CAPÍTULO 18 - Entre Sombras e Confianças

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O apartamento estava silencioso

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O apartamento estava silencioso.

Olívia gostava assim.

A varanda dava para as luzes de New Orleans, e a cidade pulsava como um coração antigo. Bruxas, vampiros, lobos… e agora ela.

Ela sentia que algo estava se movendo sob a superfície. Como se a cidade estivesse prendendo a respiração.

Uma batida leve na porta.

— Está aberta, tio Finn.

A porta rangeu.

— Você nunca deixa de me irritar com isso.

— Eu sei quando é você.

— E se um dia não for?

Ela virou o rosto lentamente, os olhos escurecendo por um segundo.

— Então alguém vai morrer.

Finn fechou a porta atrás de si.

— Você não pode reagir a tudo com ameaça.

— Posso. Eu só escolho quando usar.

Ele a observou com atenção. Havia orgulho ali. E preocupação.

— Você deveria ficar quando tudo acabar.

Ela soltou um riso quase inaudível.

— Você sabe que não.

— Você não pode passar a eternidade fingindo que eles não existem. Eles são sua família.

O maxilar dela travou.

— Não. Minha família é você. Dahlia. Esther. E duas delas estão mortas por culpa deles.

— Você sabe por que fizeram aquilo.

O olhar dela ficou gelado.

— Cuidado com as palavras, tio.

O silêncio ficou pesado.

— Eu não vou fingir que você não é o que é — Finn disse firme.

— E eu não vou fingir que quero isso.

Mas havia algo ali.

Uma hesitação mínima.

Ele percebeu.

O cheiro de madeira antiga e magia pairava no ar.

Olívia entrou como se o lugar não a intimidasse. Como se fosse território neutro.

Um pequeno vulto correu pelo corredor.

— Olívia!

Hope parou diante dela com um desenho nas mãos.

— Eu fiz isso pra você.

Olívia abaixou o olhar.

Duas figuras de mãos dadas.

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