CAPÍTULO 16 - O Que Permanece Escondido

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O apartamento que Olívia alugou ficava acima de uma loja fechada, numa rua que fingia dormir cedo demais

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O apartamento que Olívia alugou ficava acima de uma loja fechada, numa rua que fingia dormir cedo demais. As paredes eram finas, mas antigas o suficiente para terem aprendido a guardar segredos melhor do que pessoas.

Era noite quando ela entrou.

Deixou a bolsa sobre a mesa, tirou o casaco e ficou parada por alguns segundos, sentindo o ambiente. Não havia magia ativa ali. Nenhum feitiço armado. Ainda assim, o ar parecia… atento.

— Certo — murmurou para si mesma. — Vamos ver até onde vocês deixam.

Ela abriu a janela, deixando o barulho distante da cidade entrar, e começou a preparar o círculo no chão. Nada elaborado. Nada que chamasse atenção. As bruxas da cidade estavam alertas demais para excessos.

Aquilo não era um feitiço de ataque.

Nem de revelação.

Era aproximação.

Olívia usou a própria magia como isca, não em quantidade, mas em assinatura. Um chamado silencioso, feito para ressoar apenas com quem já tivesse tocado nela antes.

O ar respondeu quase de imediato.

Não com direção.

Com múltiplos ecos.

Ela fechou os olhos, concentrando-se. Sentiu fios se estendendo para diferentes pontos da cidade, cruzando bairros, cemitérios, casas antigas e lugares onde o véu entre o que estava vivo e o que não estava era mais fino.

A magia começou a se estreitar, tentando seguir o fluxo contrário, voltar à origem. O círculo no chão vibrou, a luz oscilando por um segundo a mais do que deveria.

Então algo empurrou de volta.

Não com força.

Com precisão.

O suficiente para interromper.

As velas se apagaram ao mesmo tempo.

Olívia abriu os olhos. O feitiço não falhou. Tinha sido interrompido.

Alguém sentiu o puxão.

Sorriu satisfeita. Sabia que estava chegando cada vez mais perto

O dia seguinte amanheceu pesado, como se a cidade tivesse acordado atrasada.

Olívia não mudou de ideia.

Se o feitiço não podia ser rastreado de fora, então precisava entender o que circulava dentro. E, gostasse ou não, os Mikaelson eram o melhor ponto de observação.

Ela chegou à mansão sem anunciar presença de imediato.

A porta estava aberta. Vozes vinham da sala principal.

— Não é coincidência — Freya dizia. — As bruxas da cidade não usam esse tipo de magia para algo pequeno.

— Elas nunca fazem nada pequeno quando o nome Mikaelson entra na equação — Rebekah respondeu.

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