e pelos braços até que o outro se acalmasse. — Me escuta, me escuta. — Ele insistia sabendo que realmente tinha pisado na bola daquela vez.

— Me larga, Louis, porra! — Harry empurrou Tomlinson de leve, mas em vão, o agente permaneceu querendo tocá-lo.

— Me perdoa, por favor... — Louis estava realmente preocupado com toda aquela agressividade. — Eu prometo pra você que isso não vai mais acontecer.

— Me solta, Louis! — E com a voz alterada, finalmente Tomlinson deu-se por vencido e tirou as mãos de cima do moreno com os cabelos bagunçados.

O hacker bufou olhando incrédulo para todo aquele desespero de Tomlinson. Ajeitou os cabelos e passou uma das mãos pelo rosto, tentando se acalmar. Amava aquele homem demais, mas em apenas dois dias, Tomlinson tornou-se compulsoriamente controlador a ponto de Styles realmente sentir medo dele.

— Eu preciso que você pare com isso. — Harry disse calmamente, Louis concordou com a cabeça e voltou a se aproximar do outro. — Me deixou em uma sala trancado o dia todo e continua me tratando como se eu fosse alguma coisa preciosa que deve ficar dentro de um cofre. Posso ser prisioneiro, Louis, mas eu sou uma pessoa!

— Eu só estava pensando na sua segurança. — Tomlinson se explicou não entendendo como o outro não via que aquilo era óbvio.

— Eu estava no prédio da Polícia Metropolitana! — Harry disse convicto, gesticulando com as mãos e os braços. — Que lugar de Londres pode ser mais seguro que a sede da porra da Scotland Yard? Está brincando?

— Você está certo. — Louis admitiu e viu o outro respirar fundo, como se fosse exatamente o que queria ouvir. — Sei que ligo pra você a toda hora, te tranco em salas, monitoro sua tornozeleira... Me perdoe, você tem razão, eu estou exagerando.

Harry ouviu aquelas palavras mal acreditando que realmente estavam vindo de quem vinham. Louis lhe parecia mais genuíno e honesto do que nunca. Sentiu que ao menos tinha conseguido quebrar parte daquele muro que o protegia desde sempre, e o que ele via nos olhos azuis de Tomlinson era algo completamente novo: um medo que ele provavelmente deixava transparecer para pouquíssimas pessoas. Styles se deixou aproximar, deixando Louis abraçá-lo, beijar seu pescoço.

— Me desculpa, Hazza... — Louis sussurrou de um jeito tão manhoso que Harry quase sentiu uma necessidade física de abraçá-lo de volta. — Não quero imaginar o que eu faria se algo acontecesse a você, eu preciso que entenda...

— Eu entendo. — Harry respondeu mais calmo, abraçando aquele corpo tão menor que o dele da forma mais carinhosa que conseguia. — Mas precisa confiar em mim também. Eu te amo Louis... Eu te amo tanto, acredite, eu não vou a lugar nenhum.

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