- Dez; Second Chance -

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Com atenção, os dois seguiram de carro para o apartamento de Nino, mesmo que o relógio digital de Adrien batesse 2:27 da manhã. Eles buscariam Emma mesmo que ela estivesse dormindo.

Ambos sabiam que levá-la de volta para casa poderia ser arriscado. Mas se ficasse com Nino, o rapaz não poderia protegê-la, assim como os pais treinados, poderiam.

O Lahiffe abriu a porta parecendo um tanto cansado, as olheiras eram visíveis como alguém que não havia dormido um segundo naquela noite. Ao olhar para Adrien ao lado de Marinette, suspirou, jogando a cabeça para trás com a mão na testa.

— PORRA! - ele socou a porta. - Eu pensei que vocês estivessem mortos. Eu não acredito nisso!

Adrien e Marinette se entreolharam confusos.

— Nino se acalma! - o loiro adentrou o apartamento seguido da franco-chinesa quando Nino abriu espaço nitidamente alterado.

A expressão o amigo não se aliviou quando ele esfregava o rosto e gesticulava freneticamente.

— Que merda, Adrien! Você quase matou a Marinette.

O Agreste piscou atônito.

— Espera. O que?

A Dupain-Cheng sentiu o coração parar no peito.

— Como você...?

A voz que se espalhou logo em seguida pelo cômodo da sala, os aquietou por instantes.

— Será que vocês podem parar de gritar?! Emma finalmente dormiu!

Marinette entreabriu os lábios surpresa. Ela não precisou de muito para entender que ambos os amigos haviam aberto a boca sobre os segredos que guardavam.

— Alya?! O que você...?

A Césaire suspirou, abraçando a amiga.

— Eu fico feliz que vocês tenham descoberto antes de se matarem.

Nino soltou o corpo no sofá, ponto os cotovelos sobre os joelhos.

— Que merda de susto! E a gente não conseguia nem falar com vocês!

Adrien engoliu em seco, antes de tomar coragem para falar;

— Vocês contaram um pro outro...

A Césaire e o Lahiffe se entreolharam demasiadamente cansados daquela noite nada fácil.

— Não foi exatamente assim, mas bem isso. - Alya deu de ombros sentando-se na poltrona ao lado do sofá.

Com a expressão de dúvida no rosto dos amigos, Nino não conteve um revirar de olhos.

— O que a Alya quer dizer é que eu já sabia. Ou quase isso.

— Será que vocês podem ser mais claros, por favor? - o loiro pressionou.

O casal suspirou. Aquela noite com toda a certeza já era a mais longa de suas vidas. Alya sentou ao lado do namorado.

— Eu soube quando fui até o apartamento da Alya a há um ano atrás. Na época, eu a chamei, mas ela parecia não ter me ouvido, então eu procurei pelo apê e vi, acidentalmente, pela fresta da porta do quarto, as armas que ela escondia atrás do espelho, enquanto limpava uma delas. 

— E você não disse nada na época? - Adrien exasperou. 

— Eu só fingi que não vi, não quis pensar sobre aquilo. Eu torci pra que um dia ela me contasse a verdade sobre o que estava fazendo. Eu me convenci que não era nada demais, que poderia ser uma colecionadora ou coisa do tipo, mesmo que não faça muito sentido falando isso em voz alta. - o Lahiffe contorceu os lábios em incômodo.

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⏰ Última atualização: Jun 17, 2025 ⏰

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