CAPÍTULO 13 - O Que Se Aproxima

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A praça estava quase vazia àquela hora do dia

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A praça estava quase vazia àquela hora do dia.

Olívia caminhava devagar entre os bancos, observando as árvores antigas que pareciam sobreviver a tudo, incêndios, guerras, mudanças de nome. Gostava daquele lugar por isso. Nada ali fingia ser novo.

- Você anda escolhendo lugares abertos quando quer pensar - Finn comentou, surgindo ao lado dela como se sempre tivesse estado ali.

Olívia não se virou.

- Lugares fechados guardam ecos demais.

Finn sentou-se no banco de madeira, o corpo rígido de quem não estava ali por acaso.

- Eles estão desconfiados.

Ela respirou fundo.

- Eu sei.

- Klaus está atento demais. Freya inquieta. Rebekah sente coisas que não entende - ele continuou. - E a Hope está no centro disso tudo.

Olívia finalmente o encarou.

- Eu nunca toquei nela.

- Eu sei - Finn respondeu rápido demais. - E é exatamente isso que os assusta.

O silêncio entre os dois não era desconfortável. Era antigo. Construído ao longo de anos em que palavras nem sempre eram necessárias.

- Os sonhos estão ficando mais claros - Finn disse, mais baixo. - Não por sua causa. Mas por causa do que desperta quando você está perto.

Olívia apoiou os cotovelos nos joelhos.

- Isso ia acontecer em algum momento.

Um meio sorriso surgiu em seu rosto.

- Você sempre tentou me proteger do mundo inteiro.

- E falhei - ele admitiu.

Olívia balançou a cabeça.

- Não. Você só me ensinou a atravessá-lo.

Finn a observou por um instante mais longo.

- Eles vão querer respostas.

- E você vai dar? - ela perguntou.

- Não sem você - ele respondeu. - Nunca sem você.

Na mansão Mikaelson, Freya estava cercada por livros.

Alguns abertos, outros empilhados, outros espalhados pelo chão como se tivessem sido arrancados do tempo à força. As páginas eram antigas, escritas em idiomas que já não se ensinavam.

Ela passou os dedos por uma anotação à margem.

"Vínculos não se rompem. São adormecidos."

A caligrafia não era de Esther.

Freya sentiu o estômago se apertar quando reconheceu o traço.

- Dahlia... - murmurou.

Outra página.

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