THE MIKAELSON || Olívia Mikaelson nunca deveria ter existido. Uma brecha da natureza que jamais deveria ter acontecido: metade vampira e metade bruxa, ela carrega um poder capaz de abalar o equilíbrio entre os mundos sobrenatural e humano. Silencios...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O círculo ainda brilhava fraco no chão da sala quando tudo finalmente parou de tremer.
O silêncio que se seguiu foi pesado demais para parecer natural.
Bonnie estava ajoelhada, respirando com dificuldade, as mãos apoiadas no assoalho como se o chão fosse a única coisa mantendo-a ali. Um fio de sangue escorria de seu nariz, pingando sobre o sal quebrado.
- Eu sabia - Damon disse, a voz baixa, perigosa. - Eu sabia que isso ia acontecer.
- Bonnie! - Caroline correu até ela, ajoelhando do outro lado. - Meu Deus, você tá bem?
- Tô... - Bonnie respondeu, ainda tonta. - Mas isso não foi um feitiço normal.
Olívia estava ajoelhada à frente dela, segurando seus ombros com firmeza.
- Respira - disse baixo. - Olha pra mim. Respira.
Bonnie obedeceu, inspirando fundo.
Damon voltou os olhos para Olívia.
- Claro que não foi.
O ar na sala pareceu fechar.
Stefan foi o único que tentou manter a calma.
- O que vocês fizeram?
Olívia ajudou Bonnie a se sentar no sofá antes de se virar. O rosto estava controlado, mas os olhos... os olhos estavam diferentes.
- Eu precisava de respostas.
- De quem? - Damon rebateu imediatamente.
Silêncio.
Caroline percebeu antes que alguém dissesse em voz alta.
- Não... - ela balançou a cabeça. - Não me diz que você mexeu com o Outro Lado.
Bonnie respirou fundo.
- Foi Esther.
O nome caiu como um tiro no meio da sala.
- Esther Mikaelson? - Elena arregalou os olhos.
- A original das péssimas decisões - Damon completou.
- Por que você faria isso? - Caroline perguntou, a voz trêmula. - Por que ela?
Olívia não desviou o olhar.
- Porque alguém está mexendo comigo.
O silêncio voltou, mais denso.
Bonnie falou, a voz baixa, firme:
- Isso não foi drenagem nem feitiço comum. Alguém tocou na magia dela sabendo exatamente o que estava fazendo.
Damon cruzou os braços.
- Ótimo. Então além de tudo, alguém resolveu brincar com você.
- Quem? - Stefan perguntou.
Olívia hesitou por um segundo a mais do que gostaria.
- Bruxas ancestrais. De Nova Orleans.
Caroline levou a mão à boca.
- Você tá falando sério?
- Completamente.
- Não - Caroline disse rápido. - Não, não, não. Você não vai pra lá sozinha.
- Eu não estou sozinha - Olívia respondeu. - Eu conheço alguém lá.
- Quem? - Bonnie insistiu.
Olívia não respondeu.
E isso disse mais do que qualquer nome.
Elena deu um passo à frente.
- Olivia... se Esther aceitou ajudar você, isso significa que o problema é grande demais pra Mystic Falls.
Olívia assentiu. - É por isso que eu não posso ficar.
- Então a gente vai com você - Bonnie disse de imediato.
- Vamos - Caroline concordou. - Todas nós.
- Não - Olívia respondeu, firme.
- Olivia - Bonnie insistiu. - Nova Orleans não é só outra cidade. É território de Originais, bruxas antigas, acordos que ninguém respeita.
- Exatamente por isso vocês não vão - Olívia rebateu. - Lá, vocês seriam alvos. Por minha causa.
- Você não precisa fazer isso sozinha - Caroline disse, a voz quase implorando.
- Preciso - Olívia respondeu. - Porque se algo der errado... vai cair só sobre mim.
Damon observava em silêncio agora, sério demais.
- Quando você vai?
- Hoje.
Ninguém respondeu de imediato.
O quarto ficou silencioso enquanto Olívia arrumava a mala. Cada dobra era precisa, quase metódica. Uma forma de não pensar demais.
Caroline apareceu na porta.
- Promete que vai ligar?
Olívia parou por um instante e assentiu.
- Prometo. Vou dar notícias. E vou voltar.
Bonnie surgiu atrás dela.
- Não some. Seja honesta quando puder.
Olívia encarou as duas.
- Quando eu puder... eu vou ser.
A despedida foi rápida. Abraços contidos. Olhares longos demais.
Damon foi o último.
- Não morre - disse, sério.
Ela sorriu de canto.
- Não hoje.
Horas depois, a estrada se estendia vazia à frente. O sol começava a nascer quando Olívia discou um número conhecido.
Chamou uma vez.
Duas.
Nada.
Ela soltou o ar lentamente e riu sozinha.
- Então vai ser surpresa.
O carro acelerou.
E, em algum lugar à frente, Nova Orleans já sentia que algo antigo estava voltando para casa.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.