THE MIKAELSON || Olívia Mikaelson nunca deveria ter existido. Uma brecha da natureza que jamais deveria ter acontecido: metade vampira e metade bruxa, ela carrega um poder capaz de abalar o equilíbrio entre os mundos sobrenatural e humano. Silencios...
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A praça estava quase vazia àquela hora do dia.
Olívia caminhava devagar entre os bancos, observando as árvores antigas que pareciam sobreviver a tudo, incêndios, guerras, mudanças de nome. Gostava daquele lugar por isso. Nada ali fingia ser novo.
- Você anda escolhendo lugares abertos quando quer pensar - Finn comentou, surgindo ao lado dela como se sempre tivesse estado ali.
Olívia não se virou.
- Lugares fechados guardam ecos demais.
Finn sentou-se no banco de madeira, o corpo rígido de quem não estava ali por acaso.
- Eles estão desconfiados.
Ela respirou fundo.
- Eu sei.
- Klaus está atento demais. Freya inquieta. Rebekah sente coisas que não entende - ele continuou. - E a Hope está no centro disso tudo.
Olívia finalmente o encarou.
- Eu nunca toquei nela.
- Eu sei - Finn respondeu rápido demais. - E é exatamente isso que os assusta.
O silêncio entre os dois não era desconfortável. Era antigo. Construído ao longo de anos em que palavras nem sempre eram necessárias.
- Os sonhos estão ficando mais claros - Finn disse, mais baixo. - Não por sua causa. Mas por causa do que desperta quando você está perto.
Olívia apoiou os cotovelos nos joelhos.
- Isso ia acontecer em algum momento.
Um meio sorriso surgiu em seu rosto.
- Você sempre tentou me proteger do mundo inteiro.
- E falhei - ele admitiu.
Olívia balançou a cabeça.
- Não. Você só me ensinou a atravessá-lo.
Finn a observou por um instante mais longo.
- Eles vão querer respostas.
- E você vai dar? - ela perguntou.
- Não sem você - ele respondeu. - Nunca sem você.
Na mansão Mikaelson, Freya estava cercada por livros.
Alguns abertos, outros empilhados, outros espalhados pelo chão como se tivessem sido arrancados do tempo à força. As páginas eram antigas, escritas em idiomas que já não se ensinavam.
Ela passou os dedos por uma anotação à margem.
"Vínculos não se rompem. São adormecidos."
A caligrafia não era de Esther.
Freya sentiu o estômago se apertar quando reconheceu o traço.