CAPÍTULO 10 - Entre Velhos Laços

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A sala da casa Mikaelson era ampla, elegante, carregada de história, e absolutamente nova para Olívia

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A sala da casa Mikaelson era ampla, elegante, carregada de história, e absolutamente nova para Olívia.

Ela percebeu isso de imediato. Não havia lembrança alguma ali. Apenas a sensação incômoda de estar pisando em um lugar que guardava segredos demais para quem chegava pela primeira vez.

Elijah permanecia próximo à lareira, postura impecável, observando com atenção educada. Não era desconfiança aberta, mas era curiosidade calculada. Hope estava sentada no sofá, o corpo inclinado levemente para frente, como se estivesse pronta para fazer perguntas demais.

Finn, por outro lado, parecia aliviado de um jeito quase palpável.

- Você aparece sem avisar - disse ele, cruzando os braços, mas com um sorriso contido. - E ainda acha que isso é normal.

- Sempre achei - Olívia respondeu, tranquila. - Faz parte do charme.

Finn soltou uma risada breve.

- Continua a mesma.

Hope inclinou a cabeça, estudando Olívia com interesse aberto.

- Vocês se conhecem há quanto tempo?

Olívia a encarou por um instante a mais do que o necessário. Não havia estranheza naquele olhar, havia reconhecimento, mesmo sem explicação.

- Tempo suficiente - respondeu, gentil.

Finn assentiu.

- Uma velha amiga - disse, simples.

Elijah arqueou minimamente a sobrancelha, quase imperceptível.

- Interessante - comentou, educado. - Não me lembro de você mencionar isso antes, Finn.

- Há muitas coisas que não menciono - Finn respondeu, sem tensão, mas com firmeza suficiente para encerrar o assunto.

Hope franziu a testa.

- E você vai ficar aqui na cidade?

- Por enquanto - Olívia respondeu. - Ainda estou decidindo onde ficar. Talvez alugue um apartamento.

Finn arqueou a sobrancelha.

- Não pensou nisso antes de vir?

- Pensei - ela respondeu, com um meio sorriso. - Só não cheguei a uma conclusão.

Elijah pousou a mão no ombro de Hope com delicadeza.

- Que tal irmos tomar um sorvete? - sugeriu. - Acho que a conversa dos adultos vai ficar... entediante.

Hope hesitou, claramente lutando contra a vontade de ficar.

Ela olhou para Olívia mais uma vez.

- Eu volto - disse, firme, como se fosse uma promessa.

Quando ficaram a sós, o tom mudou, não ficou pesado, apenas mais íntimo.

Finn sentou-se à frente dela.

- Então - disse - por onde você andou?

Olívia deu de ombros.

- Vivendo. Aproveitando o que dava. Conhecendo lugares novos.

Finn sorriu de canto.

- Sempre soube aproveitar.

- Alguém tinha que fazer isso direito - ela respondeu.

O sorriso dele diminuiu, mas não desapareceu.

- Você nunca aparece sem um motivo.

Ela sustentou o olhar.

- Tem algo errado acontecendo com as bruxas da cidade.

Finn ficou sério na mesma hora.

- Errado como?

- Movimentos estranhos. Magia sendo usada de formas... irresponsáveis - respondeu, sem entrar em detalhes. - Ainda não sei quem está por trás.

- Mas vai descobrir - ele disse.

- Vou.

Ele assentiu lentamente.

- Só... tenta não arrumar problemas em Nova Orleans.

Ela arqueou a sobrancelha.

- Isso é um pedido ou uma piada?

- Um pedido - ele disse. - A piada é achar que você vai obedecer.

Os dois riram, baixinho.

- Você sabe que pode contar comigo - ele disse, mais baixo. - Sempre soube.

Olívia assentiu.

- Eu sei. É por isso que vim te avisar.

Quando se levantaram, passos ecoaram no corredor.

Rebekah apareceu à porta, parando abruptamente ao vê-la.

- Quem é você? - perguntou, direta.

Finn deu um passo à frente, num gesto quase automático.

- Rebekah, essa é Olivia. Uma amiga.

O olhar de Rebekah percorreu Olívia com atenção desconfortável, e por um segundo ela sentiu um aperto inexplicável no peito, rápido demais para ser lembrança, forte demais para ser ignorado.

- Prazer - disse Olívia, educada.

- É... - Rebekah respondeu, estreitando os olhos. - O prazer é meu.

Havia inquietação ali. Uma sensação estranha demais para ser ignorada.

Finn abriu a porta para Olívia.

- Se mudar de ideia sobre onde ficar... você sabe onde me encontrar.

Ela assentiu.

- Eu sei.

Quando Olívia saiu, Rebekah continuou parada, olhando para a porta fechada.

A porta se fechou.

Rebekah cruzou os braços.

- Finn... - disse devagar. - Ela é... diferente.

Ele apenas deu de ombros.

- Ela sempre foi.

Rebekah não pareceu convencida.

E, em algum lugar de Nova Orleans, algo antigo percebeu que Olívia Mikaelson tinha começado a se mover.

E, em algum lugar de Nova Orleans, algo antigo percebeu que Olívia Mikaelson tinha começado a se mover

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THE MIKAELSON    Histórias para pegar e não largar. Descubra agora