CAPÍTULO 8 - Linhas de Pressão

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O círculo ainda brilhava fraco no chão da sala quando tudo finalmente parou de tremer

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O círculo ainda brilhava fraco no chão da sala quando tudo finalmente parou de tremer.

O silêncio que se seguiu foi pesado demais para parecer natural.

Bonnie estava ajoelhada, respirando com dificuldade, as mãos apoiadas no assoalho como se o chão fosse a única coisa mantendo-a ali. Um fio de sangue escorria de seu nariz, pingando sobre o sal quebrado.

- Eu sabia - Damon disse, a voz baixa, perigosa. - Eu sabia que isso ia acontecer.

- Bonnie! - Caroline correu até ela, ajoelhando do outro lado. - Meu Deus, você tá bem?

- Tô... - Bonnie respondeu, ainda tonta. - Mas isso não foi um feitiço normal.

Olívia estava ajoelhada à frente dela, segurando seus ombros com firmeza.

- Respira - disse baixo. - Olha pra mim. Respira.

Bonnie obedeceu, inspirando fundo.

Damon voltou os olhos para Olívia.

- Claro que não foi.

O ar na sala pareceu fechar.

Stefan foi o único que tentou manter a calma.

- O que vocês fizeram?

Olívia ajudou Bonnie a se sentar no sofá antes de se virar. O rosto estava controlado, mas os olhos... os olhos estavam diferentes.

- Eu precisava de respostas.

- De quem? - Damon rebateu imediatamente.

Silêncio.

Caroline percebeu antes que alguém dissesse em voz alta.

- Não... - ela balançou a cabeça. - Não me diz que você mexeu com o Outro Lado.

Bonnie respirou fundo.

- Foi Esther.

O nome caiu como um tiro no meio da sala.

- Esther Mikaelson? - Elena arregalou os olhos.

- A original das péssimas decisões - Damon completou.

- Por que você faria isso? - Caroline perguntou, a voz trêmula. - Por que ela?

Olívia não desviou o olhar.

- Porque alguém está mexendo comigo.

O silêncio voltou, mais denso.

Bonnie falou, a voz baixa, firme:

- Isso não foi drenagem nem feitiço comum. Alguém tocou na magia dela sabendo exatamente o que estava fazendo.

Damon cruzou os braços.

- Ótimo. Então além de tudo, alguém resolveu brincar com você.

- Quem? - Stefan perguntou.

Olívia hesitou por um segundo a mais do que gostaria.

- Bruxas ancestrais. De Nova Orleans.

Caroline levou a mão à boca.

- Você tá falando sério?

- Completamente.

- Não - Caroline disse rápido. - Não, não, não. Você não vai pra lá sozinha.

- Eu não estou sozinha - Olívia respondeu. - Eu conheço alguém lá.

- Quem? - Bonnie insistiu.

Olívia não respondeu.

E isso disse mais do que qualquer nome.

Elena deu um passo à frente.

- Olivia... se Esther aceitou ajudar você, isso significa que o problema é grande demais pra Mystic Falls.

Olívia assentiu.
- É por isso que eu não posso ficar.

- Então a gente vai com você - Bonnie disse de imediato.

- Vamos - Caroline concordou. - Todas nós.

- Não - Olívia respondeu, firme.

- Olivia - Bonnie insistiu. - Nova Orleans não é só outra cidade. É território de Originais, bruxas antigas, acordos que ninguém respeita.

- Exatamente por isso vocês não vão - Olívia rebateu. - Lá, vocês seriam alvos. Por minha causa.

- Você não precisa fazer isso sozinha - Caroline disse, a voz quase implorando.

- Preciso - Olívia respondeu. - Porque se algo der errado... vai cair só sobre mim.

Damon observava em silêncio agora, sério demais.

- Quando você vai?

- Hoje.

Ninguém respondeu de imediato.

O quarto ficou silencioso enquanto Olívia arrumava a mala. Cada dobra era precisa, quase metódica. Uma forma de não pensar demais.

Caroline apareceu na porta.

- Promete que vai ligar?

Olívia parou por um instante e assentiu.

- Prometo. Vou dar notícias. E vou voltar.

Bonnie surgiu atrás dela.

- Não some. Seja honesta quando puder.

Olívia encarou as duas.

- Quando eu puder... eu vou ser.

A despedida foi rápida. Abraços contidos. Olhares longos demais.

Damon foi o último.

- Não morre - disse, sério.

Ela sorriu de canto.

- Não hoje.

Horas depois, a estrada se estendia vazia à frente. O sol começava a nascer quando Olívia discou um número conhecido.

Chamou uma vez.

Duas.

Nada.

Ela soltou o ar lentamente e riu sozinha.

- Então vai ser surpresa.

O carro acelerou.

E, em algum lugar à frente, Nova Orleans já sentia que algo antigo estava voltando para casa.

E, em algum lugar à frente, Nova Orleans já sentia que algo antigo estava voltando para casa

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